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11 de maio de 2012

Publicado: Sexta, 11 de Mai de 2012, 08h58 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h25 | Acessos: 917

Clipagem ASCOM
Recife, 11 de maio de 2012


:: JORNAL DO COMMERCIO
CADERNO C

DIA A DIA 
LEMBRE-SE 

A Faculdade Maurício de Nassau, em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco e o Consulado dos EUA, promove hoje, às 15h, na Fundaj, debate sobre a Abolição da Escravatura, comemorada no dia 13, seguido de happy hour no restaurante Manuel Bandeira.

CADERNO C

Calmaria no redemoinho da vida
ESTREIA Longa Girimunho entra em cartaz no Cinema da Fundação contando histórias de pessoas de cidade do interior de Minas

Calma é muito importante. Na hora de cozinhar, por exemplo, esse pode ser o ingrediente que distingue uma receita inesquecível de uma medíocre, logo fadada ao esquecimento. Na prática, um conselho: “O alho tem que ser frito aos poucos, o arroz cozinhado no ponto adequado. É bom colocar coentro também e prestar atenção aos temperos. Tempero é tudo. Quando bem feito parece até carne”. As instruções vêm de dona Bastú, simpática senhora do longa-metragem Girimunho, que estreia hoje no Cinema da Fundação (confira Roteiro na página 5). Para ela, a calma tem que ser aplicada com minúcia para que, na vida e na cozinha, as coisas convirjam para darem certo.
Na trama, a personagem tem que lidar com a morte recente do marido, com quem parece haver passado a vida toda. Apesar da mudança, ela não se entrega à dor do luto encarando a transição com serenidade. “A gente combinou que não ia chorar quando o outro se fosse”, justifica tranquila ao neto, que chora pelo avô. Ou talvez o luto dela esteja escondido nas vezes em que se diz ver o marido em casa, mexendo nos móveis (é o morto que não quer partir, ou ela que não quer deixá-lo ir?). Dona Bastú não sofre menos do que nós, ao perdermos um ente querido, mas sabiamente usa a experiência para sofrer melhor.
Assim ela continua nos dias que seguem, no ritmo da calmaria dos rios de São Romão, cidadezinha do interior de Minas Gerais onde se passa o filme. Dirigido por Helvécio Marins e Clarissa Campolina, o longa traz no elenco atores da região fazendo com que se misture encenação e documentação na frente das câmeras. Tanto dona Bastú quanto Maria, a amiga que passa os dias na cadência de seu religioso batuque, não parecem diferir das atrizes que lhes dão vida. A confusão é positiva, dá verdade ao filme.
Com lentes tenras, a fotografia, assinada por Ivo Lopes Araújo, imprime poesia, ora em tons claros, ora em tons escuros, sobre a beleza extasiante do interior mineiro. Os quadros do filme, nas tomadas internas e externas, tendem constantemente à contemplação. Em muitas cenas ouve-se o que é dito, mas não se vê a articulação da boca que fala – mais importante do que isso é sentir a atmosfera do que está acontecendo. Isso fica claro nas cenas em que as personagens caminham em direção oposta à câmera, sob um céu imenso, ou quando estão debruçadas sobre uma ponte, também de costas para a câmera. Ouvimos o que elas dizem e olhamos para o que eles olham.
Exibido em diversos Estados e países – com prêmios no Festival de Nantes, na França, e no de Mar del Plata, na Argentina –, Girimunho passa aqui com legendas em português por conter expressões e ritmo bem específicos do interior de Minas. Mal começa o filme, entretanto, a ferramenta dança, torna-se desnecessária. O brasileiro falado ali é fluente para os corações atentos. 


:: DIARIO DE PERMANBUCO
DIVIRTA-SE
CINEMA 

Girimunho (Brasil, 2011). De Helvécio Marins e Clarissa Camponila. No Sertão mineiro, duas senhoras acompanham o girar do redemoinho. Cinema da Fundação. 16h (sex e dom), 18h50 (sab), 20h40 (sab). 10a. 

Minha Felicidade (Rússia, 2011). De Sergei Loznitsa. Com Viktor Nemets. O caminhoneiro Georgy anda por estradas russas e depara com policiais corruptos em um país embrutecido por seu amargo passado. Cinema da Fundação. 16h20 (sab), 17h40 (sex e dom), 20h40 (sex e dom). 16a.

:: FOLHA DE PERNAMBUCO
PROGRAMA Fim de Semana

Abuso de poder à moda russa
“Minha Felicidade”, na Fundaj, revisita anos de opressão no Leste Europeu

Caminhoneiro, rara figura gentil, ajuda a prostitutaSão várias as facetas dramáticas e cinematográficas em “Minha Felicidade” (Schastye Moe, Rus., 2010), de Sergei Loznitsa, que entra em cartaz hoje no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco. Concorrente a Palma de Ouro em Cannes há dois anos, “Minha Felicidade” chamou a atenção da imprensa especializada da época por vários (bons) motivos. Há nele uma secura ao contar uma história em espiral sobre a violência pelo abuso de poder em mais de uma geração na região da ex-União Soviética, e uma competência cada vez mais rara em saber aproveitar a beleza e real serventia de uma fotografia em CinemaScope (imagem na proporção 2,34: 1).
Sobre este último aspecto, Loznitsa - que esta semana está de volta a Cannes, onde concorre novamente a Palma de Ouro com seu novo filme “V Tumane” - deixa claro sua competência nos minutos iniciais de “Minha Felicidade”. É só atentar para o jovem caminhoneiro (Boris Kamorzin) quando é parado por um posto policial em uma estrada. Com a câmera na boléia, posicionada por trás do caminhoneiro, o campo de visão da tela é dividida em duas pela cabeça do motorista. De um lado, Loznitsa nos chama a atenção para a irritação de um policial intimidando o motorista, do outro, há um outro policial, também exagerando nas exigências contra uma mulher. É um efeito magistral pela qual a importância da ação mais importante é eleita pelo espectador. Um efeito cujo único efeito, no final das contas, é a inteligência cinematográfica do diretor.
Loznitsa, cuja formação original é pelo documentário, também enxerta doses de registro do real neste seu debut em um filme de ficção. Acontece quando o caminhoneiro, dando carona a uma prostituta, e para fugir de um engarrafamento, chega a uma feira popular. Na feira, a câmera de Loznitsa esquece o protagonista e se deixa levar pelos diversos rostos dos ambulantes e vendedores, num fluxo pelo qual o mais importante são as expressões destas pessoas comuns dos quais alguns, inclusive, fitam a câmera diretamente.
Do ponto de vista narrativo, o realizador é também maestral. Consegue fazer uma síntese da fragilidade vivida pelo seu povo, seja no pós-guerra, em anos mais recentes ou em dias atuais. Construída em elipses sutis, sabemos, por exemplo, como um homem foi afastado de sua noiva por oficiais stalinistas, ou como os soldados usufruem da hospitalidade de um velho com seu filho pequeno, para depois assassiná-lo a sangue frio.
Um pouco mais a frente, talvez nos anos 1980 ou 1990, temos o caminheiro também covardemente atacado por ladrões de carga. E em tempos atuais, temos um velho catatônico - que talvez possa ser o mesmo menino que presenciou a morte do pai e também, mais tarde, o caminhoneiro violentado - cujo destino depende da bondade de estranhos. Bondade bastante escassa é o que Loznitsa quer dizer aqui.
Ao final, tendo o mesmo posto rodoviário novamente como ponto de tensão, o diretor coloca o velho catatônico mais uma vez sendo vitimizado pelo abuso do poder dos policiais. Só que desta vez, em seu transe, ele reage. Soa quase como um grito de desabafo dado por Loznitsa sobre o quão desprezo foi o seu povo ao longo dos últimos 60 anos, renovando-se apenas os seus algozes.

PROGRAMA
EM CARTAZ

Girimunho
* Conteúdo somente no jornal impresso.

FOCO 

Global
A pesquisadora Alexandrina Sobreira organiza curso, de 21 de maio a 2 de junho, com especialistas na área de alternativas de desenvolvimento global no Hemisfério Sul. O evento é uma parceria da Fundaj com o Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais, uma ONG ligada a UNESCO. 

:: BLOG PERNAMBUCO.COM

Ativista norte-americano Joe Beasley fala sobre liberdade na Fundaj

O ativista norte-americano dos direitos civis Joe Beasley está no Recife. Esta tarde ele profere uma palestra gratuita na Sala Calouste Gulbenkian da Fundação Joaquim Nabuco. O encontro faz parte das comemorações do 13 de maio, dia da abolição da escravatura no Brasil.A palestra Conectando os Pontos, Assegurando a Verdadeira Liberdade para Além do Século 21 faz parte de um evento promovido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) do Ministério da Educação, Consulado dos Estados Unidos e Faculdade Maurício de Nassau.Beasley, um dos principais representantes do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos, nasceu no Estado da Geórgia, em área de produção agrícola, em 1936. Na escola, sofreu segregação em razão da cor. Chegou à universidade e se graduou em justiça criminal. Serviu às forças armadas dos Estados Unidos por 21 anos e fundou associações de apoio a militares afro-americanos.Hoje, o ativista preside a fundação que leva seu nome, criada para atuar nas áreas de educação e saúde em comunidades em situação de pobreza, em resolução de conflitos, em planejamento para o desenvolvimento econômico e industrial e no suporte a iniciativas pela defesa dos direitos humanos e sociais. Beasley também preside a Ascensão Africana, projeto criado por ele para construir uma rede de relacionamentos entre descendentes africanos ao redor do mundo e fomentar iniciativas diversas. No Brasil, ele contribuiu para formação da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. 

:: BLOG DE JAMILDO
Não houve notícia sobre a Fundaj.

:: REVISTA CLICK REC
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:: REVISTA ALGOMAIS
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:: BLOG DE INALDO SAMPAIO
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:: REVISTA CONTINENTE
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:: BLOG ACERTO DE CONTAS
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:: BLOG JOÃO ALBERTO
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:: BLOG DO MAGNO MARTINS
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