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14 DE NOVEMBRO DE 2012

Publicado: Quarta, 14 de Novembro de 2012, 08h38 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 497

Clipagem ASCOM
Recife, 14 de novembro de 2012

 

:: Jornal Do Commercio

Opinião JC

Referência Local

 

Luiz Otavio Cavalcanti Recebeu-me na sala de sua casa, na Beira-Rio, acompanhado de dona Marilú. Foi a primeira vez que conversamos mais longamente. Era 1997 e eu acabara de assumir a direção de órgãos de comunicação. Ele era consultor da área de engenharia das empresas.

Caía a tarde, o Capibaribe deslizava mansamente e a conversa correu aberta sobre política. Ele não recordou episódios do passado. Falou sobre o futuro, alternativas brasileiras, possibilidades democráticas. Molhamos as palavras com bom uísque que lá nunca faltava.

Dias depois, convidei-o para jantar em nosso apartamento em Boa Viagem. Recebemos o casal junto a outros amigos. As pessoas foram saindo e só ficaram ele e dona Marilú. O tema abordado, um só, o País. Sua preocupação incontornável. Ele aceitou o digestivo da casa e a brisa marinha acenava a madrugada inicial. Nosso convidado era Pelópidas Silveira. Eleito prefeito do Recife duas vezes, em 1955 e em 1963. Pelo Partido Socialista Brasileiro. Pelópidas é quase sempre lembrado como gestor que foi. E como democrata com que distinguiu sua ação pública.

Mas, nesses tempos áridos de exemplos, recordo Pelópidas como doutrinador. Ele praticava a política. E embasava sua prática em fundamentos e conceitos. Em entrevista dada a dois pesquisadores da Fundaj, ele definiu sua posição política diversa do comunismo: "Sempre defendi que se chegue ao socialismo democraticamente. O que nós defendemos é o socialismo democrático".

Seu estilo sempre foi de perfeita discrição. Falava pelas obras que realizava. E pelos gestos que produzia. O Instituto da Cidade, criado em 1980, que agora leva seu nome, deveria amplificar o conhecimento do seu perfil. Referências morais são patrimônio. Melhor oportunidade não há para tomar essa iniciativa do que eleição de prefeito do Recife do mesmo Partido de Pelópidas.

 

Caderno C

Janela apimenta a agenda

Sexo, ousadia e, consequentemente, censura. Um dia para se sentir livre e, quem sabe, perseguido no Janela Internacional de Cinema. O festival exibe, hoje, duas mostras que tratam das relações humanas e suas intimidades: Encaixe gostoso, às 16h45, no Cinema São Luiz, e Cachaça Cinema Clube, às 21h, no Cinema da Fundação.

A primeira traz curtas internacionais dedicados ao tema sexo: Fourplay: Tampa, Este não é um filme de cowboys, Tram, La bifle e Café regular. Já a mostra realizada em parceria com o Cachaça Cinema Clube exibe uma retrospectiva de filmes nacionais ousados, perseguidos e/ou censurados. São eles: Resgate cultural, do coletivo Telephone Colorido, que causou muito barulho quando foi lançado em 2001, Vereda tropical, Copa mixta, Juvenília, Maluco e mágico e A maldição do samba.

 

DEBATE

Uma pergunta que pode soar inquietante para quem trabalha com cinema em tempos de digitalização: Realizador, como anda a preservação dos seus filmes? A questão dá o gás para o debate promovido pelo Janela, hoje, às 15h, na Fundação. Quem comanda a conversa com interessados, realizadores e produtores é Fernanda Coelho, que há 30 anos trabalha com preservação audiovisual. O debate deve girar em torno da conservação e perenidade das obras cinematográficas.

 

:: Folha De Pernambuco

Programa

Fragilidades da imagem eletrônica em questão

14.11.2012 - 08:51hs

Programação do Janela de Cinema inclui debate sobre o tema

Luiz Joaquim

 

Respeitada pelos mais de 30 anos de experiência no campo da preservação da imagem, a pesquisadora e conservadora audiovisual Fernanda Coelho atua na Cinemateca Brasileira - a mais conceituada instituição da área no País - ministra palestra, às 15h, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). No tema, destaque para a fragilidade do suporte eletrônico para a imagem em movimento. A conversa integra a programação do 5ª Janela Internacional de Cinema do Recife.


Residindo no Recife há poucos meses, em função do desenvolvimento de um projeto para a formação da cinemateca da Fundaj, Fernanda diz que seu alerta de hoje não tem nada de trágico. “O rumo da conversa será mais no sentido de comentar a maneira de como procedemos para manter a longevidade da imagem eletrônica. Não vamos dar fórmulas do tipo, ‘para sobreviver, faça isso’, mas sim fazer uma contextualização técnica”, adianta.

Ela pontua que observarmos o cinema na história de sua preservação, veremos que ele sofreu transformações diversas e com elas vieram perdas. “Estamos na quarta onda destas transformações e a imagem eletrônica possui uma dependência tecnológica básica. Hoje nos deparamos nem tanto com problemas de como preservar o conteúdo da imagem eletrônica [VHS, U-Matic, Betacam, entre outros], pois elas se mantêm inteiras, mas sim como reproduzi-las, uma vez que seus aparelhos reprodutores vão sumindo do mercado. Ou seja, o risco é menos pela preservação e mais pela dependência tecnológica”, diz.

A especialista chama a atenção para outro detalhe: “O formato standard para a imagem digital ainda não está mundialmente definido. Hoje, é o fabricante do equipamento que define o formato que o cineasta vai trabalhar; e de maneira muito rápida. A indústria lança a tecnologia e o produtor que se adeque a ela. De certa forma, ficou ainda mais frágil a capacidade do produtor perpetuar sua obra”.

Uma das saídas dos grandes estúdios, contextualiza Fernanda, é transformar a produção originalmente digital em película, com a separação de cor em magenta, cyan e amarelo. “Com as três matrizes de imagem na segurança do suporte da película, a preservação fica garantida por décadas. Mas há um porém: este processo não apenas triplica o trabalho dos técnicos, mas também os custos, e é uma estratégia inviável para pequenos produtores”.

O processo promove o inconveniente de demandar um espaço três vezes maior para armazenar apenas um filme. “Ainda assim, é mais barato do que a preservação da imagem eletrônica e digital em função da necessidade de equipar as cinematecas com softwares e treinar equipes especializadas, o que encareceria 15 vezes mais que o outro processo das três matrizes em película. Parece exagero, mas não é”, finaliza.

 

Programa

Cinema

V Janela Internacional de Cinema do Recife / São Luiz: 16h45 – Competição Internacional 2; 18h30 – Curtas Brasileiros 3; 20h30 – Visitantes, Constanze Knoche / Cinema da Fundação : 15h – Diálogo sobre preservação; 17h – Curta Brasileiros 5; 19h – Curtas Brasileiros 2; 21h – Cachaça Cineclube.

 

:: Diário de Pernambuco

Viver

Cinema

Festival Janela – Atrações estão divididas entre o Cine São Luiz e o Cinema da Fundação. No São Luiz, Cutas Internacionais 2 (16h45), Curtas Brasileiros 6 (18h30) e Visitantes (20h). No Cinema da Fundação, Curtas Brasileiros 5 (17h).

 

Viver

Audiovisual na era digital

Fernanda Coelho, da Cinemateca de São Paulo, conversa com produtores e realizadores hoje, às 15h, no Cinema da Fundação. O encontro - que integra a programação da 5° Janela Internacional de Cinema do Recife - tem o intuito de debater a preservação da produção audovisual na era digital. Fernanda Coelho coordenou a Cinemateca Brasileira até 2008 e acumula mais de 30 anos de experiência no setor. O Festival Janela continua até o próximo domingo.

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