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Pensamentos e influências de Aloísio Magalhães encerram seminário na Fundaj

Publicado: Sexta, 10 de Novembro de 2017, 17h07 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h09 | Acessos: 681

Ocorreu na manhã desta sexta-feira (10), o terceiro e último dia do Seminário Aloísio Magalhães: Patrimônio, Museus e Políticas Públicas de Cultura, na Fundação Joaquim Nabuco. Com a Sala Calouste Gulbenkian lotada, a abertura da primeira mesa-redonda: Aloísio Magalhães, Patrimônio e bens culturais foi feita às 9h30.

O analista em ciência e tecnologia da Fundaj, Rodrigo Cantarelli, doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), deu início ao debate falando sobre os processos de transformações e demolições que ocorreram e marcaram o estado de Pernambuco. “Naquela época, existia a valorização de figuras ilustres e religiosas para a história do estado. A ideia de representar o cotidiano recifense era gritante, são exemplos disso a utilização de cerâmica popular, a imagem de alguns pescadores que trabalhavam no centro da cidade e entre outros, ou seja, o dia a dia era bastante retratado”, comentou Rodrigo.

Logo em seguida, para concluir, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cêça Guimaraens, doutora em planejamento urbano e regional, deu sequência ao pensamento de Aloísio, além de focar nas mídias que promoveram as teses e práticas patrimôniais. “Aloísio era conhecedor das potências das mídias. A minha participação nessa mesa me da a oportunidade de recuperar um artigo que escrevi em 2003. O que a gente via nas manchetes era que os tempos heroicos definhariam em razão da apologia das diferenças e do pluralismo cultural. A monumentalidade dava lugar a comunidade.”, finalizou.

Já durante a tarde, a mesa “Aloísio Magalhães e as Políticas Públicas de Cultura” foi tema de uma conversa entre o Antônio Albino Rubim, doutor em Sociologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Lia Calabre, doutora em História e chefe do setor de políticas culturais da Casa Rui Barbosa. “É sempre importante discutir as questões de patrimônio e museus e que envolvam Aloísio”, afirmou Rubim.

Para o doutor em sociologia, que definiu o que é política cultural através da visão do antropólogo Nestor Garcia Canclini, cultura e política sempre tiveram uma relação íntima, já que são um conjunto de articulações e sistemáticas de intervenções e formulações com o objetivo de atender demandas necessárias da população. “A relação entre essas duas coisas é muito antiga. Ao juntarmos política e cultura, buscamos a mesma finalidade e o objetivo.

A mesa de encerramento dos três dias do seminário sobre Aloísio Magalhães foi mediada por Rita de Cássia, historiadora da Fundaj, e teve como convidado João de Souza Leite, doutor em Ciências Sociais e professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Amigo pessoal de Aloísio, o professor falou sobre algumas das influências que o designer teve durante a carreira. “Ele viveu nos Estados Unidos durante o ano de 1957 e teve uma nova perspectiva de arte. Mudou o seu jeito de pensar. Ele viu de perto o que estava acontecendo em outros países.’’

Durante a conversa, o professor da UERJ leu alguns dos pensamentos de Aloísio e revelou que passou a entender algumas de suas análises anos depois da sua morte. “Passei a analisar alguns aspectos de uma nova maneira. Lendo novamente alguns pensamentos dele, entendi como funcionada a matriz do seu pensamento”, concluiu.

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