02 DE DEZEMBRO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 02 de dezembro de 2012
:: Jornal Do Commercio
Caderno C
Cinema
E agora, aonde vamos? (ET maintenant, On va ou?, FRA/EGI/LIB/ITA, 2011). De Nadine Labaki. Com Claude Baz Moussawbaa, Levia Halkim. Numa aldeia remota do Líbano vive uma comunidade dividida entre a religião cristã e islâmica. As mulheres da aldeia desidem boicotar a informação que lhes chega, destruindo o rádio e televisão comunitárias. Cinema da Fundação – 14h, 16h, 18h10, 20h20. 14 anos.
:: Folha De Pernambuco
Programa
Cinema
E Agora Aonde Vamos? / (ET Maintenant, On Va Ou?) / De Nadine Labaki / Com Claude Baz Moussawbaa, Nadine Labaki. Numa aldeia remota do Líbano vive uma comunidade dividida entre as religiões cristã e islâmica. O lugar, rodeado por minas terrestres, tem apenas uma velha ponte que o liga às outras comunidades da zona. À medida que a guerra se intensifica, as mulheres da aldeia decidem boicotar a informação que lhes chega. Cinema da Fundação: 14h, 16h, 18h10, 20h20. 14 anos.
:: Diário de Pernambuco
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Elas só pedem paz
No filme de Nadine Labaki, mulheres dançam durante e depois de um funeral
De um filme árabe, disposto a reunir nas mesmas cenas cristãos e muçulmanos, espera-se, não necessariamente nesta ordem: balbúrdia, dedos em riste, olhos vermelhos, peitos inf lados de argumentos contra e flados a favor. E, na pior das hipóteses, agressão, tiros, morte.
Nadine Labaki, diretora e atriz libanesa de E agora, aonde vamos?, coloca as duas partes frente a frente num vilarejo isolado do Líbano, no qual só é possível chegar por uma ponte. Lá, isolados das notícias de violência do centro, adoradores de Alá e de Jesus Cristo vivem em paz. A película é a estreia da semana no Cinema da Fundação. Aqui, a diretora transfere o poder das mulheres para um cenário bem mais delicado e instável. São elas as diplomatas, as pacificadoras - ou, na maior parte das vezes, as sabotadoras de possíveis conflitos. Sinais de rádio ou TV mal chegam à vila, porque elas sempre arrumam um jeitinho de despistar as transmissões. Existe uma guerra civil explodindo lá fora, mas o melhor a fazer é ignorá-la, deixá-la a cargo de rebeldes, soldados e fanáticos. Labaki assume o tom de uma comédia de costumes, em que o padre e o imã são os melhores aliados de mães, esposas e solteiras independentes como Amale, a dona de um café, vivida pela diretora. Ela, por sinal, a exemplo das mulheres espertas e matreiras da comunidade, procura discutir temas sérios - a intolerância religiosa, o machismo - com uma aproximação agradável, lúdica, mas quase sempre discutível. Nas primeiras cenas, uma porção de mulheres
vestidas de preto cultiva o luto numa dança coletiva. Em outros momentos cômicos, Roukoz (Ali Haidar), um garoto prestativo e atrapalhado, quebra a cruz de Cristo sem querer, numa reforma. Em revide de anônimo, cabras perambulam pela mesquita, profanando o espaço sagrado. No desespero para controlar os ânimos de cristãos e muçulmanos, Amale e cia. chegam até a contratar os serviços de uma trupe de dançarinas ucranianas, loiras e de roupas coladas e curtas. E então, subitamente, da metade para o fim Labaki, dramatiza o que até então era motivo de risada. Impregna de emoções chorosas a fantasia realista de outrora, em que números musicais e discussões hilárias parodiavam o que existe de mais ridículo e primitivo no ódio pelo outro: a falta de razão de um e de outro.
(Felipe Moraes)
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E agora, aonde vamos? (FRA, 2011). De Nadine Labaki. Nadine Labaki, Claude Baz Moussawbaa, Leyla Hakim. Um grupo de mulheres libanesas tenta diminuir a tensão religiosa entre cristãos e mulçumanos no vilarejo em que vivem. Cinema da Fundação. 14h, 16h, 18h10, 20h20. 14a.
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