Processos sociais nos contextos religiosos são discutidos no Seminário em Rede
O auditório do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (CIEG) recebeu na tarde desta terça-feira o Seminário em Rede sobre Religião, Gênero e Habilidades Sociais promovido pelo Mestrado Profissional em Ciências Sociais para o Ensino Médio (MPCS- Fundaj) em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades (PPGECI- Fundaj/UFRPE). O debate com Robson de Souza, doutor em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador da Fundaj, girou em torno do interesse sociológico pela relação entre religião e a "esfera pública".
O palestrante, que também é licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), apresentou alguns resultados de uma pesquisa comparativa entre grupos evangélicos distintos e expressivos das cidades do Recife e da Região Metropolitana de Vitória (ES) e do Rio de Janeiro. “Verificamos contextos religiosos específicos e de modo interdisciplinar. Queremos fortalecer a compreensão acerca dos processos sociais que intervém na construção e redefinição dessas religiões”, explicou Robson.
A pesquisa desenvolvida pelo doutor em Serviço Social contemplou 26 entrevistados entre 23 e 59 anos das cidades do Recife, Niterói, Rio de Janeiro, Vitória e Vila Velha. “Analisamos um grupo maduro, mas a grande dificuldade hoje é pensar nos movimentos sociais e nesses grupos religiosos de maneira conjunta. Eles aparecem na arena pública na forma de oposição.”
O pesquisador explicou que participaram da análise seis pessoas da Igreja Batista, oito da Presbiteriana, quatro Metodistas, dois da Igreja Nova Vida, dois da Episcopal, duas pessoas da Maranata Cristã, uma da Assembleia de Deus e um ex-evangélico. “A grande dificuldade foi encontrar uma metodologia que contemplasse não apenas a especificidade desses grupos religiosos, mas a especificidade desses informantes”, ressaltou.
Para o palestrante, portanto, a intenção da pesquisa é explorar as “brechas” e mostrar que é possível viver experiências emancipatórias mesmo atreladas à religiosidade. “Queremos explorar todas as lacunas possíveis nessas identidades religiosas a partir de uma perspectiva pós-estruturalista.”
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