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21 DE DEZEMBRO DE 2012

Publicado: Sexta, 21 de Dezembro de 2012, 10h00 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 517

Clipagem ASCOM
Recife, 21 de dezembro de 2012

 

:: Jornal Do Commercio

Caderno C

Filosofia de luto no Estado

A filósofa, pedagoga e teóloga pernambucana Maria do Carmo Tavares de Miranda faleceu ontem, às 6h, no Hospital Memorial de São José, aos 86 anos, por complicações decorrentes de uma queda. Integrante da Academia Pernambucana de Letras (APL), em que ocupava a cadeira de número sete desde 1983, Maria do Carmo era chamada pelo amigo Gilberto Freyre de a filósofa de Paris. Ela foi velada ontem na APL e sepultada à tarde no Cemitério de Santo AmaroMaria do Carmo nasceu na cidade de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado. De formação erudita, a pesquisadora iniciou sua trajetória fazendo duas graduações: Letras Clássicas e Filosofia, ambas na Universidade Federal de Pernambuco. No final da vida, sabia traduzir para mais de oito idiomas, incluindo grego, latim, aramaico e hebraico, segundo conta o jornalista Leonardo Dantas, seu amigo pessoal. Mais tarde, seguiria para estudar na França, doutorando-se em Filosofia na Universidade de Sorbonne, em Paris, antes de voltar para o Brasil para lecionar na Universidade Federal de Pernambuco. Um dos momentos de destaque da trajetória de Maria do Carmo foi o período em que foi assistente do filósofo Martin Heidegger, na Universidade de Friburgo, na Alemanha, em 1995. Não por acaso, o pensador alemão foi uma das principais influências da sua obra Sobre o caminho do campo de Martin Heidegger, livro que publicou em 1977, é um breve ensaio sobre seu mestre. Ela ainda foi a responsável pela tradução de uma das obras do filósofo existencialista  conhecido por sua prosa complexa e poética , Da experiência do pensar. É uma perda irreparável para o Estado. Ela foi a filósofa pernambucana de maior prestígio lá fora, explica Leonardo, que editou vários livros da amiga. Entre as obras que Maria do Carmo publicou, destacam-se Théorie de la verité chez Edouard Le Roy, Pedagogia do tempo e da história, Os franciscanos e a formação do Brasil, O ser da matéria, Caminhos do filosofar e Aventura humana.Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, coube à filósofa pernambucana a ocupação de diretora-geral do Seminário de Tropicologia por alguns, ficando responsável pela publicação dos anais do evento. No final da vida, a autora saía pouco da casa. Seu último livro lançado foi Papas: Trajetória de testemunhos, feito quando a autora não podia mais se levantar ou escrever, em 2008. Para a execução da obra. as mais de 600 páginas do volume foram ditadas para uma assistente. Por meio de nota, a APL anunciou o seu pesar pela morte de Maria do Carmo.

 

:: Folha De Pernambuco

Não houve noticias sobre há Fundaj.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Pernambuco perde filósofa

Assistente do filósofo alemão Martin Heidegger na década de 1950 e autora de vários livros, a pernambucana Maria do Carmo Tavares de Miranda foi sepultada ontem à tarde, no Cemitério de Santo Amaro. A pedagoga e teóloga morreu pela manhã, aos 86 anos. Pertencia à Academia Pernambucana de Letras, à Academia Internacional de Filosofia da Arte, à Academia de Filosofia, e ao Instituto Brasileiro de Filosofia.
Maria do Carmo nasceu em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Norte, em 6 de agosto de 1926. Fez bacharelado e licenciatura em letras clássicas e filosofia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possuía doutorado em filosofia pela Universidade de Paris e em livre docência em filosofia da educação pela UFPE. Fez pós-doutorado na Universidade de Paris e na Universidade de Friburgo, na Alemanha.
Também foi professora concursada na UFPE, a primeira coordenadora do mestrado em filosofia da instituição, e responsável pela implantação de sua biblioteca. Se aposentou em 1986, quando passou a realizar pesquisas em várias instituições no país e no exterior, entre elas a Fundação Joaquim Nabuco.
É autora de vários livros, entre eles Teoria da verdade em Édvard Le Roy; Pedagogia do tempo e da história; Educação no Brasil; O ser da matéria; Diálogo e meditação do viandante; Os franciscanos e a formação do Brasil; Caminhos do filosofar; Aventura humana. Traduziu Da experiência do pensar, de Martin Heidegger. Em 1983, foi eleita para a Academia Pernambucana de Letras.

 

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