Andar da biblioteca da Fundaj receberá o nome de Amaro Quintas
25.01.2018
A Fundação Joaquim Nabuco prestará homenagem ao professor, escritor e pesquisador Amaro Quintas, dando o seu nome ao terceiro andar da Biblioteca Central Blanche Knopf, no campus Apipucos da Fundaj.
Falecido em 1998, Amaro Quintas, se formou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, sendo professor na Universidade Federal de Pernambuco. Escreveu mais de 15 livros, entre os quais destacam-se 'O Sentido Social da Revolução Praieira e a Revolução de 1817'. "Ele teve participação importante também como pesquisador e gestor da Fundação Joaquim Nabuco, sendo o diretor do Departamento de História Social. Participação que lhe concedeu o título de pesquisador emérito da Fundação", destacou o presidente da Fundaj, Luiz Otávio Cavalcanti.
O presidente apontou ainda a tradição da Casa em reconhecer a contribuição dada por "eminetes pesquisadores e reconhecidos especialistas". "Nesta Casa, há a sala Mauro Mota, a sala Manuel Correa de Andrade, o auditório Maximiano Campos, o espaço Aloisio Magalhães, entre outros", enumerou Luiz Otávio.
O Espaço Amaro Quintas se estende por todo o pavimento que conta com parte do acervo da Fundaj. A homenagem foi definida nesta quinta-feira, 25 de janeiro de 2017, durante reunião do Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco.
Trajetória
Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, exerceu a advocacia no Recife, sendo agraciado com a medalha "José Paulo Cavalcanti" por ter completado 60 anos de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil-PE.
Além de advogado foi também professor catedrático de História do Ginásio Pernambucano e, posteriormente, seu Diretor. Fez parte, entre outros, do corpo docente da Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire); do Colégio Israelita; da Escola Oswaldo Cruz; da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Faculdade de Filosofia de Campina Grande, na Paraíba. Nunca foi um político profissional ou candidato a cargos eletivos, mas tinha uma posição política declarada. Posicionou-se contra a ditadura Vargas (1937/1945), sendo por isso perseguido.
Foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, tomando posse no dia 26 de janeiro de 1962 e era sócio, entre outras instituições, do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano. Colaborou com os jornais recifenses Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, onde escreveu diversos artigos sobre história e política.
Em 1964, com o início da ditadura militar e a criação do Ato Institucional, nº 5 (AI-5), foi cassado por ter feito uma conferência no Teatro Santa Isabel sobre o tema A livre determinação dos povos, incluindo no texto o assunto da livre escolha do regime político, o que provocou o descontentamento dos militares. Não chegou a ser preso porque foi auxiliado e escondido por seu grande amigo Gilberto Freyre.
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