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Atlas das Caatingas será lançado pela Fundaj na UNIVASF

Publicado: Segunda, 23 de Julho de 2018, 11h27 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h09 | Acessos: 991

Após quatro anos de extensa pesquisa, conduzida pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em parceria com outras universidades, pesquisadores e professores da comunidade científica brasileira e internacional podem finalmente comemorar a chegada de um livro completo e atualizado sobre o bioma Caatinga. O “Atlas Das Caatingas” promete uma abordagem inovadora, com vários mapas, imagen​s de satélite, gráficos, fotografias e levantamentos florísticos das áreas pesquisadas em 14 unidades de conservação de proteção integral da Administração Federal no Bioma Caatinga.

O “Atlas” contém texto bilíngue em português e inglês e será lançado no dia 31 de julho, durante o seminário Embrapa Semiárido, em Petrolina. A edição e coordenação é do pesquisador da Fundaj, Neison Freire e entre os autores estão Alexandrina Sobreira (Fundaj), Débora Moura (UFCG), Janaína Barbosa (UFCG), José Iranildo de Melo (UEPB) e Admilson Pacheco (UFPE), além do auxílio de bolsistas de iniciação científica e estagiários de várias áreas do conhecimento.

De acordo com Neison Freire, pesquisador e supervisor do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social Mário Lacerda de Melo (CIEG) da Fundaj, o livro “representa um enorme esforço de pesquisa interinstitucional, no sentido de preencher uma lacuna do conhecimento científico sobre o único bioma exclusivamente brasileiro”. Neison ainda conta que, durante a pesquisa, estiverem presentes obstáculos como as grandes distâncias e dificuldade de acesso às unidades de conservação, além das altas temperaturas, falta de infraestrutura para receber pesquisadores e poucos estudos atualizados sobre o tema.

Para ele, “o livro Atlas das Caatingas (no plural mesmo, pois constatamos que existem várias "caatingas", tanto nas espécies da flora, como na paisagem e nos conflitos socioambientais) é inovador ao propor uma metodologia que combina diferentes técnicas de sensoriamento remoto  (imagens de satélites) com levantamento florístico e expedições de campo. Trata-se da mais completa e atualizada publicação sobre a caatinga já produzida no Brasil.”

O professor José Iranildo de Melo, responsável pela taxonomia das espécies pesquisadas nas unidades de conservação da Caatinga, acredita que o trabalho será amplamente citado por profissionais de diferentes áreas, mas principalmente pela área de geografia e ciências florestais, englobando vários cursos de engenharia e de ciências biológicas. Ele acredita que o diferencial do livro é a abordagem de variados aspectos.

“Estão presentes aspectos sobre geomorfologia, flora e até socioambientais, que são traços imensamente importantes para que sejam tomadas decisões, especialmente sobre políticas públicas de conservação, que é o esperado com a publicação. Porque no Brasil muito se fala de políticas públicas voltadas para conservação da natureza, mas quando existem estão exclusivamente no papel”, explica.

Com o apoio cultural da Unesco e do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga, o livro integra as atividades comemorativas da entrada dos 70 anos de existência da Fundaj.

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