14 DE SETEMBRO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 14 de setembro de 2012
:: JORNAL DO COMMERCIO
CADERNO C
O exercício do poder (FRA/ BEL, 2011). De Pierre Schöller. Olivier Gourmet, Michel Blanc. Ministro do Transporte tem que lidar com um acidente em que um ônibus repleto de crianças cai de um penhasco. Cinema da Fundação. 14h40 (sex), 15h20 (sab), 15h30 (dom), 16h50 (sex), 17h40 (dom), 20h10 (sab). 12a.
Festival Making of - Sexta, 19h – Exibição dos making ofs dos filmes: No meu lugar, de Eduardo Valente. Histórias que só existem quando lembradas, de Júlia Murat. Estamos Juntos, de Toni Venturi. Os Famosos e o Duende da Morte, de Esmir Filho. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca. O cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. Cinema da Fundação. Gratuito.
Fausto (Rússia, 2011). De Aleksander Sokurov. Faust é um cientista brilhante, mas desiludido, que aceita fazer um pacto com um comerciante diabólico. Cinema da Fundação. 17h30 (sab), 19h50 (dom). 14a.
:: DIARIO DE PERNAMBUCO
VIVER
O exercício do poder (FRA/ BEL, 2011). De Pierre Schöller. Olivier Gourmet, Michel Blanc. Ministro do Transporte tem que lidar com um acidente em que um ônibus repleto de crianças cai de um penhasco. Cinema da Fundação. 14h40 (sex), 15h20 (sab), 15h30 (dom), 16h50 (sex), 17h40 (dom), 20h10 (sab). 12a.
Festival Making of - Sexta, 19h – Exibição dos making ofs dos filmes: No meu lugar, de Eduardo Valente. Histórias que só existem quando lembradas, de Júlia Murat. Estamos Juntos, de Toni Venturi. Os Famosos e o Duende da Morte, de Esmir Filho. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca. O cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. Cinema da Fundação. Gratuito.
Fausto (Rússia, 2011). De Aleksander Sokurov. Faust é um cientista brilhante, mas desiludido, que aceita fazer um pacto com um comerciante diabólico. Cinema da Fundação. 17h30 (sab), 19h50 (dom). 14a.
:: FOLHA DE PERNAMBUCO
PROGRAMA
O exercício do poder (FRA/ BEL, 2011). De Pierre Schöller. Olivier Gourmet, Michel Blanc. Ministro do Transporte tem que lidar com um acidente em que um ônibus repleto de crianças cai de um penhasco. Cinema da Fundação. 14h40 (sex), 15h20 (sab), 15h30 (dom), 16h50 (sex), 17h40 (dom), 20h10 (sab). 12a.
Festival Making of - Sexta, 19h – Exibição dos making ofs dos filmes: No meu lugar, de Eduardo Valente. Histórias que só existem quando lembradas, de Júlia Murat. Estamos Juntos, de Toni Venturi. Os Famosos e o Duende da Morte, de Esmir Filho. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca. O cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. Cinema da Fundação. Gratuito.
Fausto (Rússia, 2011). De Aleksander Sokurov. Faust é um cientista brilhante, mas desiludido, que aceita fazer um pacto com um comerciante diabólico. Cinema da Fundação. 17h30 (sab), 19h50 (dom). 14a.
Em cartaz a política que excita e vicia
Premiado em Cannes, “O Exercício do Poder” estreia no Cinema da Fundação
Bertrand (de pé) em constante luta pelo que acreditaNo momento em que acompanhamos uma excitada corrida eleitoral pelas prefeituras do Brasil, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco põe em cartaz “O Exercício do Poder” (L’Exercice de L’Etat, Fra., 2012), filme de Pierre Schöeller, afiado como uma faca, sobre esse monstro chamado “política/poder”. Assustador e que pode lhe engolir de uma só vez . O longa levou o prêmio da crítica do Festival de Cannes em 2012.
De cara, no prólogo da história, Schöeller nos coloca num universo surreal, no qual pessoas encapuzadas montam o que parece ser um gabinete político para, em seguida, uma bela mulher, totalmente nua, entrar elegante no recinto. Lá, um crocodilo colossal lhe espera. É quando tem inicio um jogo de sedução entre as duas criaturas que resultará numa situação inusitada.
Corta a cena e vamos para o ministro dos transportes da França, Bertrand Saint-Jean (o excelente Olivier Gourmet, ator dos Irmãos Dardenne). Ele está na cama. Dorme com uma ereção, ao lado da esposa.
O erotismo gráfico termina aqui em “O Exercício do Poder”. Porque o erotismo gerado pela vaidade continua circundando a vida de Bertrand, um dos principais homens de confiança do presidente francês (Stéphan Wojtowicz). O ministro acorda com a notícia do acidente de um ônibus numa rodovia, com uma dezena de vítimas fatais. A situação criada pelo roteiro de Schöeller serve como ótima circunstância para nos apresentar a competência, agilidade e comprometimento de Bertrand.
Há, nesse momento, questões humanas - diante da tragédia da morte - e como qualquer pessoa reage (políticos inclusos) a comoção entra aqui em primeiro plano. Mas, aos poucos, “O Exercício...” vai abrindo espaço para outra comoção, uma filosófica. A quem cabe o exercício do Estado (título original do filme)? Entra em pauta uma acirrada discussão administrativa que envolve todo o povo e a economia francesa com relação à prática da privatização. No alvo estão as ferrovias, a qual Bertrand - autoridade máxima do ministério dos Transportes, vale lembrar - é o único que não concorda em vendê-las.
O filme não nos coloca no que poderia ser um burocrático papo político, mas sim numa espécie de jogo de xadrez, pelo qual seu movimento - ou o do outro - pode pôr tudo a perder. De certa forma, algumas questões aqui colocadas são tão específicas da política francesa que podem não alcançar nossos espectadores. Há, entretanto, outras questões, estas universais e no meio delas, Schöeller consegue tempo para nos dar pistas sobre a vida pessoal de seu ministro.
E quando tudo parece perdido, uma nova tragédia - filmada de maneira espetacular - vem à tona e relativiza tudo. Mas, ao contrário do que é habitual em filmes fáceis de concluir - tragédias minimizam todos os outros problemas - “O Exercício do Poder” nos oferece uma outra solução para o impasse de Bertrand. Uma solução muito mais perto daquilo que conhecemos como política.
Redes Sociais