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"Luzia", exposição de Victor Mattina na Fundaj Casa Forte

Publicado: Segunda, 07 de Agosto de 2017, 15h16 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 894

A pesquisa do artista Victor Mattina examinou o cemitério recifense Senhor Bom Jesus da Redenção, popularmente conhecido como cemitério de Santo Amaro. Considerado por Gilberto Freyre como um dos primeiros e mais elaborados do Brasil, possui uma capela no estilo gótico ao centro de sua arquitetura radial, que secciona o terreno em alas.Centenas de túmulos, jazigos, mausoléus e gavetas amalgamam o tempo povoado por sobrenomes. Múltiplas gerações coabitam as terras desta pequena e muda cidade, nos arredores de Recife.

Mattina fotografou toda a necrópole em mais de mil e setecentas capturas. A partir dos negativos, pintou telas a óleo de escalas diferentes e as apresenta como foram feitas, isto é, como bandeiras que tremulam sobre as paredes. A exposição é composta ainda por dois outros trabalhos.

O primeiro é um conjunto de objetos fragmentários – pedaços de lápide, de vaso, de santo, de flores, entre outros mais – dispostos sobre uma superfície em suspenso que lembra o corpo de alguém que já não está sobre uma cama esvaziada.

O segundo trabalho – sonoro – parece evocar o mar em dias de ressaca ou trovoadas se acumulando antes da chuva de inverno. Um som que parece vir de um futuro no qual os humanos foram extintos e tudo rui em efeito cascata. Um tempo por vir em que o concreto velho e poroso das cidades cederá e nada impedirá a queda das estruturas.

As fundações serão engolidas de uma só vez pelo chão. Não se trata de uma profecia apocalíptica ou simples visão pessimista, mas o destino real dos materiais que edificam as vidas. A exposição leva nome de mulher – “Luzia”. Pretérito imperfeito de um verbo polivalente.

VICTOR MATTINA

Carioca, graduou-se em Design pela ESPM-RJ. Iniciou os estudos em pintura em 2006. Motivado pelas discussões poéticas e filosóficas da arte, afastou-se definitivamente do design para dedicar-se à pintura em 2009. Foi aluno de cursos na EAV Parque Lage ministrados por Charles Watson, Marcelo Campos, Efrain Almeida, Marcelo Rocha, Bruno Miguel e Luiz Ernesto. Em 2016 foi selecionado para a 6ª edição do Bolsa Pampulha, programa de residências artísticas realizado pelo Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte/MG.

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