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Encontro na Fundaj debateu Instituições de Longa Permanência para Idosos

Publicado: Quinta, 06 de Setembro de 2018, 10h16 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h08 | Acessos: 360

Em virtude do aumento da perspectiva de vida e da população idosa no Brasil e em Pernambuco, muito tem se debatido sobre o envelhecer e sobre a condições  que os idosos têm que enfrentar quando atingem essa fase da vida. Pensando nisso, na última terça-feira (04), a Fundação Joaquim Nabuco organizou, por meio  do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra) e do Instituto Boa Vista (IBV), o seminário "ILPI - Instituições de Longa Permanência para Idosos: Medos, Mitos e Fatos". O encontro faz parte do projeto " Acervos para a Educação, a cultura e a Cidadania", que visa produzir registros documentais sobre temas relevantes do presente e sobre grupos sociais que necessitam da garantia de seus direitos sociais, urbanos e coletivos, como é o caso dos idosos.

Na sociedade brasileira, infelizmente, os asilos ocupam uma posição negativa no imaginário coletivo, sendo geralmente associadas a pobreza, negligência e abandono. Esse estigma pode ser decorrente da institucionalização da velhice que começou como uma prática assistencialista, a qual era resultado da pobreza individual e familiar da população. Assim, os chamados "asilos" se cristalizaram como instituições para idosos pobres, o que passou a gerar preconceito nos outros setores da sociedade. Sendo assim, até hoje a procura por  asilos ou ILPIs é considerada uma atitude polêmica, principalmente se a decisão da internação é tomada pela própria família. A palestra se propôs a desfazer vários mitos e estereótipos que circundam a ideia dos asilos e esclarecer fatos acerca das ILPIs.

"A Fundaj desde a década de 80, com a pesquisadora Mirian Brindeiro e, em seguida, por meio de mim, desenvolveu pesquisas sobre o envelhecimento.  Já alertávamos naquela época dos desafios postos pelo envelhecimento populacional. Não é mais possível pensar em uma cidade, um país, um tipo de desenvolvimento econômico que não considere a inclusão da população idosa. São os novos desafios. Vem sendo tratado com um alarmismo pessimista desnecessário, pois é bom lembrar que o envelhecimento da população abre novas perspectivas dentro da sociedade (novos cursos, novas profissões, novas demandas, novos consumos) e só se tornará problema se houver um planejamento de cidade ou economia com base no perfil demográfico relativo à uma população majoritariamente jovem. A Fundaj está entre os pioneiros que vem alertando sobre esta necessidade." esclareceu Isolda Belo, doutora em Sociologia, mestre em Gerontologia Social, pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e mediadora da palestra.



O termo ILPIs - Instituições de Longa Permanência para Idosos, veio para substituir a ideia pejorativa que o termo asilo carrega, sugerido pela sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),  essas vão constituir  em residências coletivas que oferecem cuidados  24 horas por dia para pessoas que requerem ajuda nas atividades de rotina e que tenham necessidades de saúde identificada. As ILPIs vão cumprir as funções de abrigar e cuidar de pessoas desamparadas ou que estejam impossibilitadas economicamente, fisicamente e mentalmente de estar junto às suas famílias e à comunidade. Devido a isso é muito comum associar essas instituições à estabelecimentos de saúde, porém elas fazem parte apenas da rede de assistência social, em que os residentes vão receber serviços médicos, medicamentos, moradia, alimentação e vestuário. A Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa), definiu Ilpis como “instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinadas a domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania”.

No Brasil, em Pernambuco e no mundo essas instituições constituem a forma mais antiga de atendimento ao idoso fora do convívio familiar,  porém, a falta de políticas públicas voltadas para esse setor da população ainda causa problemas na qualidade dos serviços oferecidos, o que acaba afetando a vida dos residentes. Junto à isso, casos de negligência, abandono e maus-tratos denunciados pela mídia contribuíram para a imagens negativa dessas instituições e reforçaram os preconceitos já existentes.  Com o aumento da população idosa a demanda por essa modalidade de cuidados tende a crescer cada vez mais, obrigando uma maior atenção por parte da população e do governo e tornando palestras e debates como esse  de extrema importancia. "Com a transição demográfica, nós percebemos a necessidade de mais serviços voltados para a população idosa e as Instituições de Longa Permanência acabam sendo uma opção importante, sejam públicas, privadas ou filantrópicas. Um evento como esse estimula profissionais da area e estimula a sociedade como um todo a se debruçar mais nessas questões das ILPIs e da população idosa", afirma André Cabral, psicólogo e mestrando em Gerontologia pela UFPE, palestrante no evento.

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