Sai Resultado da 13ª Edição do Concurso Rucker Vieira
Foi realizada hoje, terça-feira (24/7/2018), a reunião da Comissão Julgadora da 13ª Edição do Concurso de Roteiros Rucker Vieira, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco/Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte, através da Massangana Produções Audiovisuais Educativas, tendo sido aclamados como vencedores os seguintes projetos:
Título: Sobre Memórias e Fronteiras
Autor (a): Pedro Maia de Brito Cavalcanti (PE)
Sinopse: A Ocupação Eliana Silva (Belo Horizonte, MG), sugerida em abril de 2012, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), ficou vinte e um dias cercada por viaturas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e, ainda no dia das mães daquele ano, mais de trezentas famílias sem-teto foram brutalmente despejadas com uso de um forte aparato policial. Dois meses depois, ocuparam outro terreno a menos de duzentos metros de onde haviam sido desalojadas e estabeleceram ali uma comunidade que é hoje um modelo de auto-gestão. O filme “Sobre Memórias e Fronteiras” propõe uma aproximação íntima dessa comunidade, sua história e seus cotidianos, a partir da articulação de dois movimentos centrais: de um lado o uso de imagens de arquivo produzidas pelos moradores durante a primeira ocupação e o despejo; e, do outro, acompanhamento da vida de Indianara, mulher, negra, lésbica e coordenadora da Ocupação, em seu cotidiano na comunidade, momento em que o filme estará aberto para que, como propõe Comolli em “Sob o Risco do Real”, a realidade possa intervir e inscrever-se em cada plano filmado.
Título: Caminhos Encobertos,
Autora: Maria Clara Guiral Bassi (SP)
Sinopse: A história indígena encoberta de São Paulo é revelada nos caminhos de Leandro, um jovem estudante em processo de autodeclaração da sua identidade indígena; e de Vitor, liderança Guarani Mbya da aldeia Tekoa Pyau na Terra indígena Jaraguá localizada na zona noroeste da metrópole. Nas andanças pela aldeia e pelas ruas de São Paulo, eles contam a história de migrações, etnocídio, e resistência dos indígenas que a cidade esconde na sua própria materialidade. Assim, iluminam que o apagamento da memória da cidade está intimamente ligado ao apagamento das histórias familiares e individuais, provocando a negação do direito à memória, fundamental para o reconhecimento da identidade indígena e para garantir aos povos originários seu legítimo direito à terra.
O corpo de jurados foi composto pelos seguintes integrantes: Anízio Lopes de Andrade Filho, Analista em Ciência e Tecnologia da Fundação Joaquim Nabuco, lotado na Massangana Produções Audiovisuais Educativas/Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte, que presidiu os trabalhos da referida comissão; Kianny Gil Martinez, bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pernambuco. Cineasta, fotógrafa e produtora audiovisual. Atualmente, trabalha junto à coordenação de produção da TV Pernambuco; Gabriela Alcântara, Mestra em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGCOM-UFPE). É professora dos cursos de Cinema, Publicidade e Jornalismo da AESO Barros Melo, em Olinda/PE, e diretora e roteirista de cinema; Bárbara Araujo Gomes e Souza, bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pernambuco. Produtora de curtas-metragem; já foi colaboradora da Massangana Produções Audiovisuais Educativas/Fundaj em vários projetos audiovisuais.Francini Nicolau Barbosa de Gusmão, bacharel em Comunicação Social pela Universidade Anhembi Morumbi/SP, roteirista de cinema e autora de roteiro de filmes e séries para televisão.
Foram inscritos 41(quarenta e um) projetos, oriundos de 10 Estados da União: PE – 14; PB – 7; MA – 1; PA – 1; MG – 2; RJ – 7; SP – 5; PR – 2; SC – 1 e RS – 1.
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