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Poesia, a Revolução de 1917 e Dostoiévski foram temas do seminário "100 anos da Revolução Russa"

Publicado: Terça, 15 de Agosto de 2017, 18h07 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 940

"O que foi a Revolução? O que é a Revolução?”. Os questionamentos levantados durante a leitura dramatizada de fragmentos escritos por Fiódor Dostoiévski e Liev Tolstói abriram o seminário “100 anos da Revolução Russa”, na Sala Calouste Gulbenkian, na tarde desta terça-feira. Com a intenção de divulgar a Revolução Russa através da poesia, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Luiz Otávio Cavalcanti, abriu o primeiro dia de debates sobre o centenário da histórica data. 

As duas palestras foram mediadas pelo sociólogo José Arlindo, do Centro Josué de Castro, que destacou a importância do estudo da Revolução. “A Revolução marcou o início do século 20 com a introdução no cenário mundial de um novo paradigma econômico absolutamente oposto ao liberalismo do século 19.” 

O grande lance, no entanto, foi entender a articulação liderada por Lênin através da literatura. O movimento marcou a chegada do Partido Bolchevique, durante a Primeira Guerra Mundial, que destituiu o governo absoluto do Czar Nicolau II, ao poder. 

Para isso, a Fundação convidou o professor em Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, Sandro Cozza Sayão, e a tradutora em Dostoiévski e titular da Universidade de São Paulo, Priscilla Marques, para contextualizarem a literatura da época. 

Com a temática “Dostoiévski e o texto jornalístico”, a tradutora mostrou de maneira didática como a literatura russa teve uma participação direta na vida cultural e política do país no início do século 20. “O jornalismo condensa como a literatura e o pensamento social circula e se desenvolve na sociedade russa da época.” 

O fato do tempo ser fundamental na literatura de Dostoiévski, que tem como objeto fundamental o homem contemporâneo, o transforma em um observador e intérprete da realidade. “É uma obra comprometida com os movimentos e construções sociais da Rússia aos quais se ligam os fatos da sua história. O autor traz uma reflexão sobre seu próprio tempo. Ele mostra a importância do artista no contexto russo naquele período.” 

Já a conversa com o filósofo Sandro Cozza Sayão mostrou a “A Arte da Conexão: Emmanuel Levinas e a Literatura Russa” ao público que esteve presente na Sala Calouste. Apesar de ser judeu, mas com a obra baseada em três línguas (hebraico, russo e o francês), a literatura de Levinas também é baseada na obra de Dostoiévski.  

“Ele vai tirar alguns conceitos que vêm de encontro com Os Irmãos Karamazov que é uma crítica à sociedade que seria totalitária e a demasia humana nos contextos totalitários”, afirmou. 

A segunda parte do seminário “100 anos da Revolução Russa” aconteceu na tarde desta quarta-feira, também na Sala Calouste Gulbenkian, com a mediação de Felipe Oriá, da Diretoria de Formação da Fundaj.

A professora Priscilla Marques explanou sobre a “Narrativa Breve de F. M. Dostoiévski. Ela tratou dos contos reunidos do escritor russo, e dos textos extraídos dos romances, entre ficção e ensaio, traduzidos por Paulo Bezerra e Boris Schnaidermane."Textos curtos, porém profundos, de Dostoiévski", frisou Priscila Marques.

A professora dividiu a sua fala em dois sub-temas, dentro da obra do escritor de Os Irmãos Karamazov. Em primeiro lugar,  as Variedades de Gêneros e Procedimentos, usados pelo autor, como o gênero epistolar, as cartas, em obras feito Gente Pobre, Meia Carta de "uma Certa Pessoa", Romance em Nove Cartas e Pequenos Quadros Durante uma Viagem, e os Sonhos, nas obras O Sonho de um Homem Ridículo, Crime e Castigo e Mujique Marei, e em segundo lugar, pela Galeria de Personagens, como as figuras do Sonhador (o Homem Pequeno), as Crianças, a própria cidade de São Petersburgo e o Dândi Vaidoso.  

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