14 DE DEZEMBRO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 14 de dezembro de 2012
:: Jornal Do Commercio
Repórter JC
O enigma da esfinge
O Observatório Social do Nordeste/Fundaj promoveu simpósio regional em São Luís (MA) para debater as eleições nas capitais nordestinas. Além de especialistas da região, estudiosos do Sudeste. Como não podia deixar de ser, temas recorrentes às eleições na região deram o tom. Foi o caso da permanência (ou não) das oligarquias regionais, como a comandada pela família Sarney, e a volta (ou não) do carlismo, com a eleição de ACM Neto para prefeito de Salvador (BA). No entanto, um tema pautou o evento: as disputas entre PT e PSB em Fortaleza, João Pessoa e Recife, sobretudo nesta última. Aí, o enfoque recaiu sobre o que os especialistas em política decidiram chamar de a esfinge a ser decifrada”, uma referência ao governador Eduardo Campos (PSB). O que levou o cientista político Túlio Velho Barreto (Fundaj), que analisou o caso do Recife, a levantar possíveis cenários para 2014.
Caderno C
Seleção campeã na tela
O segundo e último fim de semana da Expectativa 2013/Retrospectiva 2012 do Cinema da Fundação, com exceção do longa-metragem Violência e paixão (Gruppo di famiglia in un interno, 1974), do italiano Luchino Visconti, no domingo, é uma verdadeira plataforma de lançamento de alguns dos melhores filmes que serão exibidos no Brasil no ano que vem (confira horários no roteiro, na página 6).Para hoje, os curadores Kleber Mendonça Filho e Luiz Joaquim juntaram três longas de duas cinematografias que quase nunca estão em primeiro plano. Não por motivos de qualidade ou pouca importância de seus títulos, claro, mas simplesmente porque o mercado exibidor não tem espaço suficiente para obras que não sejam oriundas da Europa ou dos Estados Unidos. Com olhar aguçado para questões de gênero na contemporaneidade, os canadenses Entre o amor e a paixão (Take this waltz, 2011), de Sarah Polley, e Laurence anyways (2012), Xavier Dolan, vêm despertando inúmeras discussões. Ambos atores, roteiristas e diretores, os artistas se distinguem pela juventude (Dolan, 23 anos, e Sarah, 33 anos), uma estética arrojada e a escolha de temas fortes. No filme de Dolan, que foi premiado em Cannes e Montreal, acompanha-se a história de um homem que tenta salvar o relacionamento com a noiva depois de revelar que vai mudar de sexo. No seu segundo longa, a atriz de Um doce amanhã (The sweet hereafter, 1997), trata do caráter volátil da paixão a partir paixão desenfreada de uma mulher casada por um vizinho. Sacrifício (Zhao shi gu er, 2010), o outro filme do dia, vem da China e tem a assinatura do chinês Chen Kaige, o mesmo de Adeus, minha concubina (Ba wang bie ji, 1993).Amanhã, a maratona começa cedo, às 14h, com a exibição do clássico dinamarquês A palavra (Ordet, 1955), de Carl Theodore Dreyer, dentro da programação do Cineclube Dissenso. Após a sessão, o público pode acompanhar as discussões sobre esta obra-prima que tem a fé como tema. A seguir, os três longas do dia pegam pesado a partir de situações em que a violência dá as cartas. Em Bullying (2012), o documentarista americano Lee Hirsch trata da forma de violência mais comum nos Estados Unidos. De acordo com uma estatística revelada no filme, mais de 13 milhões de crianças americanas sofrem bullying anualmente. Na produção dinamarquesa A caça (Jagten, 2012), de Thomas Vinterberg, um professor primário é acusado de pedofilia, e toda uma comunidade, mesmo sem provas, volta-se contra ele. O ator Mads Mikelsen ganhou o Prêmio de Melhor ator no Festival de Cannes deste ano. O outro longa em exibição é Killer Joe – Matador de aluguel (2011), de William Friedkin, um exasperante drama sobre a violência endêmica da sociedade americana (leia texto abaixo).No domingo, um programa obrigatório é a sessão do penúltimo filme de Luchino Visconti. Quem viu a obra-prima O leopardo (Il gattopardo, 1963), no Festival Janela de Cinema do Recife, não deve perder Violência e paixão. Os dois filmes têm várias coisas em comum, entre eles a presença do ator americano Burt Lancaster e uma certa semelhança entre seus dois personagens principais, o Conde Fabrizio Salina e o professor solitário. Separados por séculos, a sensibilidade e o desassossego dos dois aristocratas resumem o sentimento de inadequação de Visconti. Completam o programa, a pré-estreia de Um alguém apaixonado (Like Someone in love, 2012), curioso longa-metragem de ficção falado em japonês, dirigido pelo cineasta iraniano Abbas Kiarostami. No final da noite, a vez é de O som ao redor (2012), o potente drama social de Kleber Mendonça Filho que fez bonito em mais de 30 festivais de cinema. Após a sessão, o cineasta vai debater as questões levantadas pelo filme.
Estômagos vão embrulhar
O Cinema da Fundação vai tremer amanhã, às 22h30, durante a exibição de Killer Joe - Matador de aluguel (2011), de William Friedkin. O cineasta de O exorcista (The exorcist, 1973) voltou à adolescência desde que encontrou o dramaturgo Tracy Letts. Depois do perturbador Possuídos (Bug, 2007), eles se juntaram novamente e o resultado é uma porrada no estômago.Originalmente uma peça montada na Broadway, a adaptação cinematográfica, contudo, não tem nada de teatral. Exceto, é claro, a afiada construção dos personagens, um núcleo familiar dos mais degenerados. Perseguido por gângsteres, um traficante juvenil (Emilie Hirsch) acredita que a saída para resolver seus problemas financeiros é mandar matar a mãe alcóolatra – que ele, o irmão e o pai odeiam – e receber US$ 50 mil de uma apólice de seguro.A partir deste plot, no mínimo doentio, a situação ganha contornos ainda mais absurdos com a entrada em cena de Joe Cooper (Matthew McConaughey), um policial e matador de aluguel nas horas vagas. Ao aceitar o acordo, Joe vai requerer sua parte na forma da adolescente Dottie (Juno Temple), uma menina sequelada que aparenta ter 12 anos de idade mental. Desde Gosto de sangue (Blood simple, 1984), dos irmãos Coen que o Texas não era apresentado como um lugar tão ruim quanto o inferno. Uma cena envolvendo McConaughey, Gina Gerson e uma coxinha já entrou no índex das cenas mais asquerosas do cinema americano em qualquer época. (E.B.).
Verônica segue sua trilha com sucesso
Lançado em São Paulo e no Rio há duas semanas, o longa-metragem pernambucano Era uma vez eu, Verônica (2012), de Marcelo Gomes, chega hoje ao circuito recifense (no Cinema Rosa e Silva e no Multiplex Recife) embalado por um público superior a 15 mil espectadores. Graças ao peculiar orgulho pernambucano, o filme vai aumentar merecidamente, essa bilheteria. Coincidência ou não, na terça passada, Hermila Guedes ganhou o prestigiado prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).O reconhecimento à atriz comprova que seu tour de force não foi em vão. Praticamente em todas as cenas, Verônica é uma polaróide do cotidiano de uma jovem recém-formada que não tem certeza se fez uma boa escolha profissional, nem tampouco sobre os sentimentos de apego ao sexo oposto.Com uma pegada naturalista, Marcelo Gomes mostra Verônica dividida e a um passo de enfrentar a vida sozinha, além de mostrar um Recife fraturado pelos problemas urbanos e de saúde pública. O ator paulista W.J. Solha (radicado na Paraíba), como o pai de Verônica, e o baiano João Miguel, seu namorado mais recorrente, dão uma ótima sustentação ao elenco de Era uma vez eu, Verônica. Os atores profissionais e não-profissionais, que vivem os pacientes da médica, também dão um show. (E.B.).
Cidades
Vida & Ciência
Um mapa contra a seca
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas) anunciou que em 2014 lança o mapa geográfico da desertificação de Pernambuco, que deve contribuir para planejar ações que minimizem os efeitos da seca. O projeto, que tem como coautora a Embrapa Semiárido, obteve R$ 600 mil – 90% liberados pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Será desenvolvido em parceria com a Univasf e a Fundação Joaquim Nabuco. A ideia é fazer estudo detalhado dos tipos de solo e seus usos, vegetação, realidade socioeconômica e climática de 122 municípios. O mapa integrará o Programa Caatinga Sustentável, lançado em abril, que visa a garantir o manejo sustentável da agro biodiversidade do bioma.
Caderno C
Cinema
Expectativa 2013/Retrospectiva 2012 – A mostra da Fundação Joaquim Nabuco exibe hoje, às 16h30, o filme Sacrifício. Já às 18h50, tem o longa Entre o amor e a paixão e, às 21h, Lawrence anyways. Amanhã, às 17h, passa o filme Bullying. Às 20h, o longa A Caça. Por último, às 22h30, Killer Joe: Matador de aluguel. Domingo, às 14h40, tem o filme Violência e paixão. Já às 17h10, passa o longa Um alguém apaixonado. Às 19h30, Som ao redor. Cinema da Fundação.
:: Folha De Pernambuco
Programa
Cinema
Expectativa/Retrospectiva / Sexta: Sacrifício (16h30), Entre o amor e a paixão (19h), Lawrence Anyways (21h30)/ Sábado: Cine-clube Dissenso: A palavra (14h30), Bullying (17h20), A caça (20h), Matador de aluguel (22h30) / Domingo: Violência e paixão (14h40), Um alguém apaixonado (17h10), O som ao redor (19h30).
:: Diário de Pernambuco
Viver
Divirta-se
Expectativa
Mais uma trama de amor
A onda de atrizes assinando a direção de filmes tem outra representante em Entre o amor e a paixão, de Sarah Polley (de Minha vida sem mim e Slice — A nova espécie). É o segundo longa-metragem de ficção assinado por Polley. O primeiro foi o drama sobre Alzheimer, Longe dela, lançado no Brasil em 2008, narrativa sobre um amor maduro, complicado pela doença. A nova trama é, mais uma vez, sobre o amor e se destaca na programação da Retrospectiva/Expetativa no Cinema da Fundação neste fim de semana. Um amor complicado é enxertado na história de Margot (Michelle Williams), jovem casada com um marido amarrotado, interpretado por Seth Rogen. Na pacata vizinhança de um bairro em Toronto, ela conhece um rapaz cheio de bons adjetivos. Os dois são sensíveis: ele parece ter nascido para ela e tudo, naturalmente, se complica. Entre o amor e a paixão tem sessão hoje, às 19h. As outras atrações desta sexta no Cinema da Fundação Sacrifício (CHI, 2010), longa de Chen Keige, às 1630; e Lawrene anyways (CAN/FRA, 2012), de Xavier Dolar. O fim de semana ainda oferece Bulying; A caça; Killer Joe - Matador de aluguel; Violência e paixão; Um alguém apaixonado e O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho.
Viver
Verônica
Crise existencial aos vinte anos
Após sessão lotada de pré-estreia no Vivo Open Air, Era uma vez eu, Verônica, do pernambucano Marcelo Gomes, entra em cartaz nos cinemas recifenses. O longa é focado na personagem Verônica (Hermila Guedes), médica recém-formada em momento de questionamento da própria existência, e em sua relação com o pai (WJ Solha). O filme está em cartaz no Shopping Recife e Cine Rosa e Silva, durante toda a semana, e na Fundação Joaquim Nabuco, na terça-feira, às 20h.
Viver
Cinema
Expectativa2013/ Retrospectiva 2012 (Cinema da Fundação) – Sexta: Sacrifício, às 16h30; Entre o amor e a paixão, às 19h; Lawrence anyways, 21h30. Sábado: Bullying, às 17h20; A caça, às 20h; Killer Joe – Matador de aluguel, às 22h30. Domingo: Violência e paixão, às 14h40; Um alguém apaixonado, às 17h10; O som ao redor, às 19h30.
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