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Fundaj recebe 21ª edição do Ciclo de Debates de Frente Pra Costa

Publicado: Sexta, 23 de Novembro de 2018, 16h21 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h07 | Acessos: 339

Ocorreu na manhã desta sexta-feira (23), na Sala Calouste Gulbenkian, em Casa Forte, a 21ª edição do Ciclo de Debates de Frente Pra Costa. O evento é promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, através do Centro de Estudo de Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist).

Nesta edição, houve uma mesa-redonda e o lançamento do livro "Embarcadiços do encantamento: Trabalho sinônimo de arte, estética e liberdade na pesca marítima", do sociólogo e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Cristiano Ramalho.

De Frente Pra Costa faz parte do calendário anual da Fundação Joaquim Nabuco, sendo realizado duas ou três vezes no ano. A intenção do encontro é refletir as várias temáticas da região costeira ribeirinha brasileira. O lançamento do livro faz ligação com a proposta do evento, que aborda a questão do gênero na pesca artesanal, mas também no trabalho, conservação ambiental e outros.

A abertura foi feita pela coordenadora do evento e pesquisadora da Fundaj, Lígia Albuquerque de Melo. Ela agradeceu aos participantes da mesa e convidados pela presença no evento e reforçou a importância de debater e levantar discussões acerca do tema.

"A forma que o autor aborda a temática do livro é mesmo encantadora. Sem palavras para esse trabalho. Ele aborda questões que precisam ser respeitadas em todo e qualquer ambiente", explicou.

Após a abertura, a palavra foi passada para Angelo Brás Fernandes Callou, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), especialista na área de extensão que atua no trabalho de pesca. "O trabalho desenvolvido por Cristiano no âmbito da pesca artesanal é de enriquecer qualquer pessoa que tem contato com o exemplar.

"Embarcadiços do encantamento" é um exemplar que conseguiu reafirmar e ampliar o meu ver pela via sociológica a dimensão humana da pesca artesanal para além das ciências sociais. Jamais conseguirei dimensionar o conhecimento adquirido com a leitura do livro", comentou.

Para a antropóloga de pesca, Lourdes Gonçalves Furtado, do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG-PA),  os assuntos levantados e discutidos na mesa temática são relevantes para o conhecimento, ciência, tecnologia, conservação da biodiversidade e políticas públicas com o foco na pesca.

"Este evento do lançamento do livro dentro do contexto do excelente ciclo de debates me faz pensar no tanto que as ciências sociais, a partir do enfoque antropológico e sociológico, podem contribuir.

Vários aspectos são levados em consideração, como por exemplo, o conhecimento dos povos, sendo eles indígenas ou quilombolas contribuem na organização dos valores identitários. Esses fatores são necessários para uma consciência pública sociocultural e para a compreensão do patrimônio construído", comentou.

A convicção é de que as ciências sociais aportam resultados epistemológicos para questões identificadas tanto pelas comunidades, pescadores e gestores públicos estaduais e nacionais. "Elas atuam como mediação, instrumento de monitoramento, de conservação, conflito e planejamento considerando a pluralidade étnica, linguística e cultural", concluiu.


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