Curso de Justiça Restaurativa na Escola para uma Cultura de Paz será realizado na Fundaj
Substituir a palavra punição por responsabilização é o pilar do curso de introdução à Justiça Restaurativa na Escola para uma Cultura de Paz promovido pela Escola de Inovação de Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco. A intenção do projeto é desenvolver uma abordagem e tratamentos pacíficos nas questões envolvendo os conflitos dentro do âmbito escolar.
O público-alvo do curso, que será inaugurado no dia 1º de setembro, às 19h, na Sala Calouste Gulbenkian, na Fundaj, são professores, gestores administrativos e a patrulha escolar. De acordo com Maria Ferreira, coordenadora geral de cooperação e de estudos de inovação da Diretoria de Formação, a proposta do curso é desenvolver a cultura do diálogo e mudar a forma como as relações acontecem dentro da escola. “A intenção é formar um grupo de mediação e responsabilização de forma restaurativa para o aluno. Ele será responsabilizado pelo ato, mas através da conversa.”
O curso foi desenvolvido em cima de dados disponibilizados pela Secretaria de Educação do Estado, que mostrou os índices das escolas com maior incidência de violência em Pernambuco. “São números que vão da Região Metropolitana até o Sertão. A área com maior incidência é a Recife Norte, com 32% das escolas com registros de violência. Ou seja, 25 das 76 escolas da região”, continuou a coordenadora.
Se antes o aluno que cometesse uma infração grave seria levado para a direção e depois encaminhado para a polícia, agora, com a implementação da “cultura do diálogo”, o estudante participará de um grupo de mediação com a família e os professores. A proposta é gerar uma prática restaurativa.
As aulas acontecem nos dias 2, 3, 23 e 30 de setembro, em turno integral, na Fundação Joaquim Nabuco. Ao fim do módulo, o inscrito vai receber um certificado equivalente a 30 horas.
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