Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

15 DE OUTUBRO DE 2012

Publicado: Segunda, 15 de Outubro de 2012, 11h34 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h25 | Acessos: 949

Clipagem ASCOM
Recife, 15 de outubro de 2012

 

:: Jornal Do Commercio

Caderno C

Evento de audiovisual se firma

 Com a exibição de cerca de 70 títulos, homenagens, cursos, oficinas e o lançamento de filmes em DVD, o 4º Festival do Filme Etnográfico do Recife começa hoje com a programação mais extensa desde sua criação, em 2009. Até a próxima quinta-feira as atividades se dividem entre o Cinema da Fundação (Derby) – palco da Mostra Competitiva – e o câmpus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, Cidade Universitária), que sedia as mostras paralelas, além do Fórum de Debates sobre o Filme Etnográfico.

Coordenado pelos professores Renato Athias e Paulo Cunha, dos programas de pós-graduação em antropologia e comunicação da UFPE, respectivamente, o festival dá mostras de consolidação entre os mais importantes do gênero no País. Este ano conta com a promoção do Centro de Antropologia Visual do Goldsmiths (Universidade de Londres, Reino Unido), Festival do Filme Etnográfico do Québec (Canadá) e Contro-Sguardi (Fórum do Filme Antropológico de Universidade de Perugia, Itália).

Na cerimônia de abertura, às 19h, no Cinema da Fundação, a cineasta pernambucana Kátia Mesel é homenageada pelo conjunto de sua obra. O longa-metragem O rochedo e a estrela, que ela lançou este ano, é exibido na Mostra Comunidades Tradicionais e Identidades, que acontece no auditório do CFCH, no câmpus da UFPE. Amanhã, às 17h, também no Cinema da Fundação, há a sessão especial do documentário Corumbiara, premiado no Festival de Gramado (2009), com a presença do cineasta Vincent Carelli, que dirigiu o filme e coordena o projeto Vídeo nas Aldeias.

Na quarta-feira, às 17h, o Cinema da Fundação recebe o cineasta carioca Sílvio Da-Rin para o lançamento em DVD do documentário Paralelo 10. Trata-se de um river movie que acompanha o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior numa viagem pelo Rio Envira, no Acre. Sílvio Da-Rin acompanhou a expedição de Meirelles e do acreano Txai Terri Aquino, também sertanista, por três semanas.

Após uma afastamento de quase dois anos, Meirelles foi convidado a inspecionar a área, que fica no Paralelo 10 Sul, na fronteira do Brasil com o Peru. Ele e Aquino foram chamados para ajudar a nação asháninka a aprender a lidar com os índios brabos, que se recusam a entrar em contato com os brancos. Foi a partir do trabalho de Meirelles que a Funai implantou a política de respeito às tribos indígenas isoladas. Após a sessão, há um debate com a presença de Da-Rin, Vincent Carelli e do produtor Eduardo Homem.

 

Caderno C

Cinema

Violeta Foi Para o Céu (Violeta se Fue a Los Cielos, CHI/ARG/BRA, 2012) De Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. O drama da vida de Violeta Parra, compositora, cantora e folclorista conhecida como a “mãe do folk latino-americano” .Cinema da Fundação – 15h10, 18h50. Drama. 12 anos.

 

 :: Folha De Pernambuco

Semana de Ciência e Tecnologia inicia hoje

15.10.2012 - 06:57hs

Evento, que segue até o próximo dia 21, é gratuito e voltado a pessoas de todas as idades, que terão contato com ciência e tecnologia

Eutalita Bezerra

“Sustentabilidade, Erradicação da Pobreza e Economia Verde” é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) que começa hoje, no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O evento, que segue até o próximo dia 21, é gratuito e voltado a pessoas de todas as idades, que terão contato com ciência e tecnologia, visando ao despertar para a atitude científica, a criatividade e a inovação.

Em Pernambuco, o diferencial da SNCT são as atividades unificadas. A programação inclui apresentações culturais, demonstração de experimentos, resultados de pesquisas, exibição de animais, além de oficinas de origami, malabares, contação de histórias, compostagem, bolas artísticas, transmissão de imagens aéreas em tempo real e fazendinha dos monitores dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFRPE. Além do Recife, outros municípios receberão materiais de experimentos em Física e de outras áreas, aproximando a população de conhecimentos produzidos e desenvolvidos em suas sedes.

Fundaj

A partir de hoje, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebe o Seminário “Outros Mapas: cartografia e pesquisa social”. O evento, que segue até o próximo dia 17, é gratuito e envolve tanto representantes de comunidades indígenas e quilombolas e movimentos sociais quanto pesquisadores de antropologia, geografia, cartografia e disciplinas afins em painéis, mesas redondas e fóruns. O seminário pretende por em debate diferentes perspectivas sobre as relações entre a cartografia, as ciências humanas e formas não acadêmicas de produção de conhecimento, em especial aquelas ligadas a processos de transformação social. A programação do evento e outras informações estão disponíveis na página da Fundaj (www.fundaj.gov.br).

 

Programa

Observação em tempo real

Com três filmes inéditos, começa hoje quarta edição do Festival do Filme Etnográfico

15/10/2012 02:21 - André Dib Especial para a Folha

De hoje até quinta-feira, o Festival do Filme Etnográfico do Recife traz ao Cinema da Fundação (Derby) e ao campus da UFPE 56 filmes, entre curtas e longas de diferentes países. Inaugurado como gênero cinematográfico no começo dos anos 1960 pelo francês Jean Rouch, o chamado etnodoc tem evoluído para a ponto de permitir não só a observação de costumes e rituais de povos e culturas, quanto o protagonismo dos personagens, que se apropriam das ferramentas do audiovisual e criam as próprias narrativas.

Nesta 4ª edição, o festival está maior e mais abrangente. “Investimos em filmes do Centro-Sul e exterior”, diz o professor Renato Athias, coordenador do evento e do programa de pós-graduação em antropologia da UFPE. Alguns dos selecionados vem circulando em festivais de cinema. Mas, o que os torna etnográficos? “São filmes que surgem a partir de uma pesquisa mais apurada, com temática social ou relacionada ao fazer humano, que se distingue da reportagem ou ficção por trazer descrições amplamente desenvolvida e outros elementos significativos”, explica Athias.
Entre os destaques da grade, os inéditos “Dique” (PE), “Um filme para Dirceu” (PR) e “Paralelo 10” (SP). 

Há três anos na organização do evento, o professor Paulo Cunha comenta que o atual cinema etnográfico aponta para hibridismos que refletem o bom momento do documentário brasileiro, o que eleva a qualidade da programação. “O festival ganha outra dimensão, pois além de interessar a antropólogos e pesquisadores, reflete o momento favorável do cinema documentário não necessariamente antropológico. Por isso, além de filmes que registram a realidade social e de costumes, há obras com olhar próprio”.

Homenageado, o filme “Corumbiara” ilustra bem esta colocação. Prêmio de melhor filme do Festival de Gramado em 2009, o longa é uma narração em primeira pessoa feita pelo diretor Vincent Carelli, que conta a história de um massacre de índios em Rondônia a partir de seus remanescentes. Outra produção pernambucana, “Estradeiros” (2011), de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, está em mostra paralela. O convidado de honra é Silvio Da-Rin, que na quarta-feira estará no evento para lançar a versão em DVD de “Paralelo 10”. Após a exibição, haverá debate com Vincent Carelli e Renato Athias. Hoje à noite, o festival começa com homenagem a cineasta Kátia Mesel, com exibição de seu longa, “O rochedo e a estrela” (2011). Nada mais justo. Kátia completa 40 anos de carreira marcada pelo registro das culturas tradicionais.

Para além dos filmes, o evento oferece um curso de antropologia visual e oficinas de captação em vídeo para documentários, introdução ao cinema de Jean Rouch e de documentário criativo, todos sediados no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE. Entre os programas paralelos está a mostra Outros Olhares, formada pelas obras mais conceituadas por três parceiros do festival: Centro de Antropologia Visual do Goldsmiths Universidade de Londres, Festival do Filme Etnográfico do Quebec e Contro-Sguardi Fórum do Filme Antropológico da Universidade de Perugia, Itália.

“Dique” (PE)
Exibido na Mostra de Curtas de São Paulo e de Belo Horizonte, o curta de Adalberto Oliveira se sustenta em planos fixos da atividade humana perceptível à beira mar de Casa Caiada, Olinda. A faixa de áudio, captada por Thelmo Cristovam com um hidrofone (aparelho que capta sons debaixo d’água), aliada à força das imagens que buscam a atemporalidade da relação entre a natureza e civilização, gera estranhamento próximo a da sequência inicial de “2001 - uma odisséia no espaço”, de Stanley Kubrick.
16 de outubro, às 14h, no Auditório B do 3º andar do CFCH

“Um filme para Dirceu” (PR)
A forte presença da cultura cabocla / polaca na fronteira entre o Paraná e Santa Catarina é o tema do documentário de Ana Johann, que segue um jovem e ambicioso sanfoneiro em busca do estrelato. Tudo começou de forma curiosa e assim continuou: em Curitiba, Dirceu procura na lista telefônica uma produtora de cinema para realizar seu próprio filme. Impetuoso e otimista, Dirceu conduz a equipe do filme por ambientes urbanos e rurais, onde visita sua família, amigos e lugares importantes para a sua história. No entanto, o espanto inicial que sua personalidade desperta se dilui na forma um tanto esquemática com que o filme se constrói. A narrativa só não se esgota pelo interesse antropológico com que se dedica a registrar rincões, músicas e comportamentos típicos da imigração polonesa.
17 de outubro, às 9h, no Auditório B do 3º andar do CFCH

“Paralelo 10” (SP)
Apesar de serem bastante diferentes, o documentário de Silvio Da-Rin pode ser visto como uma continuação cronológica de “Xingu”, de Cao Guimarães, filmes se completam por compor um panorama da política indigenista no Brasil nos últimos 50 anos. “Paralelo 10” traça um perfil do sertanista José Carlos Meirelles, que desde os anos 1980 atua como defensor de índios isolados na região Amazônica. O filme acompanha a volta de Meirelles aos confins Acre, na companhia do antropólogo Txai Terri de Aquino.  O momento mais forte está na sincera e dolorosa confissão feita por Meirelles, que matou um índio para salvar a própria vida e das pessoas do seu grupo.
17 de outubro, às 17h, no Cinema da Fundação

 

Programa

Cinema

A Vida Útil/De Federico Veiroj/ Com Jorge Jellinek, Manuel Martinez Carril. Jorge tem 45 anos e ainda vive com os pais. Nos últimos 25 anos ele trabalhou na Cinemateca de Montevidéu, monta a programação de filmes e dá suporte técnico. Um dia ele perde o emprego. Então, busca se adaptar a um novo mundo que surge à sua frente. Mas Jorge percebeu que são justamente os filmes que irão ajudá-lo. Cinema da Fundação: 17h20, 21h. 12 anos.

Violeta Foi para o Céu/ De Andrés Wood/ Com Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera. Drama biográfica que observa a vida de Violeta Parra, compositora, cantora e folclorista chilena que representa uma paixão nacional equivalente à Edit Piaf na França. Ela é conhecida como a “mãe do folk latino-americano”. A trama reúne diversos momentos da artista, desde a infância humilde ao reconhecimento internacional, passando pela intensidade de suas contradições internas, falhas e paixões. Cinema da Fundação: 15h10, 18h50. 12 anos.

 

 :: Diário de Pernambuco

Colunas

Viver

Antropologia é destaque na sala escura

Festival do Filme Etnográfico ocorre nesta semana na UFPE e na Fundaj do Derby

Publicação: 15/10/2012 03:00

O cinema sempre funcionou como uma janela para o mundo. Não são poucas as produções que se destinam a apresentar diferentes culturas, contextos sociais e processos históricos, para que as pessoas tenham conhecimento de realidades tão distintas, mesmo que não vivam dentro delas. Para premiar esses filmes de interesse antropológico, o IV Festival do Filme Etnográfico ocorre nesta semana, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e no Cinema da Fundação, no Derby.

A programação começa hoje, às 19h, com uma homenagem à cineasta Kátia Mesel. A diretora foi escolhida pelo extenso currículo de trabalhos dedicados a estudar a cultura de Pernambuco através de material audiovisual. Entre 1990 e 1999, a cineasta realizou mais de 200 filmes dedicados ao estado nordestino, já tendo recebido prêmios nacionais e internacionais por obras como Recife de dentro pra fora, que levou os troféus de Melhor Fotografia e Melhor no Documentário nos festivais de Gramado e Bilbao (Espanha), respectivamente.

A partir de amanhã, o evento tem continuidade pela manhã com mostras paralelas, cursos e oficinas no Centro de Filosofia e Ciências Humanas, da UFPE. A mostra competitiva ocorre sempre, a partir das 17h, no Cinema da Fundação, e abrange curtas, médias e longas.

Além de Kátia, o Festival ainda homenageia amanhã, às 17h, o filme Corumbiara, de Vicente Carelli e terá sessão especial no Cinema da Fundação. Na quarta-feira também haverá o lançamento do DVD Paralelo 10, com a presença dos realizadores. O júri que irá avaliar o filme encerra o evento com um fórum de debates, a partir das 9h, que terá a presença do coordenador Renato Athias.

 

 

Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.