Fundaj homenageia Maximiano Campos, nesta terça-feira (07)
A próxima terça-feira, 7 de agosto, representa um marco histórico para o Recife, em especial para a Fundação Joaquim Nabuco. A data simboliza os 20 anos de falecimento do escritor Maximiano Campos, que, em conjunto com Gilberto Freyre, ajudou a fundar o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, e foi, posteriormente, superintendente do Instituto de Documentação. Para celebrar a memória de Maximiano, a data será celebrada com a fixação de uma placa de metal registrando seu aniversário de falecimento.
A homenagem ficará na Edifício Paulo Guerra, no campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, ao lado da placa do seu irmão, o ensaísta, jornalista e escritor Renato Campos. A cerimônia, situada dentro do início das celebrações dos 70 anos da Fundaj, ocorre às 11h na sala Gilberto Freyre, também em Casa Forte.
Dentre os convidados para saudar a trajetória pessoal e profissional de Maximiliano, está o escritor, historiador e antigo colega de trabalho do homenageado, Frederico Pernambucano. Ele pretende situar Maximiniano no quadro histórico da Fundaj. “Para mim, significa um ato de justiça a um dos colegas de repartição de maior destaque naqueles tempos recuados, responsáveis pelas origens da Fundaj. E que contribuiu para o aprimoramento dos estudos que eram feitos na Instituição.”
Seu filho, o advogado, escritor e presidente do Instituto Maximiano Campos, Antônio Campos, também participará das homenagens, compartilhando e expressando a admiração pela biografia literária do seu pai, um poeta, ficcionista e cronista. Em seu depoimento, Antônio faz questão de destacar o humanismo presente em todas as obras de Maximiano. “Em um tempo de vulgaridade artística que confunde talento com mercadoria, são poucos os que, como meu pai Maximiano, preservaram, na ficção e na poesia, a sua visão humanista primordial e digna, através da qual desenhou a vida. Tinha uma teoria, a da coragem invicta e era um domador de sonhos”, afirma.
Antônio ainda expressa a relevância da solenidade para sua família. “O evento registrando os 20 anos do falecimento do escritor e ex-funcionário da Fundaj Maximiano Campos, no início das celebrações dos 70 anos da Fundaj, colocando uma placa ao lado de uma semelhante de seu irmão Renato Campos, emociona a família do escritor ante os vínculos culturais e afetivos com a Fundaj e toda uma geração que passou por essa casa de pesquisa e cultura”.
A atual presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Ivete Lacerda acredita que a solenidade está de acordo com a missão institucional: a valorização da cultura. “A cerimônia é um reconhecimento da importância de Maximiano, um verdadeiro ‘fundajiano’ e baluarte na questão da poesia. Não há nada mais justo do que homenageá-lo”. Ivete revela ainda que mais homenagens ao escritor serão feitas durante as celebrações dos 70 anos da Fundaj. “A placa marca apenas o ínicio. Em novembro, faremos uma exposição com todo o acervo de Maximiano”, informa.
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