Muhne recebe o X Seminário Memória, Museologia e Patrimônio
Debater a importância dos arquivos e memórias dos museus é fundamental para a valorização e preservação da nossa cultura e história. Por isso, o Museu do Homem do Nordeste recebeu na última quinta-feira a 10ª edição do Seminário Memória, Museologia e Patrimônio. A mesa, intitulada "Memória Institucional: a construção de arquivos de museus" contou com a participação de Maria Celina Soares, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST-RJ) e Marília Bivar (Muhne/Fundaj), que explicaram como é a experiência de cada uma em arquivos institucionais de museus.
“Por que estudar e debater as Memórias Institucional e Arquivos de Museus?”. A partir dessa pergunta, a coordenadora da Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra), Albertina Malta, abriu a mesa destacando a importância de documentos para a história da humanidade. Ela disse que qualquer que seja o objeto, pintura ou artefato, ele conta uma história e torna-se um documento. “A memória da humanidade é primordialmente visual e a comprovação dessa afirmação está nos desenhos pré-históricos, que representam o registro mais antigo, que se preservou nas cavernas. Esses desenhos atestam que a imagem é comunicação, é informação, é representação simbólica, é documento”, explicou.
A partir do contexto histórico, Albertina falou sobre o valor do trabalho de preservação dos documentos e da memória para a sociedade. “O acesso livre ao patrimônio cultural, aos acervos documentais, às obras de arte, possibilita que a história e a memória dessa sociedade sejam vistas e revistas, e, por outro lado, faz com que essas informações exerçam um papel de matéria-prima para a produção do conhecimento”.
Em seguida, Maria Celina Soares falou sobre a importância da preservação de arquivos institucionais. “Num arquivo institucional você vai preservando a história da instituição e você consegue reconstituí-la depois”, ela explica e em seguida acrescenta que o museu tem acervo composto de múltiplas proveniências, por isso é essencial que o registro de cada material, com seu determinado contexto, seja mantido para não só contar a história da humanidade, como também do museu.
Marília Bivar continuou o debate explicando como é o trabalho de armazenamento e organização de arquivos na Fundaj e no Muhne. Durante a apresentação, ela também defendeu a divulgação desse material para o público. “O objetivo da gente é abrir para pesquisas internas, seja para produção de artigos internos, seja para consulta administrativa, e também para pesquisas externas, para a produção de TCCs, dissertação e artigos científicos”, disse. Em seguida, ao citar o exemplo da tragédia que aconteceu no Museu Nacional (Rio de Janeiro), Marília concluiu: “Preservem suas atividades, registrem suas atividades, é importante. O arquivo é memória e a prova do que a gente está fazendo”.
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