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01 DE JANEIRO DE 2013

Publicado: Quarta, 02 de Janeiro de 2013, 10h44 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 850

Clipagem ASCOM
Recife, 01 de janeiro de 2013

 

:: Jornal Do Commercio

Caderno C

Diversão garantida

 Enquanto uma expressiva leva de longas-metragens estava sendo laureada em festivais de cinema, no Brasil e no exterior – entre eles os premiados Um som ao redor, Eles voltam, Era uma vez eu, Verônica, Boa sorte, meu amor e Doméstica –, pelos menos 10 outros foram gestados no Estado ao longo do ano que passou. Em 2013, o cinema pernambucano promete continuar sua trajetória de afirmação. Já começa o ano por cima, com dois lançamentos nacionais: nesta sexta, O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho, que completa seu irresistível círculo de exibição, iniciado há um ano no Festival de Roterdã, na Holanda, e, no próximo dia 25, entra em cartaz País do desejo, o último longa-metragem de Paulo Caldas. Cada um no seu quadrado, os dois filmes lançam olhares questionadores sobre o nosso passado e o reflexo do que vivemos hoje no Recife, em particular, e no Estado, em geral. Da periferia de Olinda e do Recife ao solo secular do Sertão, das águas límpidas de Fernando de Noronha passando pelo Agreste e indo até a selva de concreto de São Paulo e Belo Horizonte. Foram muitas e variadas as imagens e sentimentos captadas pela câmera-olho dos cineastas pernambucanos nos últimos meses. A maratona tem início agora em janeiro com a participação do Ferrolho, produzido em Caruaru pelo cineasta paraibano Taciano Valério, que vai competir na 16ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais. Completamente rodado em Caruaru, o filme mistura elementos como o barro, a música, o artesanato, o futebol e conflitos familiares. Com filmagens realizadas no final de 2011, outro que já aporta no circuito dos festivais – a passarela dos melhores filmes brasileiros – é Tatuagem, a estreia em longa-metragem de Hilton Lacerda, o roteirista-mor do cinema pernambucano (Baile perfumado, Amarelo manga, Baixio das bestas e Febre do rato). Um dos mais aguardados filmes do ano, o longa já está em fase de finalização. Em Tatuagem, Hilton faz um relato memorialístico sobre um anárquico grupo de teatro de Olinda que enfrenta a censura durante a Ditadura Militar. Clécio, o líder do coletivo Chão de Estrelas, é vivido pelo ator Irandhir Santos. Irandhir, por sinal, está presente em mais três filmes em processo de montagem e finalização. Além de A luneta do tempo, o longa dirigido por Alceu Valença filmado em 2010, no qual ele vive o cangaceiro Lampião, o ator participou de mais duas produções em 2012. E não é só a sua presença que mantém uma ligação entre os quatro filmes. Todos são obras de estreias de seus diretores. Camilo Cavalcante, um dos mais premiados curtas-metragistas pernambucanos, passou uma temporada no sertão filmando A história da eternidade, no qual entrelaça três histórias de “amores perros”, uma delas vividas por Joãozinho, o personagem interpretado por Irandhir. “A montadora Vânia Debs já fez o sexto corte e vamos partir para editar o som, fazer mixagem e corrigir as cores. Vamos concorrer à verba de finalização do Funcultura e esperamos ter o filme pronto até dezembro”, adianta Camilo.O último em que Irandhir faz parte é longa Permanência, de Leonardo Lacca. No filme, ele revisita o personagem Ivo, do curta Décimo segundo, realizado por Lacca em 2008 e que conquistou o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília daquele ano. Produzido pela Cinemascópio, Permanência foi filmado em São Paulo e trata de relacionamentos amorosos, desafios pessoais e mudanças de rotas. O filme está em compasso de espera para entrar em fase de montagem. É que outro projeto mais antigo de Lacca, realizado ao longo de mais de 10 anos, precisou ser concluído primeiro. O documentário Seu Cavalcanti, que tem como objeto a figura do avô, está nos momentos finais de montagem. Em 2008, Seu Cavalcanti foi homenageado no Festival Janela Internacional de Cinema do Recife e apareceu em vinhetas criadas por Leo Lacca. DUAS APOSTASTião, companheiro de Lacca na produtora Trincheira, também está concluindo Animal político, seu primeiro longa-metragem, iniciado em 2010. Diretor do curta-metragem Muro, premiado na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, a estreia de Tião vem sendo muito aguardada. E 2012 também vai marcar a estreia no longa-metragem de ficção da multiartista Renata Pinheiro. Diretora de arte em inúmeros filmes brasileiros e curta-metragista premiada (entre eles Superbarroco e Praça Walt Disney), Renata dirigiu este ano o longa Amor, plástico e barulho. Roteirizado por ela e Sergio Oliveira, companheiro na vida e no cinema, o filme está no primeiro corte e também deve correr em busca de verba para sua finalização. “O filme foi rodado inteiramente com recursos do Funcultura. A ideia é ter a montagem finalizada ainda neste primeiro semestre, esperar para conseguir ser contemplado em algum edital e entrar na finalização”, explicou Sergio Oliveira, que também é o produtor do longa. Ambientado no universo da música brega, Amor, plástico e barulho foi filmado na periferia recifense e tem trilha sonora de DJ Dolores. Entre os cineastas já consagrados, dois deles dão continuidade às suas vitoriosas carreiras em ritmo de coprodução. Ainda curtindo o sucesso de Era uma vez eu, Verônica, que retorna à programação do Cinema da Fundação na sexta, Marcelo Gomes finaliza seu novo longa. E Lírio Ferreira, o mais prolífico cineasta da história do cinema pernambucano, terminou há pouco mais de um mês as filmagens de seu quinto longa-metragem (o terceiro de ficção) em Fernando de Noronha. Pela segunda vez, Marcelo faz uma dobradinha com outro cineasta. Depois da parceria com Karim Aïnouz, que resultou no híbrido Viajo porque preciso, volto porque te amo, Gomes dividiu o set com o mineiro Cao Guimarães no filme O homem das multidões. Coprodução entre Minas Gerais (Produtora Cinco em Ponto) e Pernambuco (Rec Produtores), o longa teve filmagens em Belo Horizonte e adapta uma história adaptada de Edgar Allan Poe, que trata da paixão solitária de dois funcionários de metrô. Após dois documentários sobre ícones da música brasileira – Cartola, feito em parceria com Hilton Lacerda, e O homem que engarrafava nuvens, em torno do compositor Humberto Teixeira –, Lírio volta à ficção em Sangue azul, um história com ecos de tragédia grega que conta o reencontro de um casal de irmãos há muito tempo separado. O filme é uma coprodução entre Pernambuco e São Paulo: de um lado, a pernambucana Beluga Produções, do outro, a paulista Drama Filmes, dos cineastas Beto Brant e Renato Ciasca. Até o final do ano, a maioria dos longas devem iniciar mais um percurso, quiçá vitorioso, pelos festivais de cinema do Brasil e do exterior

 

 :: Folha De Pernambuco

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:: Diário de Pernambuco

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