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20 DE FEVEREIRO DE 2013

Publicado: Quarta, 20 de Fevereiro de 2013, 10h14 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 700

Clipagem ASCOM
Recife, 20 de fevereiro de 2013

 

:: Jornal do Commercio

Voz do Leitor

Memória política

Homenagem ao saudoso Fernando Lyra

Caminhando pelas ruas encontrei um grande mastro sem bandeira. Me veio a lembrança da bandeira da democracia vivida na longa batalha travada pelo mestre, na arte de fazer política, que foi Fernando Lyra. Homem público de uma coerência ímpar, um exemplo de dedicação aos interesses do País. Muitas vezes tive a disposição de sair de casa para ouvi-lo, era sempre uma forte emoção, terminava seus discursos muitas vezes emocionado e emocionava a quem o ouvia. É como se agora o mastro estivesse sem bandeira, pois a meio mastro é algo comum em outros casos, mas suas ideias e sua emoção vão continuar a vibrar firmes em cada um de nós, e a sua bandeira voltará ao topo do mastro da democracia brasileira.

 

Caderno C

Cinema

Amor (Amour, FRA/ALE/AUS, 2012). De Michael Haneke. Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert. Cinema da Fundação. 15h20, 20h20. Drama. 16 anos.

O som ao redor (BRA, 2012). De Kleber Mendonça Filho. Com Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings. Cinema da fundação –17h40. Drama. 16 anos.

 

:: Folha de Pernambuco

Política

Homenagem

No Senado, Jarbas lembra Lyra

Na semana posterior a seu falecimento em virtude da falência múltipla dos órgãos, o ex-ministro e deputado federal Fernando Lyra voltou a ser lembrado, ontem, ao ser homenageado na capital do País pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Em pronunciamento realizado na tribuna Alta do Senado, o peemedebista iniciou o seu discurso lembrando as peculiaridades que faziam parte do perfil de Lyra. 
“Ele tinha uma contundência e uma firmeza para expor suas opiniões como poucos que conheci - tanto na tribuna do Congresso Nacional, quanto nos palanques do Norte ao Sul do Brasil. Seu vozeirão ajudou a construir esse país democrático que desfrutamos hoje. Um brasileiro democrata que muito contribuiu para as modernizações e os avanços que conquistamos nas duas últimas décadas”, comentou.
Durante o pronunciamento, Jarbas, que estava no exterior e por isso não pôde comparecer ao funeral, destacou o exemplo de vida pública que foi o ex-socialista. “Em que pese o desgaste pelo qual o exercício da política tem passado nos últimos anos, devemos sempre fazer a defesa do exercício correto e legítimo da representação popular. E essa empreitada fica mais fácil quando temos exemplos de vida, de homens e mulheres que fizeram da política um instrumento de mudança e de conquistas. Este é o caso do ex-ministro e ex-deputado federal Fernando Lyra”.
No discurso, o parlamentar fez questão de ressaltar a atuação e o papel de Lyra durante o processo de redemocratização do País quando eles, inclusive, chegaram a ter divergência política quanto à eleição indireta de Tancredo Neves à Presidência da República.

 

Cidadania

Artigo

Tributo a Fernando Lyra

Conheci  Fernando Lyra em meados de 1978, através da nossa amiga comum Magnólia Cavalcanti. Na época, ele já era um ícone da resistência democrática contra a ditadura militar e também travava uma difícil batalha pela sobrevivência. Seu coração danificado por um enfarto demolidor,  sobrevivia graças a várias pontes de safena, implantadas nos Estados Unidos.
Fernando estava procurando um publicitário para cuidar da sua campanha à reeleição para Deputado Federal. Eu, querendo uma oportunidade para ingressar profissionalmente na área do marketing político. Foi sopa no mel.
Campanha política gera, entre publicitário e cliente, intimidade imediata. A admiração que já cultivava à distância somente cresceu com a convivência. Contrariando o axioma de que nenhuma idolatria resiste à proximidade.  
Ficamos amigos. Estreitamos uma parceria profissional que me permitiu acompanhar muito de perto  momentos decisivos da História. Só por isso,  deveria a Fernando Lyra alguns dos momentos mais importantes da minha vida.
Posso dizer com autoridade: ele foi um dos políticos mais corajosos, éticos, ousados e importantes do seu tempo.
Quando se instalou a ditadura militar o seu pai, João Lyra Filho, era empresário rico e político bem sucedido. Decidiu filiar-se ao MDB, o partido que nasceu escalado para fazer  oposição  a fim de dar ao regime ares de democracia. Os filhos acompanharam a opção. Fernando e João Lyra Neto, nosso atual vice-governador, também viraram emedebistas. Só que pensando em fazer oposição de verdade.
Em 1966, Fernando elegeu-se deputado estadual e “seu” João,  Federal. Nas eleições de 1970, inverteram-se as posições. Louve-se a visão do pai: “Meu filho, você vai para Brasília porque lá você pode contribuir com a democracia muito mais do que eu”.
Palavras proféticas. Com poucos meses de mandato federal, conquistado inclusive com os votos do PCB, na época liderado por Paulo Cavalcanti, Fernando começou a interferir decisivamente nos rumos da história. 
Sem ser  marxista, ele compreendia a importância do “processo político”. E entendia claramente que as pessoas constroem sua própria história nas condições que lhe são proporcionadas.
Foi um dos fundadores e líderes do Grupo Autêntico do MDB, através do qual o partido  se transformou em instrumento efetivo de contestação da ditadura. Pai de filhas pequenas, enfrentou  no dia a dia da sua desafiadora atuação os riscos de cassação de mandato, prisão, torturas, exílio , assassinato, sequestro.  Nunca lhe faltou um pingo de coragem.
Nas eleições de 1974, articulou uma estratégia que abalou a ditadura: o MDB lançou candidatos de cara nova para o Senado e venceu em nada menos que 16 Estados. Em Pernambuco ganhou Marcos Freire, de quem Fernando foi o mais entusiástico defensor. Começou ali a abertura “lenta, gradual e segura”, para usar as palavras do ditador Ernesto Geisel.  
Sua mais impressionante intuição se deu em 1983. Com a ditadura nos estertores, a oposição superou o casuísmo do voto vinculado e venceu, no ano anterior,  as primeiras eleições diretas para governador nos  Estados de eleitorado predominantemente urbano. 
As principais figuras da oposição se dividiram entre as posses de Brizola, no Rio, e Franco Montoro em São Paulo. Fernando Lyra foi para Belo Horizonte, assistir a posse de Tancredo Neves, um político do Grupo Moderado do partido, portanto seu rival  nas disputas internas.
E justificou ao seu perplexo anfitrião: “O senhor é o nome ideal para as oposições concorrerem à Presidência.” Quando a emenda que propunha eleições diretas foi derrotada no Congresso, Fernando passou a articular abertamente o nome de Tancredo para disputar  no Colégio Eleitoral, desafiando o candidato dos militares. Muitos vieram depois. Ele foi o primeiro.
Visando não apenas a vitória como também a legitimidade do apoio popular, a estratégia da comunicação  de Tancredo Neves era como se ele fosse disputar o voto direto. Coordenei a propaganda de convocação do grande comício, em Caruaru, no qual Fernando fez o lançamento em praça pública, com repercussão nacional.
Os discursos de Fernando Lyra eram marcantes, inesquecíveis. Com sua voz de trovão, ele bradou seu refrão preferido: “E quando os votos do Colégio Eleitoral forem dados, eu quero ouvir: Tancredo. Tancredo. Tancredo. Tancredo Neves, presidente do Brasil.” A multidão, arrepiada, delirava. Uma girândola completava a emoção.
Quando desceu do palanque, Tancredo abraçou Fernando. Eu estava perto o suficiente para ouvir sua fala: “Deputado Fernando Lyra, eternamente grato”.
Vitorioso, Tancredo escolheu Fernando para a pasta da Justiça, que na época tinha a dimensão de ser  o Ministério político do governo. Com a missão de devolver ao país a Democracia plena.
Tarefa que ele cumpriu nos 11 meses em que foi ministro de Sarney, o vice  que assumiu a  Presidência com a doença e morte de Tancredo. Justiça se faça: o maranhense, egresso da direita que apoiara a ditadura, autorizou e deu suporte à remoção do entulho  da legislação autoritária. O fim da Censura, pelas mãos de Lyra, foi o momento mais simbólico desse processo.
Fernando Lyra representa uma das principais personagens da redemocratização do Brasil. Somente com isso, teria garantido seu lugar na história.
Estadista que pensava no País acima de tudo, nunca praticou uma atitude política para tirar vantagem pessoal. Honesto a toda prova, não aumentou patrimônio na vida pública. É portanto uma referência ética neste País de escândalos e malfeitos. 
Pessoa humana extraordinária, iluminava com sua conversa sempre exuberante qualquer ambiente. Estava à vontade entre sábios ou comuns. De todos, sentia-se igual.
Bacharel de Caruaru, como diziam alguns medíocres detratores, empolgou em conferência o seleto público da Sorbonne. Dialogou com os maiores líderes mundiais. Ficou amigo de vários deles.
Com a mesma naturalidade com que visitava os presos políticos nos cárceres,  frequentava os mais requintados salões. Denunciava crimes políticos da ditadura com a mesma firmeza com que clamava contra as injustiças sociais.
Não fazia distinções no bem querer. Seus amigos não eram  velhos ou novos, frequentes ou episódicos. Tinha amigos, e ponto final. A todos dedicava, sem distinção, um afeto imenso e não excludente.
Nessa difícil hora do adeus definitivo, vale ressaltar o exemplo de um homem plural, de múltiplas facetas sempre propositivas. Sobretudo um ser humano que amava a vida  com todas as forças. 
Em meio à imensa tristeza da perda, me considero feliz. Como todos os que conviveram com ele, carregarei para toda a vida a energia positiva que emanava do seu ser. O seu exemplo nos convida a viver com mais ardor, com mais paixão.
Esse é o grande tributo que podemos prestar à sua memória.

 

Programa

Cinema

Amor / De Michael Haneke / Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert. Georges e Anne são um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste. Cinema da Fundação– 15h20, 20h20. 14 anos.

O Som ao Redor / De Kleber Mendonça Filho / Com Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings. A presença de uma milícia na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranqüilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de estrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Cinema da Fundação: 17h40. 16 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Política

Lyra é lembrado em discurso

A Assembleia Legislativa do Pernambuco foi palco de homenagens ao ex-deputado e ex-ministro Fernando Lyra, que faleceu em São Paulo, na última quinta-feira, por falência múltipla dos órgãos. Ontem, no plenário da Casa, o deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB) destacou momentos marcantes da trajetória política de Lyra, tal como o episódio em que, ao discordar da postura do então presidente José Sarney, soltou a frase utilizada até hoje pelos adversários do político: “Sarney é a vanguarda do atraso”. A sobrinha de Lyra, a deputada Raquel Lyra (PSB), fez um aparte ao discurso e agradeceu, emocionada, a Costa Filho. A missa de sétimo dia será hoje, às 19h30, na Igreja do Rosário, em Caruaru.

 

Política

Ineditismo

O vereador Carlos Gueiros (PTB) registrou com satisfação dois fatos inéditos na Câmara Municipal do Recife: a líder da oposição, Aline Mariano (PDSP), cedeu seu tempo para o petista Juradir Liberal fazer defesa da presidente Dilma Rousseff, e, pela primeira vez, em 20 anos, os vereadores cumpriram até o fim um minuto de silêncio, no caso pela morte de Fernando Lyra.

 

Viver

Viagem sem volta ao digital

Inauguração de quatro salas na rede Cinemark, hoje, amplia espaço para a nova tecnologia

Grandes projetores e pesadas bitolas de película cinematográfica estão com os dias contados no Recife. A aposentadoria compulsória do 35mm - ainda carinhosamente apelidado de “verdadeiro cinema” - por aqui está marcada para 2013, ou, como tudo nesse Brasil, para 2014, no máximo. Hoje, a rede Cinemark (Shopping RioMar) inaugura as últimas quatro salas de seu complexo, o primeiro inteiramente digital. No segundo semestre, a rede UCI estreia o aguardado IMAX, com telas maiores e poltronas reclinadas que proporcionam visualização diferenciada, ideal para filmes de ação e com efeitos especiais.
A rede UCI, presente nos shoppings Recife, Boa Vista, Tacaruna e Plaza, mantém o maior número de salas em 35mm. Todas as salas 3D rodam tecnologia analógica e digital, e as outras são apenas analógicas. Até o fim do ano, toda a rede Cinépolis (no Shopping Guararapes) será digitalizada. “O digital facilita a programação, porque é tudo mais rápido, o transporte, a montagem. O filme não precisa ser montado, é só dar ‘play’”, explica a gerente de imprensa da rede, Maria Fernanda Menezes.
Em poucos anos, apenas os cinemas São Luiz e da Fundação Joaquim Nabuco devem manter seus projetores de película, atendendo à nostalgia dos cinéfilos, mas também a uma qualidade de imagem e textura ainda não atingida pela tecnologia digital. “O 4K engana muito bem. Ele dá uma sensação de profundidade e nitidez muito boa, o espectador leigo não percebe a diferença. Mas estudos mostram que não se equipara à película”, explica Luiz Joaquim, programador da Fundaj, que vai ganhar seu projetor 4K ainda neste semestre. O equipamento, da Sony, é o de melhor definição no mercado brasileiro, maximizando a resolução para 4.096 linhas horizontais por 2.160 verticais. No Full HD, é de 1.920 linhas horizontais por 1.080 verticais. A Fundaj estreia novo cinema em Casa Forte em 2014, equipado com projetor digital 2K. O São Luiz recebe projetores 4K e 3D. A previsão de lançamento é maio. 
Até o fim do ano, os cinemas Rosa e Silva, Eldorado e Royal, da PMC, devem seguir a tendência e digitalizar todas as salas. “Este é o ano de todo mundo se enquadrar no digital. A qualidade do 35mm ainda é imbatível, mas o problema é o fornecimento de material”, explica Paulo Menelau, diretor da rede. A transição para o digital reduz o custo para menos de R$ 1 mil por cópia, enquanto as películas saem por até R$ 5 mil, a depender da duração do filme.
A controversa tecnologia 3D continua em expansão. A próxima sala 3D do Recife será inaugurada em março, no Rosa e Silva. As outras salas 3D ficam no Kinoplex Recife (4), Kinoplex Tacaruna (3), Kinoplex Plaza (2), Caruaru (1), Costa Dourada (1) e Box Cinépolis Guararapes (1), pioneiro da tecnologia no estado, em 2008, com Os mosconautas no mundo da Lua.

Está na tela

35mm

As películas de 35 milímetros (medida da largura do fotograma) são o padrão cinematográfico desde os tempos dos Irmãos Lumière. As bitolas proporcionam nitidez e texturas inalcançadas pelo digital. As películas resistem em todos os cinemas pernambucanos, à exceção do RioMar. O brasileiro Tainá: A origem, está neste formato.

4K

4K é uma medida de resolução que se refere a aproximadamente mil pixels transversais. Os projetores 4K geram 4.096 linhas horizontais por 2.160 verticais. Isso diminui os quadradinhos da imagem digital, comuns também nas fotografias. Quanto mais perto da tela, mais fácil a percepção da diferença. A tecnologia nas salas 3D da rede UCI.

 3D

O 3D consiste basicamente em uma ilusão de ótica que amplia a noção de profundidade do espectador, como se a cena pulasse para fora da tela. Na sala, a ilusão ótica depende da projeção e dos óculos, que comumente recebem críticas de sucateamento. A técnica é a preferida de animações como As aventuras de Tadeu e Monstros SA.

IMAX

O tamanho das imagens é o principal trunfo do formato Imagem Maximum. As telas chegam a mil metros quadrados de área e são posicionadas com inclinação diferenciada (assim como a plateia), distanciando os limites da imagem. As salas brasileiras são também 3D, com o sistema de duas lentes simultâneas que maximizam o efeito tridimensional.

 XD

O diferencial da rede Cinépolis no Recife é a tecnologia Extreme Digital Cinema (XD), que comporta filmes em 2D e 3D. As telas são até 50% maiores que as convencionais, do teto ao chão. O projetor é mais brilhante, e o som tem até 50 mil watts de potência, contra 12 mil das outras salas. O filme em cartaz é João e Maria: Caçadores de bruxas.

 

Viver

Cinema

Amor. Casal octogenário para lidar com a idade. Cinema da Fundação. 15h20, 20h20. 14a.

O Som ao Redor.  Milícia na zona sul do Recife muda a vida dos moradores. Cinema da Fundação. 17h40.

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