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01 DE NOVEMBRO DE 2012

Publicado: Quinta, 01 de Novembro de 2012, 10h26 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h24 | Acessos: 892

Clipagem ASCOM
Recife, 01 de novembro de 2012

 

:: Jornal Do Commercio

Caderno C

Cinema

 Ensaio sobre indecisões do amor e implicações

 

DRAMA Com toques de comédia e de musical, As bem-amadas, de Christophe Honoré, discutem as mudanças de comportamento por meio de mais de 30 anos na vida de um casal

Marcos Toledo

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Se o diretor-roteirista francês Christophe Honoré (Canções de amor, A bela Junie) eliminasse todas as sequências musicais de seu mais recente longa-metragem, As bem-amadas (Les bien-aimés, FRA/GBR/CZE, 2011), seria muito mais fácil digerir as duas horas e 20 minutos de projeção de uma trama que narra uma verdadeira saga de duas gerações de pessoas que se interrelacionam e têm em comum a insegurança e a indecisão em seus relacionamentos. O filme estreia amanhã, no Cinema da Fundação (confira os horários no roteiro).

Os atores Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Louis Garrel e Ludivine Sagnier e o cineasta checo Milos Forman (Um estranho no ninho, Amadeus) são os principais nomes do elenco. O enredo abarca o período que vai de 1968 (o chamado Ano que Nunca Acabou) a 2001 (o do 11 de Setembro). O coeficiente predominante, no entanto, é mais comportamental do que político.

Alguns fãs podem considerar ainda necessárias as cenas musicais como elemento irônico. Contudo, em As bem-amadas elas se apresentam supérfluas.

A narrativa por si só é muito bem engendrada por Honoré, não apenas no texto, mas também plasticamente. O início, por exemplo, ambientado na Paris dos anos 1960, obedece a uma estética que lembra os trabalhos do movimento nouvelle vague da época. Na reta final, já no século 21, o longa ganha uma cara mais próxima do cinema independente americano.

O perfil sedutor das personagens da nouvelle vague também se aplica à protagonista, Madeleine (vivida por Ludivine e depois Catherine). De ladra ela logo é apresentada como uma aspirante a prostituta. Sem muita vocação, pois não tarda a ferir um fundamento da atividade e se apaixona por seu primeiro cliente de conversa mais lisa, Jaromil (Radivoje Bukvic, depois Forman).

As décadas vão se passando, assim como todos os fatos históricos que implicam na mudança de comportamento das pessoas. Porém, Madeleine e Jaromil mantêm seu contato girando um em torno do outro como um furacão que abala tudo em sua volta, sobretudo a vida da filha deles, Véra (papel de Chiara, filha de Catherine na vida real).

 

Cinema

O Gato Do Rabino (França, 2011). De Joann Sfar, Antonine Delesvaux. Com vozes de Mathieu Almaric, Joann Sfar. A história de um rabino, na Argélia dos anos 1920, que tem um gato de humor truculento. Depois de engolir o papagaio da casa, o felino passa a falar e expressar seu desejo de converter-se ao judaísmo. Cinema da Fundação – 20h30.

A vida útil (La Vida Útil, URU/ESP, 2010). De Frederico Veiroj. Com Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril. Jorge tem 45 anos, vive com os pais e trabalha numa cinemateca. Quando perde o emprego, percebe que   são justamente as histórias que viu nos filmes que irão ajudá-lo a sobreviver. Cinema da Fundação – 17h. Drama. 14 anos.

 Violeta Foi Para o Céu (Violeta se Fue a Los Cielos, CHI/ARG/BRA, 2012) De Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. O drama da vida de Violeta Parra, compositora, cantora e folclorista conhecida como a “mãe do folk latino-americano”. Cinema da Fundação – 15h, 18h20. Drama. 12 anos.

 

:: Folha De Pernambuco

Foco

Sem som ao redor

Ainda não será dessa vez que o público pernambucano terá a sua sessão de “O som ao redor”. O filme de Kleber Mendonça filho, uma das produções locais mais aguardadas deste ano, não vai entrar na programação do Janela Internacional de cinema, a partir do dia 8, nos cinemas São Luiz e da Fundação. O cineasta, que também comanda o festival, preferiu não incluir a produção na grade para evitar conflito de “ordem ética”.

 

Programa

Cinema

 O Gato Do Rabino/De Joann Sfar e Antoine Delesvaux/ Animação. História de um rabino, na Argélia dos anos 20, que tem um gato de humor truculento. Depois de engolir o papagaio da casa, o gato passa a falar, e passa a expressar seu desejo de converter-se ao judaísmo. Cinema da Fundação: 20h30. Livre.

 Violeta Foi para o Céu/De Andrés Wood/ Com Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. Drama biográfica que observa a vida de Violeta Parra, compositora, cantora e folclorista chilena que representa uma paixão nacional equivalente à Edit Piaf na França. Ela é conhecida como a “mãe do folk latino-americano”. A trama reúne diversos momentos da artista, desde a infância humilde ao reconhecimento internacional, passando pela intensidade de suas contradições internas, falhas e paixões. Cinema da Fundação: 15h, 18h20. 12 anos.

 A Vida Útil/De Federico Veiroj/ Com Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril. Jorge tem 45 anos e ainda vive com os pais. Nos últimos 25 anos ele trabalhou na Cinemateca de Montevidéu, monta a programação de filmes e dá suporte técnico. Um dia ele perde o emprego. Então, busca se adaptar a um novo mundo que surge à sua frente. Mas Jorge percebeu que são justamente os filmes que irão ajudá-lo. Cinema da Fundação: 17h. 12 anos.

 

:: Diário de Pernambuco

Cinema

 O Gato Do Rabino (FRA, 2011). De Joann Sfar. Vozes: François Morel, Maurice Bénichou. Na Argélia dos anos 30, o gato de um rabino, que aprendeu a falar depois de comer um papagaio, decide de converter ao judaísmo para ficar ao lado da mulher amada. Cinema da Fundação. 20h30. 12a.

 A Vida Útil (Uruguai, 2010). De Federico Veiroj. Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril, Paola Venditto. Jorge trabalha há 25 anos na cinemateca de Montevideo, ao perder o emprego um novo mundo surge a sua frente. Cinema da Fundação. 17h. 14a.

 Violeta foi para o Céu (Chile/ Argentina/Brasil, 2011). De Andrés Wood. Um retrato da famosa cantora chilena Violeta Parra, apresentando seus trabalhos, memórias, amores e esperanças. Cinema da Fundação. 15h, 18h20. 12a.

 

 

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