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02 DE NOVEMBRO DE 2012

Publicado: Segunda, 05 de Novembro de 2012, 09h53 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 461

Clipagem ASCOM
Recife, 02 de novembro de 2012

 

:: Jornal Do Commercio

Caderno C

Cinema

 

As Bem Amadas (Lês bien-amiés, 2011). De Christoph Honoré. Com Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni. Em 1964, a jovem Madeleine passa de ladra a prostituta quando conhece um rapaz tcheco. Eles se casam, mas as infidelidades dele e a primavera de Praga em 1968 não ajudam a relação. Anos mais tarde, a filha do casal irá repetir alguns dos mesmos modelos que sua mãe viveu aos anos 60. Cinema da Fundação – 15h30, 20h. Drama. 14 anos.

 O Gato do Rabino (FRA, 2011). De Joann Sfar, Antoine Delesvaux. Cinema da Fundação – 18h.

 

:: Folha De Pernambuco

Cinema

Dor e a cultura soviética

02.11.2012 - 11:15hs

Depois, há a atuação hipnótica dos atores, que parece uma marca russa, como em “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov

Da Redação

 

Vindo do Recife - onde ficou por uma semana lecionando uma oficina de direção oferecida pela Fundação Joaquim Nabuco-, o cineasta russo Sergei Loznitsa chegou a 36a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com status de homenageado. Teve toda sua obra reprisada, além do novo filme “Na Neblina” (que está na grade do Janela Internacional de Cinema do Recife) , contemplado pelo prêmio da crítica no último festival de Cannes.

Loznitsa, como no anterior “Minha Alegria”, reforça sua opção pela secura e dureza na linguagem e estética que escolhe para retratar aspectos do que teria formado a cultura humana do leste europeu de hoje a partir do legado da 2a Guerra Mundial. Como mote para o enredo, o diretor concentra-se na particularidade do sofrimento de um protagonista, e a partir dela acabamos por ter um retrato afiado e profundo das mazelas deixada pela violência psicológica daquele período.

Mas, mais importante do que isso, Loznitisa faz uma ensaio tocante, principalmente em “Na Neblina”, sobre a honradez e a justiça humana colocando tais aspectos como o que há de mais valioso ao homem (questões tradicionalmente históricas e caras à cultura russa). No filme salta aos olhos o refinamento da fotografia de Oleg Mutu (também em “Minha Felicidade” e “4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias”). Nela, Mutu consegue o que deveria ser o correto para um filme que se pretende escuro. Aqui, além de um brilho raro para a fotografia noturna, é possível enxergar os detalhes no escuro, ao contrário do que fazem os filmes escuros contemporâneos, que escondem os detalhes mais em função de uma ignorância técnica do que por opção estética.

Depois, há a atuação hipnótica dos atores, que parece uma marca russa, como em “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov. No enredo, a situação limite é vivida por Sushenya (Vladimir Svirskiy) na fronteira da União Soviética ocupada por alemães em 1942. Com a sabotagem que causa o acidente de um trem, ele é injustamente preso com o grupo de sabotadores, mas é o único a não ser enforcado e ser libertado. Passa a ser visto, então, como traidor pelos seus párias, e Sushenya é preso pela resistência local, que quer sua morte.

Vítima de tanta injustiça e absolutamente sem esperança de dignidade pela brutalidade da guerra, o protagonista já não se importa mais se viverá, ou não. A única coisa que faz questão é honrar a vida humana, mesmo que para isso precise morrer. E é aí que o reside a maior grandeza na história que Loznitsa nos conta.

 

Cultura e Lazer

Dilemas de corações apaixonados

02.11.2012 - 11:08hs

Christophe Honoré é um diretor de estilo evidente, uma certa tendência por enredos que discutem maneiras de amar

Da Redação

 

Não existe manual para o amor nem regras para controlar emoções, o coração segue meio torto para onde sente que precisa ir; no filme “As bem amadas”, novo trabalho do cineasta francês Christophe Honoré que estréia hoje no Cinema da Fundação, a história coloca os personagens enfrentando dilemas do amor, um tipo doloroso de melodrama de carga emocional elevada.

A história narra, em dois tempos (primeiro nos anos 1960 e depois um trecho que começa no fim dos anos 1990 e segue até meio dos 2000), a história de mãe e filha. Na primeira cena, Honoré filma com elegância uma jovem que nos anos 1960 - antes dos movimentos que modificaram a estrutura política da Europa - trabalha como vendedora de sapatos. No fim do expediente ela rouba sapatos vermelhos, e quando calça o par a moça parece adquirir uma espécie de autonomia sexual; ela inicia, então, sem muita explicação ou julgamento moral, uma carreira como prostituta.

O filme é um drama sobre acertos e erros na medida de corações instáveis. O enredo coloca os personagens em dúvida sobre o caminho correto a ser seguido, e o trunfo do filme parece ser a atuação dos personagens, que transformam o roteiro num drama que gera empatia. O elenco reúne grandes atores: Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni (filha de Catherine na vida real e no filme), Louis Garrel (ator que participou de vários projetos de Honoré) e Ludivine Sagnier. Milos Forman, cineasta que fez, entre outros, “Um estranho no ninho” (1975) e “Amadeus” (1984), também participa. Embora Forman não tenha muitos trabalhos como ator e interprete um papel que exige elevada carga dramática, ele parece muito bem.

Christophe Honoré é um diretor de estilo evidente, uma certa tendência por enredos que discutem maneiras de amar, mérito narrativo em evidência neste novo projeto. A nota negativa sobre o filme é que mesmo com essa carga dramática que beira a fronteira do exagero do melodrama, Honoré ainda transforma partes do enredo em musicais, elevando a afetação narrativa do filme. O cineasta fez um interessante musical em “As canções do amor” (2007), mas parece ser o caso, em “As bem amadas”, de um filme que não deveria ser musical; quando as músicas passam, ficam as ótimas histórias.

 

Programa

Cinema

 

As Bem Amadas /(Lês Bien Amiés) / De Christoph Honoré / Com Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Louis Garrel, Ludivine Sagnier e Milos Forman. História de muitos amores, no presente e no passado, ambientada em Londres e em Paris. Em 1964, a jovem Madeleine trabalha numa sapataria e passa de ladra a prostituta quando conhece rapaz tcheco. Eles se casam, mas as infidelidades dele e a primavera de Praga em 1968 não ajudam a relação. Anos mais tarde (no tempo presente), a filha do casal (Chiara Mastroianni) irá repetir alguns dos mesmos modelos que sua mãe (agora interpretada por Deneuve, mãe de Chiara na vida real) viveu nos anos 60. Cinema da Fundação: 15h30, 20h. 14 anos.

O Gato Do Rabino/De Joann Sfar/ Animação. História de um rabino, na Argélia dos anos 1920, que tem um gato de humor truculento. Depois de engolir o papagaio da casa, o gato passa a falar, e passa a expressar seu desejo de converter-se ao judaísmo. Cinema da Fundação: 18h. Livre.

 

:: Diário de Pernambuco

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