20 DE JULHO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 20 de julho de 2012
:: JORNAL DO COMMERCIO
CADERNO C
ROTEIRO JC
PRE-ESTREIA
O Moinho e a cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 18h40, Domingo. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly.Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 17h (dom), 17h20 (sab), 19h10 (sex), 20h50. 14a.
DESTAQUE CINEMA
A guerra de nervos de Polanski
Há diretores que fogem de adaptações de peças de teatro como o diabo foge da cruz. Isso não acontece com Roman Polanski. Pela terceira vez, o polêmico cineasta polonês se apoia num texto teatral e nos brinda com outro grande filme. O resultado é o enervante e ácido Deus da carnificina (Carnage), que estreia hoje no Cinema da Fundação, depois fazer bonito no Festival de Veneza do ano passado.Antes, Polanski já havia adaptado Shakespeare (Macbeth) e o chileno Ariel Dorfman (A morte e a donzela), mas o texto de Yasmina Reza (atualmente nos palcos de São Paulo), que ele corroteirizou com a própria autora, foi uma achado. A versão do texto para o cinema foi feita durante o período em que ele esteve detido na Suíça, em 2009, e funciona perfeitamente como um comentário àquele momento.
Acossado pela justiça americana em virtude de uma acusação de estupro na década de 1970, o cineasta viu no episódio de sua prisão um ato de pura hipocrisia. E a hipocrisia do politicamente correto é o que está em questão em Deus da Carnificina. A partir de um fato corriqueiro a briga de dois meninos, num parque de Nova Iorque , dois casais se confrontam num espetáculo em que as pulsões destrutivas mais atávicas do ser humano vêm à tona.
Com a cumplicidade de quatro ótimos atores os casais John C. Reilly e Jodie Foster, de um lado, e Christopher Waltz e Kate Winslet, de outro , e praticamente um cenário, Roman Polanski dá uma verdadeira aula de cinema. Pais de Zachary, Nancy (Winslet) e Alan (Waltz) são convidados por Michael (Reilly) e Penélope (Foster) para discutir o que levou o menino a agredir o colega Ethan. Educados e corteses a princípio, a discussão entre os casais ganha proporções tão infantis quanto a briga dos meninos. Muitas vezes, ficamos sem saber se devemos chorar ou rir com o que se passa por trás de um casamento.
Confortavelmente sentados em nossas poltronas, somos presas cativas da maestria de Polanski. Do alto dos seus 79 anos e 60 de cinema, ele nos diz que não somos tão perfeitos quanto pensamos, que na hora de defender pontos de vista o ser humano usa todas as armas disponíveis. Até mesmo atender um celular insistentemente, como faz o personagem de Christopher Waltz (o ótimo ator austríaco descoberto por Quentin Tarantino em Bastardos inglórios), pode ser afronta.
Ao invés de se intimidar e ficar preso às convenções do teatro, o cineasta ousa ao filmar no formato cinemascope e fazer da câmera um par de olhos abertos. Como já provou em mais de um filme, a técnica para Polanski só tem benefício se ela atingir o espectador. Por sorte, Deus da carnificina é curto tem apenas 80 minutos , o que ajuda a nos recuperar mais facilmente da guerra de nervos patrocinada por seu filme e o instigante texto de Yasmina Reza. (E.B.).
:: DIARIO DE PERNAMBUCO
VIVER
CINEMA
PRE-ESTREIA
O Moinho e a cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 18h40, Domingo. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly.Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 17h (dom), 17h20 (sab), 19h10 (sex), 20h50. 14a.
DIVIRTA-SE
CINEMA
Pintura na telona da fundaçãoInspirado na pintura A procissão para o calvário, de Pieter Bruegel, o diretor Lech Majewski sugere como deve ter sido a criação do famoso quadro no filme O Moinho e a cruz, com pré-estreia no Cinema da Fundação, às 18h40 do domingo. A história se passa em 1564, durante a invasão espanhola, quando doze pessoas têm suas vidas afetadas pela passagem do calvário de Cristo. Dentro do grupo estão a Virgem Maria, Judas e o próprio pintor, que, no filme, explica a seu mecenas (quem encomendou a obra) os motivos que o levaram a escolher a composição final da sua peça de arte.
:: FOLHA DE PERNAMBUCO
PROGRAMA
EM CARTAZ
PRE-ESTREIA
O Moinho e a cruz (SUE/POL, 2011). De Lech Majewski. Rutger Hauer, Charlotte Rampling. A vida de doze personagens é entrecruzada com o calvário de Cristo, conduzido pelas tropas da ocupação. Entre eles, estão a Virgem Maria, Judas, um pintor que registra cenas do cotidiano, seu amigo burguês, colecionador de obras de arte e um jovem fazendeiro torturado pelo exército. Cinema da Fundação. 18h40, Domingo. 14a.
Deus da carnificina (SUE/POL, 2011). De Roman Polanski. Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly.Os pais de duas crianças que se envolvem em uma briga se encontram para resolver a situação. Porém, apesar das intenções civilizadas, eles acabam se exaltando e a conversa toma rumos totalmente diferentes. Cinema da Fundação. 17h (dom), 17h20 (sab), 19h10 (sex), 20h50. 14a.
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