Joaquim Falcão destaca confiança nas instituições brasileiras

Debater sobre os caminhos do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil e em outras partes do mundo foi um dos tópicos do 405º Seminário de Tropicologia promovido pela Fundação Joaquim Nabuco. Com o tema "Supremo Tropical", o doutor em Educação pela Universidade de Genebra e professor da Fundação Getúlio Vargas, Joaquim Falcão, explicou qual é a sua visão sobre o Poder Judiciário no Brasil e demonstrou um olhar positivo para o futuro do país. O encontro aconteceu na sala Gilberto Freyre, na sede da Fundação.
A mesa foi aberta pelo presidente da Fundaj, Luiz Otávio Cavalcanti, e por Fátima Quintas, coordenadora do Seminário. "É uma honra ter a presença de Joaquim nesta casa. Ele ganhou o mundo, mas nunca saiu daqui", admitiu o presidente. "Tenho muita admiração pelo talento de pesquisador de Joaquim que condensa ideias em livros", complementou Quintas.
Antes de iniciar a palestra, o professor Joaquim, que já publicou mais de 15 livros, elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo presidente Luiz Otávio à frente da Fundaj. "Luiz tem sido um interlocutor que muito me orgulha. Ele sabe e tem a paciência de ouvir. Isso é importante", admitiu.
O professor aproveitou para explicar que começou a se aprofundar no assunto há cerca de 10 anos. "Organizei alguns pensamentos, algumas experiências que já tive durante a vida e foquei no Supremo", revelou. "Quando fui me especializar em Supremo quis saber como essas idéias chegaram dos Trópicos e como foram desenvolvidas nos Trópicos."
Segundo Joaquim Falcão, o fato de novas tecnologias estarem sendo desenvolvidas a forma como o Supremo e o Direito atuarem está sendo modificado. "Estamos diante de uma nova prática do fazer Direito. A advocacia no passado era verbal, mas hoje é visual." Contudo, o professor admite que as pautas do Supremo, muitas vezes, estão sendo criadas pela mídia. "Hoje temos fatos demais e explicação de menos. A mídia passou a dizer o que é o fator decisivo para a Justiça e o Supremo."
Apesar da turbulência que o país vive, o conferencista deixou uma mensagem de esperança ao final da palestra. "Acredito que as instituições no Brasil estão funcionando e que as coisas irão melhorar no futuro." Apósa fala de Joaquim Falcão, a palavra foi passada para os palestrantes que estavam à mesa. Felipe Oriá, diretor da Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundaj, comparou o desempenho do STF com a Suprema Corte dos Estados Unidos, destacando que lá, a instituição transmite uma maior segurança para a população. Também estiveram presentes na composição da mesa o escritor Clemente Rosas, o ex-governador Gustavo Krause e o vice-governador Raul Henry.
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