19 DE JUNHO DE 2012
Clipagem ASCOM
Recife, 19 de junho de 2012
:: JORNAL DO COMMERCIO
OPINIÃO JC
REPÓRTER JC
Muita briga por nada
Caso se confirme a decisão do governador Eduardo Campos (PSB) de só se aliar ao PT no caso dos petistas aceitarem o cargo de vice, a disputa que se arrasta há meses entre os petistas terá sido por nada. É o que pensa o cientista político Túlio Velho Barreto (foto), da Fundaj.
CADERNO C
CINEMA
Muita briga por nada
Caso se confirme a decisão do governador Eduardo Campos (PSB) de só se aliar ao PT no caso dos petistas aceitarem o cargo de vice, a disputa que se arrasta há meses entre os petistas terá sido por nada. É o que pensa o cientista político Túlio Velho Barreto (foto), da Fundaj.
:: DIARIO DE PERNAMBUCO
CINEMA
ESTREIA
O rochedo e a estrela (Brasil, 2011). De Kátia Mesel. No começo do século 17, grupo de judeus imigra para o Brasil, trazendo para Pernambuco a primeira sinagoga das Américas. Cinema da Fundação. 16h40, 18h20. L.
:: FOLHA DE PERNAMBUCO
CINEMA
ESPECIAL
O Rochedo e A Estrela / De Kátia Mesel / Com Germano Haiut, Geninha da Rosa Borges, Sônia Bieba. “O Rochedo e a Estrela” aborda a expansão do judaísmo em Pernambuco, no século 17. Enfoca principalmente o período holandês e como Mauricio de Nassau favoreceu a liberdade religiosa, permitindo a existência de uma comunidade judaica e a fundação, no Recife, da primeira sinagoga das Américas, a Zur Israel. Cinema da Fundação: 19h10, 20h50 (hoje) / 16h40, 20h50 (sab) / 17h10, 18h50 (dom) / 16h40, 18h20 (ter, qui) / 16h50, 20h30 (qua). Livre.
O que eu Mais Desejo / (Kiseki) / de Hirokazu Koreeda / Com Koki Maeda, Ohshirô Maeda, Ryôga Hayashi. No Japão, na ilha de Kyushu, dois irmãos vivem separados após o divórcio de seus pais. O que o irmão mais velho deseja acima de tudo é que sua família viva junto novamente. Por isso, decide organizar uma viagem secreta. Cinema da Fundação: 16h40 (hoje) / 18h20 (sab) / 20h (ter, qui). Livre.
Shame / De Steve McQueen / Com Michael Fassbender, Carey Mulligan. Cinema da Fundação: 20h30 (dom) / 18h30 (qua). 18 anos.
PROGRAMA
Parabéns, cinema brasileiro!
Há 114 anos nascia no Rio de Janeiro o cinema nacional. Como comemorar?
É curioso. No Brasil, o cinema brasileiro tem um dia dedicado a ele. E é uma data oficial, uma vez que foi um órgão federal - a Agência Nacional de Cinema (Ancine) - que a determinou. Este dia é hoje, 19 de junho, e a referência ao Dia diz respeito a primeira imagem em movimento registrada em terras brasileiras. O acontecimento, como tudo nos primeiros anos do cinema, foi articulado em função do mercado, e não como uma expressão artística.
Já havia dois anos que os Irmãos Auguste e Louis Lumière, na França, ganhavam dinheiro com sua invenção, o cinematógrafo, e no Brasil quatro irmãos, imigrantes italianos residindo no Rio de Janeiro, eram os principais empreendedores deste negócio chamado cinema. Paschoal, Gaetano, Afonso e Luiz Segreto eram os donos da primeira sala fixa de cinema. Ficava na rua do Ouvidor, nº 141, e foi inaugurada em 1897.
Ali, os três projetavam as chamadas “vistas animadas” e, com a necessidade de atualizar suas fitas, Paschoal sempre mandava Afonso para Nova Iorque e Paris para adquirir novos filmes. Numa das viagens de volta de Paris, Afonso trouxe uma câmera francesa e, na chegada ao Brasil, a bordo do navio “Brésil”, filmou a Baía da Guanabara.
O dia era 19 de junho de 1898 e assim nascia o primeiro registro de imagem em movimento feito em terras brasileiras. Daí em diante, os Segreto não pararam mais. Dez dias depois, Afonso registrou o cortejo que conduziu ao cemitério o corpo de Floriano Peixoto e, no dia 5 de julho, o desembarque de Prudente de Morais e sua comitiva no Arsenal da Marinha.
E, voltando a falar de hoje, não há melhor forma de celebrar o Dia do Cinema Brasileiro do que indo assistir a uma produção nacional em uma sala de cinema. No Recife, são quatro as opções hoje disponíveis, incluindo uma estreia. Ela acontece na “Sessão de Arte” UCI/Kinoplex Tacaruna, às 19h40. É uma estreia incomum para um complexo de cinema, considerando-se que estamos falando de “Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha“ (Bra., 2011), de Helena Ignez e Ícaro C. Martins.
O roteiro de “Luz nas Trevas” foi escrito originalmente por Rogério Sganzerla (1946-2004) e foi entregue em 2003 a Ignez - com quem foi casado - dando a ela a missão de realizar este que é uma espécie de continuação de seu clássico (clássico absoluto do cinema nacional) chamado “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), obra, inclusive, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.
“Luz nas Trevas” não é exatamente uma sequência. Está mais para uma “reinvenção” da trajetória de seu protagonista Jorge Prado/Luz Vermelha (Paulo Villaça, 1946-1992) mais de 30 anos depois de sua aparição. Nos dias de hoje, Jorge é vivido pelo cantor Ney Matogrosso. No roteiro, Luz Vermelha está numa prisão e enquanto reflete sobre sua vida, seu filho Tudo-ou-Nada (André Guerreiro Lopes) segue os passos do pai ao descobrir sua identidade. Cercando-se sempre de belas mulheres - Maria Luisa Mendonça, Bruna Lombardi, Simone Spoladore e Djin Sganzerla (filha de Ignez e Rogério) - e fazendo diversos assaltos, Tudo-ou-Nada vai fazendo a mesma fama que tinha o Luz Vermelha há mais de três decadas.
Para dar vida à história, Ignez e Ícaro mantiveram a mesma atmosfera, ritmo e elementos pop, visuais e musicais, que deram a indentidade revolucionária pertencente ao primeiro filme. Ver, portanto, “Luz nas Trevas” hoje é como revisitar “O Bandido...” por uma leitura contemporânea. O resultado é mais divertido do que propriamente eficiente. Isto porque, o que é suscitado aqui só reforça um paradoxo: o quanto “O Bandido...” estava a frente do seu tempo (e funciona ainda hoje), e o quanto um filme feito hoje que esforça para segui-lo pode correr o risco de soar anacrônico.
BRASILEIROSAs outras obras nacionais em cartaz são a revisão da pernambucana Katia Mesel sobre a trajetória dos judeus na América em “O Rochedo e A Estrela”, em cartaz no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco; a dramatização feita pelo paulista Cao Hamburguer sobre a vida dos Irmãos Villas-Bôas, desbravando as terras indígenas; e o mergulho espírito-cultural do baiano Edgar Navarro em “O Homem que Não Dormia” - estes dois últimos no Cine São Luiz (ver horários na página 3).
Na TV, o canal por assinatura Telecine Pipoca, agendou programação especial a partir das 18h20. Serão quatro longas-metragens exibidos em sequência para celebrar a data. São eles: “Quincas Berro D´Água”, de Sérgio Machado; “Cilada.com” (às 20h10), de José Alvarenga Jr.; “Bruna Surfistinha” (às 22h), de Marcus Baldini; e “De Pernas Pro Ar” (meia-noite), de Roberto Santucci.
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