20 DE JANEIRO DE 2013
Clipagem ASCOM
Recife, 20 de janeiro de 2013
:: Jornal Do Commercio
Cidades
“Desafio é colocar esse trem na linha”
JC - Quais suas primeiras ações ao assumir a pasta?
VALMAR CORRÊA DE ANDRADE - Estamos identificando os problemas das unidades educacionais, em termos de infraestrutura, de professorado, de pessoal técnico. Providenciando merenda, fardamento, material didático. É o nosso foco para iniciar o ano letivo, marcado para 6 de fevereiro.
JC - O parque escolar da rede municipal é precário, com muitas escolas pequenas ou com problemas na estrutura. Como estão lidando com isso?
VALMAR - Costumo dizer que se sua casa não está organizada você não se sente bem dentro dela. Temos 380, 390 escolas, mais os prédios anexos. Nos bairros mais afastados e populosos há muitas casas alugadas. São espaços inapropriados para salas de aula. Nos chamou a atenção a precariedade em algumas escolas. Nesse momento estamos procurando minimizar os problemas. As empresas de manutenção estão intervindo nas escolas. É possível que a gente não dê conta de todos os colégios nesse início, mas vamos continuar ao longo do ano. Até o fim de janeiro abriremos licitação para contratar novas empresas de manutenção, que assumem em agosto. Serão três, cada uma cuidando de duas RPAs (Regiões Político-Administrativas). Eram investidos R$ 7 milhões na manutenção das escolas. Vamos dobrar esse valor e aplicar R$ 14,9 milhões. Queremos que o aluno, o professor, os pais percebam que estamos trabalhando para melhorar as unidades educacionais.
JC - Há intenção de construir novas escolas?
VALMAR - Sim. Estamos levantando as informações do que é preciso para construção de um parque educativo digno para o Recife. Há um grupo trabalhando nisso. Minha ideia é em fevereiro dar entrada no Ministério da Educação em pelo menos 10 projetos para construção de 10 escolas. Fernando Haddad (prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação) disse em entrevista recente que 80% das verbas de educação para São Paulo serão buscadas na União. Iremos na mesma linha dele.
JC - Os professores cobram o cumprimento da lei do piso salarial do magistério, determinando que um terço da carga horária seja destinada à preparação das aulas. Prometem começar o ano letivo com assembleia e ameaçam paralisação caso o município não cumpra a legislação. Como a prefeitura está tratando esse assunto?
VALMAR - A gestão anterior não conseguiu e não me compete avaliar por quê. Tive uma reunião essa semana com a direção do Sindicato dos Professores Municipais. A prefeitura tem todo interesse em cumprir a aula-atividade. Estamos empenhados nisso. Mas que seja de forma positiva para o professor, o aluno e a secretaria. Porque não é simplesmente tirar o professor da sala de aula. Tem que haver planejamento, não é simples. A maioria dos nossos docentes tem 20 horas-aula para programar as atividades. Estamos tabulando os dados das matrículas essa semana. Teremos, então, o quantitativo de professores de que precisamos. Haverá nova reunião com o sindicato segunda-feira (amanhã) para que eu apresente esse diagnóstico e encontremos uma maneira de implementar a lei. Outra dificuldade é que há muito professor fora da sala de aula. Também estamos levantando esses dados. É provável que tenhamos de chamar aprovados no último concurso. Se não for suficiente, poderemos abrir novo concurso.
JC - Na gestão passada houve muitas reclamações em relação à qualidade da merenda, que no Recife é terceirizada. Há intenção de mudar isso?
VALMAR - Há. Menino com barriga vazia não aprende. Ouvimos queixas de que a merenda não tinha sabor e não era nutritiva. É uma questão muito séria e que nos preocupa. Conversei com o prefeito. Ele determinou que fizéssemos um levantamento para saber quais escolas teriam condições de processar sua própria merenda. Algumas unidades, com pequenas intervenções, têm condições. Mas nos primeiros dias de aula o lanche continuará terceirizado, só que com nova roupagem, com mais qualidade. Ao longo do ano vamos adequar os espaços.
JC - Quais os novos projetos para a educação no Recife?
VALMAR - Estamos trabalhando na construção de alguns projetos, como por exemplo o da escola integral para os anos finais do ensino fundamental, promessa de campanha do prefeito Geraldo Júlio. Há 34 escolas do 6º ao 9º ano do fundamental, com cerca de 14 mil alunos. Este ano faremos o planejamento, vamos construir a matriz curricular para que o aluno, no contraturno, tenha formação em cidadania, ética, idiomas. O professor terá que ficar também o dia todo na escola e precisa ser melhor remunerado, a exemplo de como é hoje nas escolas integrais do Estado. A ideia é implantar ensino integral na metade dos colégios em 2014 e a outra metade em 2015. Outra ação é um diagnóstico das creches, saber qual a realidade hoje e qual a necessidade de novas vagas. Vamos também trabalhar na formação do professor. Aquele que tiver interesse poderá realizar curso de gestão pública na Fundação Joaquim Nabuco. Teremos ainda parcerias com as universidades.
JC - O Recife não cumpriu as metas de melhoria no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador de qualidade aferido pelo MEC a cada dois anos. Os índices da capital pernambucana são inferiores aos de cidades como Fortaleza e Salvador. É provável que não atinja a meta de 2013. Isso preocupa?
VALMAR - Certamente. Vi o prefeito de Petrolina (Júlio Lóssio) na televisão dizendo que tem o melhor Ideb de Pernambuco. Jaboatão disse que era melhor que o nosso. A prova que resultou no Ideb de 2011 foi aplicada em setembro e o resultado saiu ano passado. A deste ano será feita em agosto ou setembro e o resultado sai em 2014. Teremos pouco tempo para mudar isso. Vou correr e fazer um trabalho sobre-humano. Não vou ficar sentado e esperar a bomba estourar no meu colo, ver um Ideb igual. Para o secretário que ficar aqui é um desastre. O prefeito vai perguntar o que eu fiz. Estamos com a espada apontada para a cabeça. Mas é preciso que a sociedade entenda que a rede, os professores, a secretaria, todos são responsáveis pelo Ideb.
JC - Está satisfeito, embora há pouco tempo no cargo?
VALMAR - É um desafio instigante. Na universidade o trem está na linha, no caminho único. Aqui o trem tem bifurcação para tudo que é lado. Nosso desafio é colocar esse trem na linha. Estou aqui porque acredito na causa. Somente com educação vamos diminuir as desigualdades no Brasil.
Caderno C
Cinema
Amour (Amour, FRA/ALE/AUS, 2012). De Michael Haneke. Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert. Um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música, têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia a senhora sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. É o começo de novos desafios para o casal de idosos. Cinema da Fundação.
Era uma vez eu, Verônica (BRA, 2012). De Marcelo Gomes. Com Hermila Guedes, João Miguel. Cinema da Fundação – 15h40. Drama. 14 anos.
:: Folha De Pernambuco
Grande Recife
Um longo caminho até o Carnaval de rua
No século XVIII, uma simples brincadeira de molhar um ao outro era motivo de diversão
Diversão garantida por meio da simples brincadeira de molhar um ao outro com água perfumada ou sujar com barro e farinha. Era assim no Brasil do século XVIII, quando famílias brancas viviam dias de lazer entre um sobrado e outro. Os escravos, quando tinham permissão de seus senhores, iam para as ruas e também travavam a disputa, conhecida como jogo de intrudo. Esse era o Carnaval de antigamente, muito comum nas colônias dominadas pela metrópole portuguesa. As origens da festa são ainda mais anteriores, datadas, pelo menos, de meados dos anos 600 da era Cristã.
Como até hoje, a relação com o período da Quaresma sempre existiu, embora teorias associem a “Festa da Carne” às antigas celebrações dos povos pagãos. O termo “intrudo”, aliás, referia -se ao momento prévio ao ritual religioso, quando o indivíduo podia extravasar seus desejos, contar piadas e cometer atos carnais contidos ao longo de todo o ano. Durante os 40 dias seguintes, seria chegada a hora de se arrepender das ações indignas e começar tudo de novo. Não é à toa que, até hoje, existe a chamada Quarta-Feira de Cinzas.
O Rei Momo, um dos símbolos do período carnavalesco, também teve origem vários séculos atrás. “Essa época de valorização dos desejos da carne era representada na figura de um rei gordo e bonachão. Era uma festa gorda mesmo. Logo depois, uma senhora velha e magra era o retrato do período de contrição (arrependimento)”, explica a historiadora Rita de Cássia Barbosa de Araújo, que atua na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife.
Se atualmente Carnaval concentra pessoas de todas as idades e crenças, naquela época, entretanto, as celebrações ainda eram marcadas pela segregação entre os níveis sociais. “Os próprios padres jesuítas pregavam que o intrudo fosse uma espécie de “válvula de escape” social, quando os senhores viriam a participar da diversão e permitiriam que os escravos também tivessem seu momento em separado, ainda que no último dia. Apesar disso, não era uma regra: havia senhores que não permitiam que isso acontecesse entre os seus escravos, por exemplo”, acrescenta Rita de Cássia.
A música é, hoje, um ponto bastante característico do reinado de Momo e que não era marca dos carnavais primitivos. Reservada apenas para cerimônias reais e religiosas, ela era representada apenas por alguns grupos de batuque protagonizados por negros, que, à medida que se espalharam pelo território, influenciaram definitivamente a cultura de várias regiões do País. De toda forma, o termo “Carnaval” e os costumes que chegaram até a história recente só passaram a ter mais ênfase após 1822, ano da Independência do Brasil em relação a Portugal, quando o novo Império lutou para se desfazer das tradições e hábitos europeus.
Foi aí que um modelo estritamente urbano de curtir a folia, bem parecido com o de hoje, passou a se tornar natural entre os cidadãos. Carros alegóricos, fantasias e máscaras nas ruas, bem como apresentações em teatros e salões. Em meados do século XIX, a burguesia já se organizava em sociedades e clubes carnavalescos. Também havia registros de bumba-meu-boi e outras manifestações das camadas populares.
“Em documentos históricos e jornais antigos, vemos o frevo aparecendo no início do século XX e sendo reconhecido aos poucos, especialmente num congresso carnavalesco realizado em 1911. A primeira vez que esse nome apareceu num jornal foi em 1907”, relembra Rita de Cássia.
Grande Recife
Blocos de rua se multiplicam a cada ano
Segundo historiadores, desde a década de 1980 as agremiações vêm crescendo
Estandartes, trios elétricos e garantia de muita animação. Esses são apenas alguns dos elementos que contagiam os foliões que acompanham blocos carnavalescos, sejam tradicionais ou recentes. Nos bairros, nas comunidades ou mesmo nas regiões mais centrais dos polos, essas agremiações se multiplicaram nos últimos anos, especialmente a partir da década de 1980. Hoje, nas prévias, os blocos de rua são os principais responsáveis por anteciparem a temperatura esperada para os dias oficiais do reinado de Momo.
Mesmo antes do Réveillon, já é possível ouvir o som de batuques, acompanhar ensaios e presenciar concursos para a escolha de canções, personagens e elementos que vão abrilhantar a festa. Muitos blocos começam cedo e marcam para saírem às ruas várias semanas antes. Outros, esperam para se renderem à alegria no auge da festa. Há ainda os que se projetam como uma opção de resistência à chegada da quarta-feira ingrata, organizando desfiles que funcionam com um último suspiro do Carnaval.
O fato é que essa sede de adiantar a atmosfera carnavalesca se multiplicou entre todas os níveis sociais, especialmente entre a classe média, como explica a historiadora da Fundação Joaquim Nabuco, Rita de Cássia Barbosa de Araújo. “Após a Ditadura (Militar), houve uma ascensão desse modelo, começando por Olinda e, depois, chegando ao Recife. O Carnaval de rua, nos bairros, ficou ainda mais forte”, diz.
Outra manifestação que passou a retratar fielmente a espera pela folia foram os chamados carnavais fora de época, que tiveram seu auge nos anos 2000. “Esse modelo foi inspirado em Salvador, com trios elétricos e ritmos vindos de lá. Na verdade, assim como as festas do Rio de Janeiro, trata-se de um Carnaval que prima pelo espetáculo e privilegia a indústria cultural. Por outro lado, as prévias e os blocos de rua também se multiplicaram nesse período”, lembra Rita de Cássia.
Um bom exemplo desse crescimento é o Camburão da Alegria, famoso bloco formado por policiais militares, que arrasta milhares de foliões pela avenida Boa Viagem no domingo após o período carnavalesco. Nascida em 1992, a agremiação obteve imenso sucesso e, este ano, espera reunir mais de 300 mil pessoas no dia 17 de fevereiro. “Com o esforço dos próprios PMs e de familiares, conseguimos tornar essa festa não só algo para nós, mas para toda a sociedade”, relata o presidente da agremiação, coronel José Almeida.
De lá para cá, a proporção de adeptos do bloco impressionou os organizadores. “Graças a essa receptividade das pessoas, pudemos crescer. Não é à toa que hoje já temos dez trios elétricos, além do Camburãozinho, que é uma ala para as crianças. Vamos contar com a (banda) Musa do Calypso e muitas outras atrações, o que mostra como essa festa aumentou”, complementa o oficial José Almeida.
No mesmo dia, o Bloco da Ressaca também costuma fazer a alegria da população, só que em outro extremo da Cidade. É mais uma agremiação que só tem contabilizado sucessos ao longo dos 11 anos de existência. “Quem ficava triste pelo fim do Carnaval tinha que ir para Boa Viagem. Foi aí que surgimos como uma opção aqui na Zona Norte, em algo improvisado poucos dias antes, na Quarta-Feira de Cinzas. A gente tinha só um trio elétrico e poucas pessoas da comunidade”, lembra, comparando com a estrutura de cinco trios e o público de 20 mil pessoas projetados para este ano.
Também na Zona Norte, o Bloco do Oiti é que embala os habitantes do bairro do Espinheiro há mais de uma década. Tudo começou entre frequentadores do polo gastronômico da rua da Hora, que fizeram uma brincadeira entre amigos, com cerca de 500 pessoas. O antigo formato, entretanto, se converteu numa megaestrutura, com vários trios e freviocas, que devem arrastar mais de 35 mil pessoas no próximo dia 2 de fevereiro.
De acordo com o fundador da agremiação, Jorge Belfort, a descentralização da festa nas ruas tem sido positiva para que um maior número de foliões participe. “Vemos vários blocos surgindo e os que já existem se fortificando. Esse é o retrato do carnaval nos bairros, que preserva as tradições do lugar e leva as pessoas para a rua em vários momentos. Não há nada melhor do que poder brincar na porta da sua casa ou da janela do seu apartamento”, avalia.
Programa
Cinema
Era uma vez eu, Verônica / Marcelo Gomes / Com Hermila Guedes, João Miguel, W.J. Solha, Renata Roberta. Recife. Verônica (Hermila Guedes) tem 24 anos e vive uma fase de transição. Ela mora com o pai, José Maria, e acabou de se formar em Medicina. Uma noite, ao voltar para casa, ela resolve usar o gravador para falar de seus próprios problemas. O início segue o melhor estilo dos contos de fadas, com o clássico “era uma vez”. Cinema da Fundação: 15h40. 16 anos.
O Som ao Redor / De Kleber Mendonça Filho / Com Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings. Cinema da Fundação: 17h40, 20h20. 16 anos.
:: Diário de Pernambuco
Vida Urbana
Espírito pernambucano cativa estrangeiros
A economia em alta atrai, mas é o espírito do pernambucano que cativa. Assim se resumem as histórias da maioria dos estrangeiros que vieram morar no estado durante a atual fase de desenvolvimento. Estrangeiros que, há três anos, representavam uma população de 5.950 pessoas, incluindo 1.775 naturalizados brasileiros. Mais de 20% deles fixaram residência aqui entre 2006 e 2010, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A imigração no período, comparada ao anterior (2001 a 2005), cresceu 62,5%. No novo mosaico, ganham espaço grupos de países europeus em crise, sulamericanos e africanos. Amanhã, leia sobre o que os especialistas acham dessa invasão. Entre os estrangeiros que adotaram Pernambuco como lar nos últimos anos, está Juan David Estrada, 21. Graças a um convênio entre os governos da Colômbia e do Brasil, ele conseguiu morar e estudar arquitetura no Recife. Escolheu a cidade por causa do tamanho, das praias, do clima e da riqueza cultural. Em dois anos, aprendeu a gostar, também, do povo. As pessoas me recebem de braços abertos. Elogio que também tem lugar na fala de Jacques Reboul, 46, natural de Marseille, no Sul da França. Desde 2011 no Recife, para onde se mudou para trabalhar no ramo petrolífero, ele ainda se admira com o bom humor do pernambucano. Gosto muito do povo, que está sempre alegre, apesar de tantos problemas. Na França, as pessoas têm tudo, mas vivem tristes. Das dificuldades na nova terra, ele destaca o trânsito complicado (um inferno), a violência e os custos de alguns serviços. Acho errados os preços da escola e dos planos de saúde. Lá, funcionam melhor e são de graça. As críticas de Juan David são outras. Natural de Bogotá - cidade que se tornou referência nos anos 1990, por causa de melhorias radicais na mobilidade e na segurança pública -, o universitário se incomoda com a inércia dos políticos. Sinto muita falta de um planejamento dos espaços públicos. Tudo é feito para o carro. O transporte público é precário, não atende às necessidades. A cidade poderia ser muito mais. Para ele, outro problema é a carência de opções de entretenimento. Às vezes, prefiro ficar em casa. Diferentemente de Bogotá, o Recife não é convidativo para caminhar, sair com amigos, ir a um café. Nesse quesito, o italiano Christian Zingale, 38, tem uma impressão bem diferente. Ele trocou a Europa e o trabalho como eletricista para morar em Maracaípe e ser sócio do irmão em uma pizzaria de Porto de Galinhas, no Litoral Sul do estado - historicamente, uma área de concentração de estrangeiros. Vim acreditando em uma vida melhor. Aqui, além de ter um negócio, posso curtir a praia. Para Zingale, que espera a primeira filha do casamento com uma olindense, os principais problemas do estado estão ligados à administração pública. Um europeu sempre faz essa comparação. Faltam coisas como saúde, educação, saneamento básico.
Números
As populações de colombianos, franceses e italianos em Pernambuco aumentaram 850%, 35,9% e 23,8%, entre 2000 e 2010. Também cresceram bastante as comunidades de equatorianos (1.550%), uruguaios (700%), bolivianos (427,5%) e espanhóis (109,3%). Os índices, porém, não devem ser considerados à risca. O demógrafo Wilson Fusco, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e especialista em migrações internas e internacionais, alerta que os dados do Censo sobre imigração vêm de uma amostra, e não do universo. Esses números são multiplicados por pesos para representarem toda a população. Onde se encontra uma variação muito grande, pode-se assumir uma tendência de aumento. Nas pequenas (abaixo de 50%), não há como supor mudanças de forma segura.
Viver
Cinema
Amor. De Michael Haneke. Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert. Os desafios de um casal octogenário para lidar com a idade, a família e o relacionamento a dois. Cinema da Fundação. 20h10, sábado.
O som ao redor. De Kleber Mendonça Filho. Gustavo Jahn, Maeve Junkings, Irandhir Santos. Com a chegada da milícia, rua de classe média na zona sul do Recife sofre transformações. Cinema da Fundação. 15h (sab), 17h30 (sab/dom), 17h40 (sex), 20h20 (sex/dom).
Era uma vez eu, Verônica. De Marcelo Gomes. Verônica, uma residente de medicina, passa por momento de incertezas. Cinema da Fundação. 15h40 (sex/dom). 18a.
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