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Fundaj ministra curso de Mediação de Leitura para professores da rede pública

Publicado: Quarta, 20 de Setembro de 2017, 12h03 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h09 | Acessos: 911

“A leitura é uma forma de enxergar além do que a sociedade coloca para a gente. Tem um ativismo muito forte em como ela dá possibilidades de nos posicionarmos de forma diferente,” pontua a assessora pedagógica da Ekó Educação e Cultura, Erica Verçoza. É assim que ela explica a importância de saber mediar uma roda de leitura corretamente, para despertar o interesse do espectador da história. Erica, juntamente com a doutora em biblioteconomia, Cida Fernandez, ministra o Curso de Mediação de Leitura promovido pela Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Ekó, voltado para educadores da rede pública de ensino, com o objetivo de oferecer ainda mais ferramentas para que os alunos se sintam estimulados a ler.

“A biblioteca viu a necessidade de promover um curso assim, porque a leitura hoje em dia traz cada vez mais uma questão histórico-social de inclusão", afirma a coordenadora da biblioteca da Fundaj, Nadja Tenório Pernambucano. O curso enaltece justamente a humanização das relações entre professor, obra e estudante. A professora Cida Fernandez considera a mediação como peça fundamental do educador para uma abordagem mais didática. “Entendemos a literatura como essencial para o desenvolvimento humano. Ela cumpre funções essenciais, como a necessidade de fabulação. Se a gente não sonhar, enlouquece."

Na primeira edição, as aulas foram focadas na capacitação para mediar leitura, mas tanto as professoras quanto os alunos sentiram a necessidade de ir mais adiante. Agora, em sua segunda edição, o curso é dividido em Iniciante e Avançado, e além de habilitar o mediador, ensina a organizar uma biblioteca escolar, focando na divisão do acervo por cores como forma de classificar os títulos. “Isso estimula a criança a transitar pelo acervo; ela pega livros que teoricamente não são exclusivos de sua faixa etária, então ela é desafiada”, explica Cida.

Para os professores, as aulas já estão mostrando resultado. A aposentada Maria José de Arimatéia enaltece a capacidade do curso de humanizar e afirma ter passado a entender a leitura como um direito, não só como um prazer. “Eu melhorei muito profissionalmente. Antes eu apenas lia a história, agora faço intervenções, converso, canto e promovo debates. Isso faz com que eles participem bastante.” Para Mitafá -eu lírico criado por Fátima Gaspar durante uma contação de história- o curso cria uma responsabilidade maior para com os estudantes na hora de transmitir o conteúdo do livro. “Ele ampliou demais a minha visão como mediadora, como leitora, e como alguém que perpetua o direito humano. Fiz o primeiro e quando surgiu a oportunidade de fazer o avançado não pensei duas vezes".

O curso é ministrado uma vez por ano, de quinze em quinze dias, entre os meses de Julho e Dezembro, com duração total de 120 horas e direito a certificação. Tanto o Iniciante quanto o Avançado se dividem em 4 módulos, as vagas são limitadas. Erica ressalta a importância de ações como essas para que a leitura de fato cumpra com seu papel social dentro de escolas da Rede Municipal de Ensino: “se não tiver alguém que facilite o acesso dos livros, eles vão acabar ficando guardados e não vão cumprir a função de formar leitores, o que para nós é o mais importante.”

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