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Processos de aprendizagem são tema de roda de conversa na Fundaj

Publicado: Sexta, 31 de Agosto de 2018, 15h43 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h08 | Acessos: 471

A Fundaj recebeu, nesta sexta-feira (31), em Apipucos, a roda de conversa Intenção e Atenção no processos de aprendizagem - por uma educação ambiental “fora da caixa”. A motivadora da conversa foi a pesquisadora Rita Muhle, doutora em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que está em Pernambuco realizando sua pesquisa de pós-doutorado na UFRPE.

Participaram do debate professores e pesquisadores da Fundaj e da UFRPE, marcando a parceria entre o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação e Sustentabilidade (GEPES) e o Programa Institucional Educação, Governança e Sustentabilidade (PI5). Uma das participantes da roda de conversa foi Solange Coutinho, pesquisadora e representante da Fundação na Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental no estado.

Durante o discurso inicial, Rita apresentou um artigo que fez em parceria com a professora Isabel Carvalho, também da PUCRS. A pesquisadora explicou que para a produção do trabalho optou por utilizar o seu campo de pesquisa e experiências profissionais na área de educação ambiental.

A ideia era analisar como a educação “fora da caixa”, ou seja, fora da perspectiva do modelo tradicional em sala de aula, estava sendo aplicada. Para observar o campo de aprendizado fora do contexto formal de ensino, Rita e Isabel usaram o referencial teórico da educação da atenção, do antropólogo Tim Ingold. Para isso, a pesquisadora explicou, através de uma experiência de observação, como muitas vezes a proposta do ensino e pesquisa está tão focada (ou intencional) no objeto de estudo, que a atenção fica de lado, não permitindo o olhar mais amplo para o todo e deixando o processo engessado.

“Esse conceito da educação da atenção, do Tim Ingold, tenta romper um pouco da construção do conhecimento da aprendizagem como uma transmissão. Ele não vê a aprendizagem como uma transmissão, mas como um descobrimento do indivíduo. Como o aluno se apropria dessa aprendizagem”, explicou Rita. A pesquisadora acrescentou que o referencial teórico utilizado, tenta mostrar como o processo de aprendizagem pode ser uma abertura para a experiência, desde que os docentes e alunos se permitam a ex posição, a posição fora da zona de conforto.

Após a apresentação do artigo de Rita e Isabel foi aberta a rodada de perguntas. Nessa etapa, os pesquisadores presentes discutiram qual seria a melhor forma de sair da “caixa” ainda que o sistema educacional não esteja nessa posição. Eles refletiram através da perspectiva de provas de concursos ou Enem, por exemplo: como propor a educação em um modelo atencional se os alunos vão encontrar exames que exigem a educação intencional?

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