Cenário político é discutido no último Seminário de Tropicologia de 2017
O debate sobre o cenário político brasileiro e suas várias dimensões foi base do último Seminário de Tropicologia de 2017, 406º realizado pela Fundação Joaquim Nabuco. Com o tema "Como chegamos até aqui e o futuro da democracia brasileira", o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Marcus André Melo, trouxe à mesa questionamentos sobre o andamento político do Brasil e do mundo.
O encontro foi aberto por Luiz Otávio Cavalcanti, presidente da Fundaj, que abordou o rumo atual do país e as perspectivas do futuro. Fátima Quintas, coordenadora do seminário, ressaltou a presença de Marcus André, considerado por ela um dos principais pensadores do estado. "Com o professor, conseguimos várias interpretações sobre o cenário atual. Marcus tem um grande currículo e enriquece a mesa", afirmou.
Logo no começo de sua fala, o professor da UFPE apresentou para os presentes na sala Gilberto Freyre um contexto mais completo do cenário político brasileiro atual, abordando ainda nuânces que remetem ao cenário mundial. Entre os pontos destacados, o professor defendeu o atual modelo político do país, o presidencialismo, destacando que essa forma de governo, em sua vertente de coalizão, está presente em mais da metade dos países do mundo
O cientista político enumerou alguns pontos, em sua opinião, problemáticos. como o excesso de partidos. "Temos quase 30 partidos. Não há registro em nenhuma democracia de uma grande quantidade de partidos. É preciso repensar isso", destacou, apontando altos índices de desconfiança de eleitores com relação às legendas. Dentre os convidados, estiveram presentes à mesa Lourival Holanda, da Academia Pernambucana de Letras, Felipe Oriá, diretor da Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundaj, Clemente Rosas, escritor, e Sérgio Buarque, economista.
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