Relações Brasil-África são debatidas na abertura de seminário internacional na Fundaj

A Sala Calouste Gulbenkian, na Fundação Joaquim Nabuco, Campus Casa Forte, recebeu, na noite desta segunda-feira (10), a abertura do II Seminário Internacional: Educação e Cultura, Resistências e Identidades em Movimento na América Latina. O evento, que busca levantar discussões acerca da temática educação e cultura, será finalizado na sexta-feira (14).
O objetivo do seminário é desenvolver atividades que contribuam com a articulação, aprofundamento, a troca de experiência e o diálogo entre as atividades de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação Associado em Educação, Culturas e Identidades (PPGECI) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Fundação Joaquim Nabuco, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais para o Ensino Médio (Profsocio) e os Programas Institucionais Educação e Relações Étnico-Raciais (PI-ERE) e Territórios de Educação e Cultura (PI-TIC ) da Fundaj.
A mesa de abertura contou com a participação de Cibele Rodrigues, Coordenadora do Programa Institucional Território, Educação e Cultura, Cibele Barbosa, Coordenadora do Programa Institucional Educação das Reações Étnico-Raciais, Joanildo Burity, Coordenador do Profsocio e pesquisador da Fundaj e Hugo Monteiro, que representou o Programa de Pós-graduação Associado em Educação, Culturas e Identidades (PPGECI) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Fundação Joaquim Nabuco.
No primeiro momento, Hugo Monteiro, destacou a importância dos assuntos abordados no seminário. “Vendo pela minha perspectiva é um momento de estreitar relações visando fazer novas conexões e ligações. O evento busca criar novas redes para explicar as visões por meio de uma compreensão interdisciplinar. Desenvolvemos um evento leve mas consistente acerca das temáticas presentes no tema central do evento”, disse.
Após a mesa de abertura, houve o lançamento do vídeo Trocas Atlânticas, produzido pela Massangana Multimídia Produções da Fundação Joaquim Nabuco, dirigido por Cynthia Falcão com base no Projeto Trocas Atlânticas. De acordo com Cibele Barbosa, o vídeo foi produzido com o intuito de criar matérias didáticos pedagógicos. “Buscamos criar suporte para professores de educação básica e superior. A ideia desse primeiro vídeo é aliarmos duas linguagens, trabalhar uma temática relacionada a educação para as relações étnico-raciais e trabalhar os dois lados do Atlântico, daí o nome Troca Atlântica, por isso focamos na relação do Brasil com o continente Africano, principalmente a parte ocidental”, explicou.
A mesa de abertura também contou com a participação do convidado Hélio Menezes, curador e colaborador da exposição Histórias Afro-Atlânticas, que aconteceu este ano no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Tomie Ohtake. Ele mostrou a exposição numa perspectiva mais ampla, abrangendo a história e a arte visual. “Com a exposição pudemos observar que também estamos exportando conhecimento em um momento tão delicado. As trocas existentes são essenciais para a gente entender como Brasil foi formado e como ele é hoje. No geral, por exemplo, não podemos pensar na constituição da cidade do Recife sem fazer rede ou ligação com outras cidades”, completou.
Para finalizar o primeiro dia do seminário, houve uma apresentação cultural com François Moïse Bamba, contador de história vindo do Burkina Faso, na África.
As inscrições podem ser feitas antes do início das atividades, no local dos eventos. Confira a programação completa: www.even3.com.br/iiiseminariointernacional
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