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Laborarte oferece curso de conservação e restauração de azulejo

Publicado: Quarta, 22 de Agosto de 2018, 16h04 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h08 | Acessos: 528

Representando parte do nosso Patrimônio Histórico e Artístico, o azulejo tem grande importância no conjunto arquitetônico brasileiro. Presente em grandes instalações, como igrejas e palácios, ele é popular também nas residências da população.

O Curso de Conservação e Restauração de Azulejo, que começou na última terça-feira (21), no Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte) da Fundaj, tem o objetivo de mostrar a história desse patrimônio, importância de sua restauração e as técnicas para preservá-lo.

As aulas são ministradas pelo professor Antônio Luís Ramos Sarasá Martin, que também é conservador e restaurador. “A importância do curso é a sensibilização das pessoas para a arte da azulejaria. O principal aqui é eles colocarem a mão na massa, se aproximarem e se apaixonarem pela questão da azulejaria. Esse é o nosso intuito”, explica Antônio. Sobre o curso estar acontecendo na Fundação Joaquim Nabuco, ele destaca que “a Fundaj, na verdade, é uma grande semente de produção cultural. É muito importante para a gente essa manifestação aqui, num grande celeiro das artes, um grande celeiro da ciência e tecnologia. Para nós é importante o que está sendo feito aqui”.

Um dos alunos do curso é o aposentado Alexandre Aguiar de Oliveira. Ele afirma que já tinha um conhecimento teórico sobre azulejaria, mas gostaria de aperfeiçoar. “Moro lá na Cidade Alta, em Olinda, onde a gente aspira arte. Eu vi essa oportunidade e, como curioso, vim buscar mais conhecimento. Penso em investir nessa área também”.

Além das aulas teóricas, que têm como objetivo fazer uma apresentação acerca da Arte da Azulejaria na Arquitetura e das técnicas de conservação, o curso conta com aulas práticas. Nessas, os alunos tem a oportunidade de visitar o bem cultural da Fundaj e seu patrimônio azulejar, para assim, praticar a azulejaria.

Ana Marques, coordenadora do Laborarte explica que o laboratório pretende aplicar o conhecimento adquirido em um projeto que consiste na restauração do complexo azulejar do antigo casarão de Francisco Ribeiro, em 2019. Apesar de já conhecer a técnicas de conservação e restauração de azulejos, ela diz o porquê do curso ser tão importante. “A gente quer também conhecer outros materiais, fazer nossas pesquisas, nossos experimentos para também fazer a aplicação desses materiais no Laborarte. A gente capacita e depois faz uma pesquisa e estudos baseados no aprendizado e aplica aqui mesmo”.



Restauradora do Laborarte, Cecília Sátiro, diz que o curso tem agregado novas informações e técnicas sobre a prática nos azulejos. “A gente também está aprendendo toda história do azulejo, está aprendendo a identificar técnicas, identificar origens e também está vendo toda a questão de como ele foi feito, e não só a parte do depois da restauração”. Esse é o primeiro curso de azulejaria promovido pela Fundação.

Quem também se interessou pelo curso foi o técnico da Fundarpe na área de restauração, Roberto Carneiro da Silva. Ele pretende utilizar o conhecimento adquirido reforçando o que já é feito em seu trabalho. “Eu pretendo passar da melhor forma possível, fazendo esse estudo bom comparativo e passar através do que eu costumo fazer na área de preservação do patrimônio material macro. As técnicas são as mesmas, a forma de aplicação se difere muitas vezes, pela tecnologia”. Sobre o curso ter sido aberto ao público, Roberto explica que a abertura é fundamental para a preservação da arte de azulejaria. “A gente tem um grande grupo aqui que são formados até mesmo de geógrafos, então são pessoas que certamente vão multiplicar de alguma forma, seja com a mão na massa, ou seja orientando, ou seja reinvidicando essa necessidade que a gente tem aqui em Pernambuco”.

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