25 DE OUTUBRO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 25 de outubro de 2012
:: Jornal Do Commercio
Caderno C
Legado do mestre Alcir Lacerda ao alcance das mãos
LANÇAMENTO Livro compila parte do acervo de um importante fotógrafo, que se preocupou em registrar fatos históricos e a transformação de paisagens do Estado.
Pergunte sobre a história da fotografia em Pernambuco para alguém da área e, certamente, haverá menções a Alcir Lacerda ou à Acê Filmes, que ele fundou com o colega Clodomir Bezerra em 1957. Seu Alcir, como ficou conhecido, é autor de um importante acervo fotográfico, com imagens que mostram fatos históricos e a transformação de paisagens do Estado, por exemplo. Muitas destas belas imagens em preto e branco, selecionadas entre as cerca de 5 mil deixadas por ele, apresentam cidades e paisagens naturais, sem esquecer de seus habitantes, nas páginas do livro Alcir Lacerda – fotografia (Cepe Editora, R$ 90). A obra será lançada hoje, às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco.
Em três capítulos, são organizadas as imagens urbanas (do Recife, Olinda e Jaboatão), praias (especialmente Tamandaré) e do interior. O livro é organizado por uma filha de Alcir, Betty Lacerda. O pai dela participou da seleção de fotos e viu a boneca do livro, mas faleceu pouco antes do lançamento (em setembro, aos 84 anos, vítima de infarto). “Papai prestava muita atenção ao contraste. Então você tem que ir para a boca da máquina para ver se o preto está profundamente preto, como ele gostava. Se tem os tons de cinza, o branco. É muito delicado este trabalho de impressão, é preciso muita paciência, muito cuidado. Ele tinha muito cuidado com o trabalho. O lançamento vamos fazer do jeito que ele gostava, com muitos amigos reunidos, festa”, afirma Betty.
Ela escreveu um dos textos que reúnem informações sobre fotógrafo neste livro. Alcir trabalhou para diversos veículos de comunicação do Brasil, foi professor e muita gente recorria a ele em busca de dicas ou para revelar negativos. Também há depoimentos do fotógrafo Fred Jordão, da pesquisadora Fabiana Bruce, do escritor Leonardo Dantas Silva, do publicitário ítalo Bianchi e do arquiteto e urbanista Luiz Amorim.
“A gente brinca que antes de ver a cara de mamãe, viu a câmera fotográfica dele. Acho que é impossível para a gente separar a figura do pai e do fotógrafo. Só lembro dele com aquela câmera no pescoço, fazia parte dele, não é? Por incrível que pareça, nenhum de nós é fotógrafo. Eu sou historiadora e trabalho com conservação fotográfica”, resume Betty.
Museu do Estado de Pernambuco – Avenida Rui Barbosa, 960, Graças. Fone: 3184-3178
Cinema
O Gato Do Rabino(França, 2011). De Joann Sfar, Antonine Delesvaux. Com vozes de Mathieu Almaric, Joann Sfar. A história de um rabino, na Argélia dos anos 1920, que tem um gato de humor truculento. Cinema da Fundação – 14h40, 19h.
A vida útil ( La Vida Útil,URU/ESP, 2010). De Frederico Veiroj. Com Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril. Cinema da Fundação – 21h. Drama. 14 anos.
Violeta Foi Para o Céu (Violeta se Fue a Los Cielos, CHI/ARG/BRA, 2012) De Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. Cinema da Fundação – 16h40. Drama. 12 anos.
:: Folha De Pernambuco
Programa
Livro abriga registros de um olhar pioneiro
25.10.2012 - 08:36hs
Fotos de Alcir Lacerda são reunidas em obra editada pela Cepe
“Podia ficar olhando para sempre a obra de Alcir Lacerda”. A frase foi dita pela fotógrafa Ana Lira, no blog do coletivo 7, que ela integra, quando da morte do famoso artista das fotos em preto e branco, em setembro. “Pelo menos cinco gerações de bons fotógrafos, especialmente em Pernambuco, carregam, do cotidiano de conversas, aulas, palestras e idas à Acê Filmes, laços afetivos e formativos. Seus trabalhos trazem, entre outras características, um diálogo muito peculiar com algo que Seu Alcir admirava muito: o exercício da sutileza. Fosse para falar do que se mostrava admirável ou para tratar das inconveniências e dores do cotidiano, uma contundência delicada era algo que particularmente lhe chamava atenção”, completou.
A partir de hoje, será mais fácil para Ana contemplar a obra do seu mestre. Além de integrar importantes acervos do País - como o da Fundação Joaquim Nabuco, que possui 156 fotos do pernambucano nascido em São Lourenço da Mata -, as fotografias de Alcir Lacerda agora podem ser levadas para casa, para constar nas estantes de suas centenas de admiradores. A Cepe Editora lança às 19h, no Museu do Estado, o livro “Alcir Lacerda - Fotografia”, uma coletânea de 224 páginas de imagens captadas ao longo de oito décadas e selecionadas entre um conjunto de cinco mil instantâneos. Organizada por Albertina Otávia Lacerda Malta (Betty Lacerda), filha de Alcir, a publicação inclui depoimentos de nomes como o publicitário Ítalo Bianchi; o fotógrafo Fred Jordão; os jornalistas e escritores Fabiana Bruce e Leonardo Dantas Silva; e o arquiteto e urbanista Luiz Amorim.
A ideia era que o livro marcasse o aniversário de 85 anos do fotógrafo, no dia 20 de setembro. Alcir morreu 10 dias antes. Póstuma, porém, a obra se tornou ainda mais indispensável. O senhor de memória falha e conversa generosa já não está aqui para contar as histórias embaralhadas das imagens em tons de cinza que recheiam os álbuns de capa vermelha na sala da casa em que viveu. Lembranças como a da construção da Avenida Dantas Barreto, que destruiu 65.524,60 m² de edificações no Centro do Recife e tem nas imagens feitas por ele um de seus poucos registros. Recordações do Golpe Militar, da seca, da enchente de Tapacurá ou da bomba que explodiu no Aeroporto dos Guararapes.
Lacerda foi o primeiro pernambucano a testar diversas experiências em fotografia, em seu Acê Filmes, que funcionou entre 1970 e 2000. Iniciou sua carreira em 1942, fotografando os amigos nas festas e peladas no bairro da Caxangá, onde cresceu, com uma câmera Rolleiflex emprestada.Trabalhou como free lancer para jornais como o Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio, e Estado de São Paulo, além de revistas como Veja, Manchete e O Cruzeiro. Também fotografou para alunos dos mais consagrados cursos do Recife, para que aprendessem o contraste ideal entre o preto e branco. Para suas filhas e filho, netos e bisnetos, para conseguir o sustento e perpetuar a paixão. Para a história, para que instantes e paisagem ficassem eternizados no olhar demorado de gente como Ana.
Serviço
Lançamento do livro “Alcir Lacerda - Fotografia” (Cepe Editora, 224 pag, R$ 90), organizado por Betty Lacerda
Hoje, às 19h
Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças)
Informações: 3184.3178
Acesso gratuito
Programa
Cinema
O Gato Do Rabino/De Joann Sfar e Antoine Delesvaux/ Animação. História de um rabino, na Argélia dos anos 20, que tem um gato de humor truculento. Depois de engolir o papagaio da casa, o gato passa a falar, e passa a expressar seu desejo de converter-se ao judaísmo. Cinema da Fundação: 14h40, 19h. Livre.
Violeta Foi para o Céu/De Andrés Wood/ Com Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. Drama biográfica que observa a vida de Violeta Parra, compositora, cantora e folclorista chilena que representa uma paixão nacional equivalente à Edit Piaf na França. Ela é conhecida como a “mãe do folk latino-americano”. A trama reúne diversos momentos da artista, desde a infância humilde ao reconhecimento internacional, passando pela intensidade de suas contradições internas, falhas e paixões. Cinema da Fundação: 16h40. 12 anos.
A Vida Útil/De Federico Veiroj/ Com Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril. Jorge tem 45 anos e ainda vive com os pais. Nos últimos 25 anos ele trabalhou na Cinemateca de Montevidéu, monta a programação de filmes e dá suporte técnico. Um dia ele perde o emprego. Então, busca se adaptar a um novo mundo que surge à sua frente. Mas Jorge percebeu que são justamente os filmes que irão ajudá-lo. Cinema da Fundação: 21h. 12 anos.
:: Diário de Pernambuco
Viver
O homem que eternizou imagens
Coletânea da produção do fotógrafo Alcir Lacerda será lançada hoje, às 19h, no Museu do Estado
Tatiana Meira- Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Do acervo imenso de cinco mil fotografias, capturadas ao longo das oito décadas em que esteve vivo Alcir Lacerda
guardava suas
prediletas.
Talvez a que mais amasse era a da menina na porta do casebre, tirada num engenho em Ribeirão, na Zona da Mata Sul pernambucana, que ganhou prêmio da revista Realidade, em 1973, e depois foi publicada na Time.
Naquele instante, na foto batizada
de E o amanhã?, a garota
descalça fitava com tristeza o homem por trás das lentes, enquanto segurava trapos na altura da boca, encostada na entrada de uma casa de taipa, em um dos flagrantes da vida nordestina que ele ajudou a eternizar.
Falecido na madrugada de 10 de
setembro, antes de completar 85 anos, Alcir
Lacerda ganha homenagem à altura de seu papel de mestre da fotografia em Pernambuco, com o livro que será lançado hoje, às 19h, no Museu do Estado.
Organizado por um de seus cinco herdeiros, a filha Betty Lacerda (Albertina Otávia Lacerda
Malta), a publicação chega às livrarias e instituições
culturais impressa pela Cepe (Companhia Editora de Pernambuco), em parceria com a Odebrecht.
Além da coletânea de fotografias em preto e branco, linguagem na qual se especializou, Alcir Lacerda - Fotografia também reúne
depoimentos de admiradores do profissional, que falam sobre sua arte
através de outras interpretações.
A exemplo da antropóloga Fabiana Bruce, do historiador Leonardo Dantas Silva, do arquiteto e urbanista Luiz Amorim, do publicitário Ítalo Bianchi e do também fotógrafo Fred Jordão.
“Ele dizia que preto e branco era para quem sabia fazer fotografia.
Porque era preciso pensar muito, estudar o tom, a luz, ter experiência.
E a foto colorida qualquer um fazia?, recorda
Betty Lacerda.
Ela destaca que a publicação é dividida em três capítulos, que
ressaltam registros de cidades, principalmente o Recife; do litoral, em especial o de Pernambuco e de outras regiões do estado (Zona da Mata, Agreste e Sertão).
Vale lembrar que são 224
páginas, com capa dura, e bastante cuidado com o resultado final, num projeto que demorou 10 anos para ficar
pronto.
O tratamento de imagem foi feito por Robson Lemos, num trabalho primoroso, além da digitalização dos negativos por Severino Pinheiro, da Fundação Joaquim Nabuco
(Fundaj).
Gisela Abad, responsável pelo projeto gráfico, conta uma curiosidade.
Foi preciso utilizar dois tons
de preto para que fossem percebidas as nuances de cinza das imagens, sem perder em detalhes ou qualidade.
Serviço
Lançamento do livro Alcir Lacerda
- Fotografia (Cepe Editora; 224 páginas; R$ 90) Onde: Museu do Estado (Av.
Rui Barbosa, 960, Graças) Quando: Hoje, às 19h Informações: (81)
3184-3178/ 3184-3170
Cinema
O Gato Do Rabino (FRA, 2011). De Joann Sfar. Na Argélia dos anos 30, o gato de um rabino, que aprendeu a falar , decide se converter ao judaísmo. Cinema da Fundação. 18h40, 20h40. 12a.
A Vida Útil (Uruguai, 2010). De Federico Veiroj. Jorge trabalha há 25 anos na cinemateca de Montevideo, ao perder o emprego e vê um novo mundo surgir. Cinema da Fundação. 17h10. 14a.
Violeta foi para o Céu (Chile/ Argentina/Brasil, 2011). De Andrés Wood. Retrato da cantora chilena Violeta Parra, apresentando trabalhos, memórias, amores e esperanças. Cinema da Fundação. 15h. 12a.
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