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Pesquisa sobre a valorização de docentes no Nordeste é apresentada na Fundaj

Publicado: Sexta, 24 de Agosto de 2018, 11h04 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h08 | Acessos: 1007

O Seminário Internacional Valorização Docente na Educação Básica contou, nesta quinta-feira (23), com a apresentação da pesquisa voltada para o mesmo tema. Na mesa, estavam presentes os professores Edmilson pereira e Dalila Oliveira, do Gestrado UFMG, e a pesquisadora da Fundaj, Cibele Rodrigues. A mediadora foi a professora da Fundaj, Darcilene Gomes.

O projeto de pesquisa, chamado “Docência na Educação Básica”, integra como campo de atuação os estados brasileiros e, principalmente, do Nordeste. Com o objetivo de identificar e analisar as transformações da Educação Básica das escolas, o programa pretende contribuir para a criação de políticas públicas que visem a melhoria do ensino. É o que explica a professora Lívia Fraga, da Faculdade de Educação da UFMG: “Esperamos que a pesquisa possa ajudar a elaborar melhorias na educação do Brasil e principalmente do Nordeste”. A pesquisa é voltada para o ensino público e vai ser realizada entre os anos de 2018 e 2020.

A Fundação Joaquim Nabuco é uma das instituições parceiras durante a coleta de dados para a produção do relatório do projeto. A pesquisadora Cibele Rodrigues comenta a colaboração. “Vai ser espetacular essa parceria porque a gente vai poder fazer essa troca de experiência e aprender bastante”. Durante a apresentação, os professores mineiros destacaram a importância da parceria com estados nordestinos. Eles explicaram que a colaboração de professores que vivem os desafios da docência - cada estado com suas particularidades - era muito importante para o projeto.

O Gestrado - centro da UFMG que faz pesquisas sobre o trabalho docente - fez também uma parceria com o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) a fim de entrevistar professores e funcionários das escolas pernambucanas e analisar as condições as quais se realiza o trabalho dos docentes no estado.

Cibele Rodrigues explica a importância de uma análise que vai além dos resultados das escolas e das notas dos estudantes. “A gente entende que todos esses dados das pesquisas, principalmente no Nordeste, a gente tem que levar em consideração o contexto de desigualdades educacionais”. Partindo disso, a pesquisa visa analisar também os aspectos socioeconômicos dos profissionais da educação. Durante o seminário serão apresentadas as análises das políticas estaduais de educação nos estados do Nordeste.

Também esteve no Seminário Internacional Valorização Docente na Educação Básica, o professor francês Romuald Normand, da Universidade de Estrasbugo. Ele apresentou a aula inaugural do Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (ProfSocio) falando sobre as políticas educacionais francesas. Durante o seminário, ele falou sobre como a França absorve essas políticas externas e as adapta para a realidade vivida no país. Ele fez também uma análise dos avanços e mudanças no decorrer dos anos, citando os atores e instituições importantes durante o processo.

Discussão voltada ao estados
Durante a tarde, o seminário trouxe à debate cinco nomes de peso para formarem a bancada do evento: Edson Andrade (UFPE), Elizeu Clementino (UNEB), Carlos Pinheiro (UFCE), Lucinete Lima (UFMA) e Silvana Bretas (UFS), além dos comentaristas Adriana Duarte e Carlos André Gomes, ambos do Gestrado. A gestora da Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional - Difor, Eline Nascimento, e o pesquisador da Diretoria de Pesquisas Sociais, Morvan Moreira, coordenaram as apresentações.

Reiniciada às 14h, a primeira mesa teve como tema as  "Políticas estaduais de educação: os estados de Pernambucano e Bahia", onde foram apresentadas pesquisas, programas, ações e até mesmo antigas propostas para tornarem o ensivo de ambos os estados referência nacional. O palestrante Edson levou ao público as noções gerais e conjunto de diretrizes assim delineadas, como a redução do absenteísmo dos professores, a implantação de modelo de avaliação, a correção de fluxo idade/série escolar e, por fim, a inserção de escolas de referência. Além de constatações, o professor fez uma análise crítica acerca da ideia inicial do suposto adsenteismo.

Em segunda experiência em parceria com a Fundaj, Elizeu buscou valorizar as redes de colaboração de pesquisa, que tendem a fortalecer todos os programas públicos. O professor da UNEB mostrou aos professores e gestores presentes no evento bateu na tecla do desenvolvimento da educação básica, onde ressaltou a forma de como pensar as políticas de gestão escolar e pedagógicas, condições de trabalho docente, remuneração e formação continuada.

Para fechar o debate desta quinta-feira, a segunda mesa do seminário manteve o tema da primeira, mas com o foco nos estados do Ceará, Maranhão e Sergipe. Os expositores Carlos Pinheiro (UFCE), Lucinete Lima (UFMA) e Silvana Bretas (UFS) formaram a bancada onde discutiram sobre temas necessários para o avanço educacional, abordando assuntos como as estruturas organizacionais e atendimento da edução infantil, ensino fundamental e ensino médio.

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