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Museu do Homem do Nordeste e Fundaj celebram o Natal em evento no dia 18

Publicado: Sexta, 14 de Dezembro de 2018, 09h05 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h07 | Acessos: 573

Já é Natal na Fundaj e no Museu do Homem do Nordeste. E, para celebrar o espírito natalino e os sentimentos propagados pela data, vamos nos reunir com familiares e amigos no próximo dia 18! Para isso, o Muhne abre uma exposição natalina, em que o presépio será multicultural, teremos uma homenagem a Rizonildo Guedes, funcionário que atua há 40 anos no museu, e apresentação cultural.

Dentre as peças expostas no presépio, teremos a Nossa Senhora africana, com o cabelo em dreadlock - penteado que faz parte do movimento rastafári, de origem  judaico-cristão e surgido na Jamaica. Além dela, outros personagens irão representar nacionalidades de todo o mundo e diversas religiões, desde alemães luteranos, ingleses anglicanos a árabes muçulmanos.

“Para o nosso Museu, muito mais importante do que as diferenças, importam as semelhanças entre as pessoas. Cor, religião, etnia, nada disso tem, de fato importância. São diferenças muito superficiais. O Museu do Homem do Nordeste tem a convicção de que os seres humanos são essencialmente iguais”, explicou a antropóloga Ciema Mello, que trabalha com a programação de museologia do Muhne.

Com a exposição, o Museu do Homem do Nordeste tem o objetivo de transmitir uma mensagem de Natal: que a data seja um marco para que as pessoas tenham mais apreço por suas semelhanças, e não pelas diferenças. Que neste Natal possamos celebrar nossas diferenças e valorizar nossas semelhanças.

Também iremos homenagear Rizonildo Guedes, funcionário mais antigo do Muhne. O conservador chefe é um exemplo de dedicação, trabalhando conosco há mais de 40 anos e cuidando com muito carinho do nosso acervo com 16 mil objetos. Rizonildo é um exemplo que nós da Fundaj e do Muhne temos o orgulho de ter trabalhando conosco.

Além disso, contaremos com a presença do poeta paraibano Chico Pedrosa. Durante o evento, o artista, que é um dos mais relevantes da Paraíba e do Nordeste, vai declamar algumas de suas obras, com temáticas que costumam falar da rotina no Sertão e da cultura popular da região. Chico já levou suas poesias de cordel pelo país e também para outros países como Portugal e Espanha.

Serviço
Data: 18 de dezembro de 2018
Horário: 16h
Local: Museu do Homem do Nordeste

 

Carta aberta de natal do Museu do Homem do Nordeste

Olá Amigos,

Por favor, olhem para o meu presépio africano rodeado por gente do mundo inteiro. Judeus, árabes mulçumanos, alemães luteranos, ingleses anglicanos, católicos franceses, russos ortodoxos. Distintos no aspecto, mas, essencialmente iguais. Gosto de vê-los assim todos juntos, reunidos e indiferentes às suas superficialíssimas diferenças.

Sou um Museu de Antropologia. Não ignoro -e respeito- a existência de ateus. Contudo, a maioria das pessoas crê em Deus. Suspeito, que a razão é porque sem Deus a vida seria incompreensível para seres que adquirem muito precocemente a consciência da morte como é o caso do HOMO SAPIENS. Por outro lado, também reconheço que há deuses mais queridos e mais festejados do que outros.

Jesus Cristo é um deles. Além de seus milhões de fiéis, dispõe de amigos. Eu estou entre eles.

Gosto de imaginá-lo Menino Deus nascendo sobre as palhas, aquecido pelo hálito de burricos, filho de uma moça do povo e de um carpinteiro, Jesus Cristinho! Bom, também gosto de imaginar o que achará o Cristo ressuscitado sobre os excessos cometidos anualmente a título de comemorar o seu aniversário? Papai Noel a soldo nos shoppings centers? Parentes que repassam seus presentes no ano anterior? Chester ou peru? A acirrada e espantosa disputa entre adversários e partidários da uva passa? Oh Jesus Cristinho e a opulência de uns não chega a ofender a pobreza de tantos?

Quem sou eu para responder a estas perguntas? Sou apenas um Museu.

Sabem, a vida real dificilmente se resolve com os manuais de museologia.

Não passo meu natal solitário. Meus objetos não são inertes. São vivos. São prolongamentos dos seus artífices. Somos dezesseis mil pessoas. Nós também festejamos. Fazemos a nossa ceia inevitavelmente “clandestina” porque, amigos a vida é assim, os museólogos festejam mas, proíbem que os museus façam e frequentem festas! E, como vocês, esperamos a visita de Papai Noel. Neste ano pedimos estantes deslizantes para a nossa reserva técnica.

Não sei se vocês vão nos incluir nos seus brindes. Nós, tenham certeza, incluiremos vocês nos nossos.

QUE JESUS CRISTINHO NOS INPIRE BRANDURA E APREÇO POR NOSSAS SEMELHANÇAS.

ESSA É A MINHA INTERPRETAÇÃO DO SALMO DE LUCAS:

- GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.

FELIZ NATAL

MUSEU DO HOMEM DONORDESTE

(O SEU MUSEU)

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