Conferência de Inovação e Políticas Públicas é marcada por grande presença de público em palestras

Em sua abertura formal ao público, a Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco (EIPP/Fundaj), ofereceu aos participantes que lotaram a conferência focada em sua especialidade, uma série de palestras sobre temas de interesse da sociedade, mesclando especialista e gestores que enfrentam o desafio diário do setor público. No primeiro ciclo de palestras, o trabalho em uma nova perspectiva para as políticas públicas foi analisado na palestra "Escola como plataforma: inovação e impacto social", realizada na sala Calouste Gulbenkian. Com a mediação de Felipe Oriá, diretor da EIPP, a mesa foi composta por Edson Kondo, vice-diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE/FGV) em Brasília, e Ricardo Horta, professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Kondo destacou que a incubação de ideias e o desenvolvimento da criatividade fazem parte do momento de mudança da forma de se relacionar dentro da escola. "É preciso formar cidadãos altamente qualificados que contribuam para o aperfeiçoamento da coisa pública no Brasil. Além disso, é necessário que que haja um envolvimento entre organismos governamentais e público", apontou.
De forma simultânea, em mesa no Cinema da Fundação/Museu, os "Desafios e inovações em políticas educacionais" foram tema de palestra com participação de João Marcelo Borges, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Rossieli Soares da Silva, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação e Natanael Silva, secretário de Educação do município de Belém de Maria, Zona da Mata de Pernambuco, que destacou a necessidade de junção entre inovação e investimento. Natanael destacou ainda que é importante o envolvimento da família e da comunidade na escola, como aconteceu com uma instituição do seu município, onde a experiência rendeu bons frutos, principalmente com relação à educação em tempo integral."A participação da família foi essencial para a realização da quadrilha e da banda marcial dos alunos desta escola", lembrou Natanael.

No segundo ciclo de palestras, a Calouste Gulbenkian foi palco de uma discussão sobre políticas públicas que envolvam a redução da violência nas escolas, na mesa "Garantindo direitos: empoderamento e redução de desigualdades". Lá, os palestrantes Daniel Teixeira, diretor de projetos do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Ivan Marques, mestre em Direitos Humanos pela London School of Economics, e Lúcia Helena Salgueiro, capitã e coordenadora do Grupo de Trabalho e Enfrentamento ao Racismo da PMPE, debateram sobre ações educativas para a promoção da igualdade racial, além de levantar a discussão sobre o racismo institucional e a garantia de direitos. Lúcia Helena destacou, entre outras coisas, a importância de uma atuação diferenciada da PM dentro das instituições de ensino com uma abordagem adequada aos estudantes. "Essa representatividade pode trazer a igualdade entre os alunos e mudar as relações sociais dentro do ambiente escolar", frisou.
Enquanto isso, no cinema, a discussão se voltou para a educação como exemplo para a construção de "soluções de baixo para cima". Uma das palestrantes, a fundadora e presidente do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, começou sua fala enaltecendo a presença maciça de jovens no evento, enfatizando a necessidade cada vez maior de fortalecimento da educação da juventude. "Tem muita coisa acontecendo que não aparece, muita coisa fora do radar. A gente precisa entender, com nossa experiência, que o Brasil é um país muito brilhante, apesar de qualquer coisa. Precisamos entender o que acontece na base, com relação às políticas públicas da sociedade para o governo", apontou. Também presente à mesa, a diretora de conteúdo do Movimento Mapa da Educação, Carolina Campos, que está à frente da direção pedagógica da Escola de Formação Continuada do município de Sobral (CE), maior IDEB do país, destacou a importância de desenvolver uma escola de formação para professores como forma de auxiliar o crescimento da educação no município cearense. Pernambuco também se fez presente na mesa com o professor Jayse Antonio Ferreira, que apresentou a sua experiência no município de Itambé (PE), que promoveu a elevação da autoestima dos seus 258 estudantes por meio do reconhecimento de cerca de 20 etnias das quais eles faziam parte.
Redes Sociais