Fundaj recebe Oficina Latino-Americana sobre Vulnerabilidade Social, Prevenção e Gestão de Risco
Nos dias 26 e 27 de novembro, a Fundação Joaquim Nabuco recebe na Sala José Osório, Campus Apipucos, a Oficina Latino-Americana sobre vulnerabilidade social, prevenção e gestão de risco. Coordenado e organizado por Alexandrina Sobreira, Diretora da Diretoria de Pesquisa Social (Dipes) e Neison Freire, pesquisador da Fundaj e coordenador do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para Pesquisa Social (CIEG), o evento busca compreender o fenômeno cada vez mais presente nos debates e discussões globais sobre meio ambiente, urbanização e mudanças climáticas.
A oficina é uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz, Campus Manguinhos, no estado do Rio de Janeiro, Fundaj, e instituições internacionais. De acordo com Neison, os parceiros envolvidos no tema estão preocupados em entender a repercussão do que vem acontecendo ao longo dos anos. "Não temos um problema pontual, que aconteceu somente ontem, por exemplo. Estamos falando de algo que perdura durante anos e que envolve diversos fatores. Isso reflete bastante em como estamos ocupando certas áreas. Deslizamentos e inundações são resultados de ocupações irregulares. Esse é somente um exemplo dos milhares que existem", explica.
A oficina é uma das atividades do projeto de pesquisa das Mudanças Climáticas no Bioma Caantiga: sensoriamento remoto, meio ambiente e políticas públicas (CLIMAP), que está locado no Programa Institucional (PI5). A Fundação Joaquim Nabuco é a única instituição no Brasil que desenvolve estudos desastres naturais focando na abordagem de vulnerabilidade social. Para Neison a ocupação de áreas não próprias para moradia, atividades relacionadas ao comércio e indústrias influenciam nas altas taxas de vulnerabilidade social. "No encontro vamos ter presentes representantes da Argentina, Colômbia, México e Uruguai. Esses países possuem diferentes abordagens e experiências acerca do assunto. O tema é tão abrangente que a nasceu a necessidade de criar um fórum para compreender e estudar os riscos causados pelos desastres", pontuou. "Toda decisão que tomamos no nosso cotidiano influencia e oferece situações arriscadas para nossa natureza", completou.
Além dos países Latino-Americanos que já estão participando da rede, Chile e França também serão inseridos no processo futuramente. A oficina também contará com a apresentação de uma pesquisa comparativa das condições de vulnerabilidade na Província de Santa Fé, no Pampa Argentino e do Estado de Pernambuco, especificamente na Zona da Mata Norte e Sul. A conferencista, professora e pesquisadora da Universidade de Buenos Aires, Cláudia Natenzon, será responsável por coordenar a apresentação.
PROGRAMACÃO:
Segunda feira, 26 de novembro de 2018
9:00h Abertura - Dra. Alexandrina Sobreira
9:30h Apresentação da proposta e modalidade de trabalho para esta Oficina.
As deliberações terão como ponto de partida o relatório final do Projeto de Cooperação Técnica Internacional para o desenvolvimento de um estudo comparativo das condições de vulnerabilidade social entre Brasil e Argentina, e sua relação com os desastres naturais.
10:30h Esquema teórico-conceitual referente ao arcabouço institucional de gestão de riscos, vulnerabilidade social diante de desastres e prevenção.
12:30h Almoço
14:00h Desenvolvimento de aspectos metodológicos em relação a:
a. Comparação entre os quadros institucionais e de gestão dos países envolvidos;
b. Diagnóstico da vulnerabilidade social diante dos desastres e sua comparação entre os países envolvidos;
16:00h Coffee-break
c. Análise institucional da gestão do risco de desastres, com especial atenção à prevenção, identificando semelhanças e diferenças entre os países;
d. Futuro do GRD, vulnerabilidade social e prevenção em contextos nacionais de restrição orçamentária.
18:00h Fim das atividades do dia
Terça feira, 27 de novembro de 2018
9:00h Revisão dos resultados obtidos no dia anterior. Discussão de estudos de caso em países de diferentes níveis: unidades político administrativas no nível subnacional (Províncias na Argentina, Estados do Brasil, Departamentos na Colômbia e Uruguai) e casos municipais selecionados.
10:20h Os casos já desenvolvidos para Argentina e Brasil no projeto Fundaj / Unesco que levaram em conta Santa Fé e Pernambuco.
12:30h Almoço
14:00h Identificação de tarefas e atividades. Elaboração do cronograma de trabalho Conformação da equipe, identificação dos perfis a serem incorporados e atribuição de responsabilidades.
16:00h Coffee-break
16:20h Identificação de custos e preparação de um orçamento provisório.
17:30h Configuração da agenda para o próximo semestre. Reuniões futuras. Compromissos institucionais a serem gerenciados em cada caso nacional.
18:00h Fim das atividades do dia e despedida.
PARTICIPANTES:
BRASIL:
1) Alexandrina Sobreira
Diretora de Pesquisas Sociais (DIPES)
FUNDAJ - Fundação Joaquim Nabuco
Recife, Pernambuco
2) Neison Freire
Pesquisador Titular
FUNDAJ - Fundação Joaquim Nabuco
Recife, Pernambuco
3) Carlos Machado de Freitas
Coordenador do CEPEDS - Centro de Estudos e Pesquisas em Emergência e Desastres em Saúde
FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz
Rio de Janeiro, RJ
COLÔMBIA:
4) Rogelio Pineda Murillo
Pesquisador
Universidade Autônoma de Manizales/ Universidade de Caldas Manizales
URUGUAI:
5) Walter Morroni
Diretor de Planejamento
SINAE - Sistema Nacional de Emergência
Presidência da República e Professor
Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação
UDELAR – Universidade da República
Montevidéu
MÉXICO
6) Argélia Tiburcio Sánchez
Professora Titular do Instituto Tecnológico Superior de Cajeme – ITESCA
Ciudad Obregón, Sonora, Mexico
ARGENTINA:
7) Ricardo Castro-Díaz
Pesquisador
Universidade Autônoma de Entre Rios/ Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
E Professor visitante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2019/2022)
Oro Verde (Argentina) / Rio Grande do Sul (Brasil)
8) Claudia E. Natenzon
Professora e pesquisadora da Universidade de Buenos Aires – UBA e
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – FLACSO (Argentina)
Buenos Aires.
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