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Mediação de Leitura: construindo sentidos para a prática

Publicado: Quinta, 13 de Dezembro de 2018, 10h42 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h07 | Acessos: 584


Após 4 meses de encontros na Fundação Joaquim Nabuco, gestoras e gestores de bibliotecas de Escolas Públicas da Região Metropolitana do Recife conseguiram ressignificar vivências através da literatura. O curso “Mediação de Leitura: construindo sentidos para a prática”, iniciado em agosto de 2018, os ajudou a recuperar o significado e importância da biblioteca para o desenvolvimento e aprendizagem na escola.

Durante a etapa final, ocorrida entre os dias 6 e 7 de dezembro, os gestores apresentaram atividades de mediação de leitura feitas nas escolas. O objetivo era colocar em prática as técnicas de incentivo e interpretação de texto para tornar a leitura mais atraente e interessante para os alunos. O curso teve como facilitadoras Érica Verçosa, especialista em literatura infantil, e Cida Fernandez, graduada em Biblioteconomia.

“A demanda para esse curso é sempre grande, mas, esse ano, as expectativas foram superadas”, disse Érica. Para incentivar a leitura dos alunos e ressignificar os espaços da biblioteca, o curso foi dividido em 5 módulos, tendo 2 encontros por mês. Além disso, os diretores das escolas foram convidados à participar, mostrando a importância da mobilização de todos dentro das escolas. Além disso, um aspecto fundamental para Érica foi o ganho de autoestima dos gestores das bibliotecas, pois, muitas vezes, sentem-se desmotivados. “Muitos gestores falavam sobre sua condição de professores readaptados. Aqui eles ressignificaram essa condição, entendendo que são capazes de incentivar a mudança”.

Durante o curso, os gestores entenderam como democratizar o acesso ao conhecimento e acolher a pluralidade de perspectivas. Graças a isso, em diversas escolas, as bibliotecas voltaram a ser frequentadas pelos alunos, que logo começaram a se encontrar nos livros. Além do exercício da escuta ativa, alguns gestores utilizaram métodos criativos. Antes de apresentar a crônica “Dentro de um Abraço” de Martha Medeiros para cerca de 15 alunos, a gestora Eveline Vilar fez questão de criar um espaço mais acolhedor, incentivando conversas e abraços e substituindo o cheiro de “mofo” da biblioteca por uma essência de capim limão, ou “cheiro de chuva”, como preferiu chamar.

“A gente encontrou sentido para a prática. Aprendemos a mudar a forma de olhar para si e para o outro. Antes de ser um espaço de partilha de conhecimentos, é um espaço de humanização. Entendi que é preciso acolher o outro como ele vier e escutar atenciosamente”, afirmou Eveline. Sua colega, Geisa de Oliveira, também destacou a importância do curso. “Esse curso foi um presente. Eu ia começar 2019 erroneamente, ficando presa aos resultados ao invés de incentivar a leitura descompromissada, que liberta e acolhe”.

A gestora Vasti Silva fez sua mediação a partir da leitura do livro “O Nina”, que narra a história de uma personagem cheia de inquietações a respeito de si própria. Após fazer as dinâmicas com 13 alunos do ensino médio, constatou que “alguns se conhecem, outros ainda estão em busca da autoafirmação dentro de casa”. Já Célia Cabral, apresentou o livro “A Menina Capoeira” para 4 alunas capoeiristas. Sua ideia era relacionar as vivências reais com ficcionais para despertar reflexões. Deu certo. “A frequência da biblioteca dobrou. Os ensinamentos já começaram a ser implantados, a contação de histórias voltou a ser incentivada e a gestão participa ativamente”.

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