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Pesquisa mostra influência da Fábrica de Tecidos de Camaragibe na industrialização do estado

Publicado: Quarta, 23 de Mai de 2018, 14h19 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h09 | Acessos: 1056

23.05.2018

Fotos, textos e documentos históricos do acervo da Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira (CEHIBRA) da Fundaj foram resgatados para uma pesquisa que registra a influência da Companhia Industrial Pernambucana e a Fábrica de Tecidos de Camaragibe no processo de industrialização do estado. A pesquisa, que durou 4 anos e meio, foi conduzida por Tereza Cristina Collier, neta do engenheiro-fundador da fábrica, Pierre Collier e será apresentada nesta quinta-feira (24).

O trabalho mostra o impacto da fábrica do fim do século XIX aos dias atuais, desde quando as paisagens ainda eram agrícolas até quando a urbanização se instaurou. “Eu sabia que tinha uma relação com a origem do povoamento e quis verificar isso com a documentação”, conta Tereza. No auge dos anos da Fábrica de Tecidos de Camaragibe, o gerente-diretor Carlos Alberto de Menezes construiu uma vila operária e, segundo ela, foi um dos pilares para os empreendimentos terem uma grande importância social.

“Desde o começo, Carlos era ligado as sequelas do regime escravocrata. Os discursos dele, mesmo marcados pela expressão da época, considerava que mais de 300 anos de escravidão havia arruinado as pessoas”, afirma a pesquisadora. Como a vila ainda hoje abriga ex-funcionários e suas famílias, ela conversou com a população para saber se havia interesse de uma pesquisa do tipo e pôs mãos à obra.

A pesquisa analisa ainda o decreto de uma legislação trabalhista no Brasil que levou à promulgação da lei de organização profissional sindical, relacionada também a cooperativas de trabalhadores. Como um grande nome na casa, Tereza Collier teve total apoio do centro de documentação, segundo a coordenadora Betty Lacerda. “Esse é um acervo que alguém se debruça e produz conhecimento sobre. Ele está sempre a disposição dos pesquisadores e faz com que ganhem vida e produzam conhecimento”, esclarece.

Além de se debruçar sobre o material, Tereza tirou a oportunidade para fazer também um trabalho de restauração de alguns arquivos. Os manuscritos de papel amarelado, com a tinta quase apagada, passou por um aumento do contraste para que o conteúdo não se perdesse.

A pesquisadora afirma que tem pretensão de escrever um livro com os resultados da pesquisa. A exposição dos resultados será feita em forma de apresentação em power point e será aberta para todo público,

Serviço
Data: 24 de Maio de 2018, quinta-feira
Hora: 15h
Local: Auditório da Biblioteca Blanche Knopf do CEHIBRA, Edifício Dirceu Pessoa, térreo. Fundação Joaquim Nabuco
Endereço: Rua Dois Irmãos 92 Apipucos - Recife PE

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