"A preocupação de Nabuco era no agora e no futuro", destaca Lourival Holanda

A perenidade do pensamento de Joaquim Nabuco foi discutida na Fundaj durante o 404º Seminário de Tropicologia. Com a palestra "Joaquim Nabuco, nosso contemporâneo", o professor de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ocupante da cadeira de número 4 da Academia Pernambucana de Letras, Lourival Holanda, destacou a importância das ideias de Nabuco na atualidade. "Ele sempre buscou reacender conceitos abolicionistas, mas não só isso. Nabuco preocupava-se com educação técnica e moral. A preocupação dele era sempre no agora e no futuro”, comentou o palestrante. Ainda de acordo com Lourival, o mundo continua muito intolerante e impaciente.
“As pessoas não sabem respeitar a opinião do próximo. Muito mais que isso, não sabem ouvir e aceitar a visão de mundo do outro. É necessário conter essa intolerância e isso é uma das coisas que Joaquim Nabuco defendia. Pensando no nosso cenário atual, o pensamento dele continua muito vivo e presente na sociedade em que vivemos”, completou, durante a palestra realizada na manhã da última terça-feira (26), na Sala Gilberto Freyre, em Casa Forte.
O tema abordado foi bastante aclamado pelos seminaristas, entre eles Abraham Sicsu, Maria Ângela Campello e Alexandrina Sobreira, todos acreditando que a palestra foi bastante informativa. A coordenadora do Seminário de Tropicologia, Fátima Quintas, relembrou, entre outras coisas, a importância do formato do encontro, criado por Gilberto Freyre. “Como sabe, o seminário nasceu em 1966, na UFPE, sendo uma iniciativa do sociólogo Gilberto Freyre. Sua criação proporciona o funcionamento de espaço destinado a discussões de temas relevantes para o desenvolvimento regional e nacional”, disse Fátima.
O presidente da Fundaj, Luiz Otávio Cavalcanti, finalizou o evento falando da importância desta edição do seminário e da satisfação e honra em receber Lourival.
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