Muhne recebe oficina "Para quem são nossas bandeiras?", com Graziela Kunsch
Com quem cada movimento social busca dialogar ao empunhar bandeiras e faixas de tecido? Em que situações bandeiras e faixas são abertas e como elas circulam? Quem cada movimento quer defender/atacar com suas imagens, frases e demandas?
Com essas provocações, a artista paulistana Graziela Kunsch dá início à oficina-conversa 'Para quem são as nossas bandeiras?', que acontece nos dias 27 e 28 de novembro, das 9h às 17h, no Museu do Homem do Nordeste.
A atividade dá continuidade à programação da exposição "As Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1817 -2017", em cartaz na Galeria Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco. A ideia da oficina é estimular o diálogo entre arte e público, tendo como tema as bandeiras e os movimentos sociais da atualidade e os ideais da Revolução Pernambucana de 1817. A programação inclui análise de fotografias de movimentos sociais de rua à discussão do sujeito e sua atuação nos espaços públicos democráticos, arrematando com a construção de uma bandeira coletiva e suas estratégias de circulação.
As inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas por email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com as seguintes informações:
No título: nome da oficina e nome do artista
No corpo do email: nome completo / profissão / área de atuação / telefone / motivo do interesse na oficina (2 linhas no máximo).
São concedidas 15 vagas e as inscrições serão confirmadas por email.
Graziela Kunsch (São Paulo, 1979) é artista, educadora, curadora e editora. Sua prática implica um alargamento do chamado “público da arte”, com cruzamentos entre esferas públicas e agentes sociais. Participou de duas edições da Bienal de São Paulo (29ª Bienal, 2010 e 31ª Bienal, 2014) e é uma das artistas presentes no segundo núcleo da exposição As Bandeiras da Revolução – Pernambuco 1817/2017. Site: naocaber.org
Confira o conteúdo programático:
Segunda-feira (27/11):
Na primeira parte, será proposto um exercício de análise de fotografias que mostram bandeiras e faixas em protestos de rua de movimentos por tarifa zero no transporte, por moradia, pela demarcação de terras indígenas, por cotas raciais, a favor do direito de escolha das mulheres, por liberdade sexual/de gênero, por saúde psíquica, por reforma agrária e pelo impeachment de Dilma Rousseff. Na segunda parte, será provocado um debate coletivo tendo por base as imagens analisadas e a ideia de que o conflito é condição para a existência de um espaço público democrático para explorar quais são os sujeitos emergem de diferentes discursos. Qual a posição de quem fala? Como a verdade é produzida e, subsequentemente, encenada? Quem fala tem plena dimensão e controle sobre o que fala? Qual a densidade de conflito interno no próprio sujeito que fala? Como isso reverbera na comunicação?
Terça-feira (28/11):
Na terceira parte, o próprio grupo da oficina será estimulado a criar uma bandeira coletiva e a pensar e experimentar estratégias para a sua circulação
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