02 DE AGOSTO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife,02 de agosto de 2012
:: JORNAL DO COMMERCIO
CADERNO C
O Moinho e a Cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 17h, 18h50. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 20h40. 14a.
:: DIARIO DE PERNAMBUCO
VIVER
O Moinho e a Cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 17h, 18h50. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 20h40. 14a.
:: FOLHA DE PERNAMBUCO
CULTURA E LAZER
Investimentos da arte financeira
Cuquinha mostra trabalhos produzidos na Inglaterra inspirados na economia do país
Artista plástico apresenta a exposição “Topografia Suada de Londres” no Centro Cultural Correios
Lourival Cuquinha é um desses artistas visuais contemporâneos que conseguem apreender, com uma ironia precisa, as contradições e limites permissivos da sociedade capitalista, assumindo uma postura política provocativa diante das normas e regras do sistema. Durante o Seminário Arte e Crime realizado na Fundação Joaquim Nabuco em 2008, o pernambucano, através de uma teleconferência transmitida de Londres, comentou sua experiência de “ArtTraffic”, em que desenvolveu um registro da viagem por diferentes fronteiras com um colar de haxixe. O objeto era simultaneamente um objeto estético e um objeto proibido, mas justamente por ser “arte” deixava temporariamente de ser “crime”.
Naquela mesma época, o artista começou a articular seu projeto de “Arte Financeira”, cujo resultado pode ser conferido na exposição “Topografia Suada de Londres: Jack Pound Financial Art Project”, cuja abertura acontece, hoje, às 19h, no Centro Cultural Correios. A curadoria é de Moacir do Anjos.
“Morei em Londres enquanto minha mulher estava fazendo mestrado, trabalhei num café e depois passei a dirigir um ‘rickshaw’, uma espécie de ‘bike-táxi’ típica da cidade. Um dia, tava lendo o ‘The Sun’, quando vi um artigo comentando que 80% dos ingleses não notariam se mil libras sumissem de suas contas”. Esse montante era justamente o que Cuquinha precisava para pagar o aluguel do apartamento, de modo que resolveu produzir com esse valor uma bandeira da Inglaterra, costurando notas de cinco e dez libras esterlinas. Pouco mais da metade do dinheiro, conseguiu por meio do “hard work” no ‘rickshaw’, enquanto que, por sugestão de sua mulher, angariou o restante através de troca de notas por ações, compradas por pessoas que acreditaram no projeto, indivíduos que ganhariam o proporcional quando a obra fosse vendida.
Após finalizar a bandeira, adornada com um mastro de moedas de cinco centavos, a obra foi leiloada, durante a Frieze art Fair de Londres, por 17 vezes de seu valor inicial. Desde então, Cuquinha vem recriando bandeiras de diversos países utilizando suas unidades monetárias, brincando assim com a noção de ‘valor’ ao erguer pontes de acordo e desacordo entre o mercado financeiro e o da arte. “Comecei construindo a obra a partir de dois pilares do que mais existe em Londres: o trabalho de imigrantes, porque os ingleses antes da crise não queriam ocupar vários postos considerados subalternos e a especulação financeira, que joga basicamente com dinheiro e resultados que não existem”.
Dentro da exposição, a bandeira ficará no final do corredor de entrada, espaço cujo o chão será coberto com asfalto vermelho para representar o piso que existe na frente do Palácio de Buckingham, onde os condutores de rickshaws não podem circular com passageiros, para não ganharem dinheiro sobre o solo sagrado da rainha. No entanto, os “black cabs”, táxis típicos de Londres, são autorizados a circularem, pois representam um posto essencialmente ocupado pelos próprios ingleses (e não por imigrantes).
A primeira sala, além de apresentar uma bandeira do Brasil produzida com reais e projetos que fundem a mais alta e a mais baixa nota de uma determinada moeda, basicamente faz uma jornada arqueológica do desenvolvimento do próprio projeto, com fotos dos acionistas em guarda-volumes com suas ações. A segunda sala, por sua vez, apresenta uma instigante obra, meio instalação, meio escultura, chamada de “O Trabalho Gira em Torno”, composta de três bicicletas rickshaw entrelaçadas, cada qual com uma interferência quando pedalada. Uma delas, por exemplo, ativa um vídeo com imagens abstratas de Londres, captadas por uma câmera acoplada numa das bicicletas de Cuquinha durante sua estadia na cidade.
Serviço
Exposição “Topografia Suada de Londres: Jack Pound Financial Art Project”Hoje, às 19h (Visitação de terça a sexta, das 9h às 18h, e sábados e domingos, das 12h às 18h; até 23 de setembro)Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife)Entrada franca.
CINEMA
O Moinho e a Cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 17h, 18h50. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 20h40. 14a.
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