7º epePE consolida vocação educacional da Fundaj
O 7° Encontro Educacional em Pernambuco (epePE) foi um sucesso. Realizado na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), teve recorde de inscritos dentre todas as edições. Foram 1.664, sendo 1048 estudantes de graduação e pós-graduação, 528 professores e pesquisadores e 76 monitores cadastrados. Os participantes tiveram a oportunidade de fomentar os debates na área da educação e pesquisa de Pernambuco.
Durante os três dias de evento, muito se debateu e refletiu acerca da complexidade da pesquisa em educação e os processos de colonialidade vivenciados através da história na América Latina. As palestras ministradas, rodas de diálogos e apresentações de trabalhos submetido com base no tema central “Diálogos entre saberes: rupturas epistemológicas na pesquisa em educação” promoveram a discussão sobre os diferentes saberes e conhecimentos, muitos deles nascidos de movimentos sociais de diferentes povos e culturas, como os quilombolas, indígenas, povos de terreiros, entre outros.
O tema central surgiu de uma discussão sobre sua importância epistemológica sob a perspectiva dialética e decolonial. Além disso, o destaque dessa edição contou com o ponto de vista internacional, com a realização do Colóquio Internacional ‘Diálogos entres saberes e Direito à educação’ voltado para as políticas educacionais e o direito à educação na América Latina, que surgiu através de esforços conjuntos da Fundaj com a Clacso e a Rede Latinoamericana de Estudos sobre Trabalho Docente (Redestrado).
O epePE, que consiste em um espaço de diálogos entre os grupos de pesquisa do estado, contando com a participação de professores, pesquisadores, estudantes e ativistas de movimentos sociais, traz a tona um ambiente de importante relevância para que transformações reais possam ser alcançadas, principalmente no campo social e da educação, a partir de um olhar dialógico na produção de conhecimentos e na relação entre educadores e educandos é a motivação que molda o encontro. “Em um contexto e intolerâncias e em um momento de instabilidade política, o diálogo é o que necessitamos. As soluções para os grandes problemas não são fáceis, mas passam por termos mais democracia, mais justiça social, mais igualdade e mais respeito. O caminho é o diálogo, é investirmos em mais educação.” destaca Cibele Rodrigues, coordenadora do encontro e pesquisadora da Fundaj. Debates como esses, auxiliam na inserção de novas identidades e culturas nos ambientes escolares e nos currículos, visando uma pluralidade cultural e uma maior democratização do setor educacional, formando consciências críticas e combatendo desigualdades sociais.
A Fundação Joaquim Nabuco, que vem sendo o principal organizador dos encontros e que sempre conta com o auxilio e participação de outras instituições de pesquisa, dessa vez contou com as parcerias do Centro de Estudos em Cultura, Identidade e Memória (CECIM) e do Departamento de Educação da UFRPE para sua bem-sucedida realização. O grande número de inscritos, que vem aumentando a cada edição, impõe também maiores trabalhos e preparações, como conseguir lugares mais amplos, para que o encontro aconteça de forma agradável. “As expectativas foram atendidas na medida em que a programação aconteceu como prevista,e os trabalhos foram, na sua maioria, apresentados.Para próxima edição pensaremos em um estrutura que leve em consideração que muitas pessoas se inscrevem no evento mas não participam da sua programação como um todo por diversas questões, entre elas compromissos de trabalho” conclui Cibele.
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