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Montagem da Exposição Nordeste Mix na sala Mauro Mota, na Fundação Joaquim Nabuco

Publicado: Terça, 18 de Julho de 2017, 10h12 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 809

Para celebrar os 38 anos do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), será inaugurada, no dia 21 de julho, a exposição Nordeste Mix, na sala Mauro Mota. Com curadoria da antropóloga Ciema Mello e do museólogo Maximiliano Roger, ambos do Muhne, a exposição pretende discutir a representação da região Nordeste por meio de sua cultura material. Dos quadros de José Patrício à arte popular de Nuca da Tracunhém, passando por nomes como o do fotógrafo Josias Benício, os pintores Chico da Silva e Bajado, o artista urbano Jota ZerOff, o artesão Mestre Cunha e tanto outros criadores, a exposição também contempla objetos anônimos como o porquinho metálico da loja de chinês e a guirlanda de flores de plástico.
O que se pretende mostrar é a coexistência da arte, do artesanato e do design. Peças da arte popular e objetos utilitários como o raspa coco e a cuscuzeira dividem o mesmo espaço que peças de designers contemporâneos como Sérgio Matos, Pedro Henrique, Eudes Mota. Tudo junto e misturado num exercício de antropologia da memória que dispensa hierarquias, classificações rígidas e tipologias. Por meio de uma miscelânea de estéticas, Nordeste Mix leva em conta os processos que permeiam o universo da cultura material nordestina: a pressão exercida pela cultura de massa sobre a cultura popular; a transição do artesanato para o deign; a folclorização dos estereótipos contraposta à existência de uma arte supostamente identitária; a falsificação da arte popular; a disputa entre o kitsch e o objeto utilitário. “Nenhum objeto é insignificante e dentro do Museu do Homem do Nordeste objetos aparentemente invisíveis são muito mais importantes do que parecem. É um museu que tem uma particular afeição pelo homem comum. Não estamos interessados em heróis e sim nas pessoas que estão todos os dias na rua, que pegam ônibus, que entram na fila do supermercado. São elas que criam a diversidade e a originalidade da cultura nordestina”, explica a curadora Ciema Mello.
Com identidade visual e expografia assinada pelo designer Pedro Henrique de Oliveira, a exposição tem por base conceitual os trabalhos desenvolvidos pelo americano Mark Gagnon, que se utiliza do modelo de vitrines como forma de incorporar, num mesmo espaço, objetos que num primeiro momento são considerados incompatíveis expograficamente. “Precisamos levar em conta os acervos contemporâneos que estão surgindo com a expansão do Nordeste. Quando tratamos de memória, sobretudo a memória coletiva, é importante incorporarmos acervos da comunidade, trazê-las para dentro do Museu. É uma forma de discutir o que realmente importa afetivamente para ser musealizado”, acredita Silvana Araújo, coordenadora geral do Muhne.
Faz parte da exposição o diálogo recorrente entre o Nordeste musealizado e o Nordeste vivido, problematizando fatos históricos e descontruindo estereótipos na medida que valoriza a contemporaneidade da região, tão múltipla e plural. “O Museu busca refletir da maneira mais contemporânea possível esse Homem do Nordeste que ele carrega no nome e a Nordeste Mix é uma forma de percorrer esse sentimento de retratar a região Nordeste em processo, uma região que está sempre andando, viva, pulsando e não só o Nordeste que está lá atrás, parado, estagnado”, conclui Silvana Araújo. Na ocasião da inauguração, haverá performance surpresa protagonizada por Pedro Henrique de Oliveira e o lançamento do Manifesto Mix Regionalista.

HISTÓRIA


Fundado em 1979 pelo sociólogo Gilberto Freyre na ocasião dos 30 anos da Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Homem do Nordeste é ligado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundaj, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Um dos mais importantes museus antropológicos do Brasil, é oriundo da fusão de três outros museus: o Museu de Antropologia, do então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, inaugurado em 1958; o Museu de Arte Popular, criado em 1955, pertencente ao Governo do Estado de Pernambuco; e o Museu do Açúcar, originalmente vinculado ao extinto Instituto de Açúcar e do Álcool, cujo acervo foi incorporado à Fundação em 1977.
Hoje, o Museu do Homem do Nordeste reúne um acervo de aproximadamente 15.000 peças de caráter histórico, etnográfico e antropológico, que conduz à compreensão da formação histórico social da região Nordeste, bem como dos modos de vida e aspectos ligados à cultura dos grupos étnico-sociais que compuseram e compõem a atual região Nordeste do País. Parte desse acervo pode ser visto na exposição de longa duração, que foi renovada em março de 2017. Outras duas exposições estão em cartaz atualmente no Muhne: J. Borges 80 anos, na Galeria Waldemar Valente e Muito Futuro para Uma Só Memória, da artista carioca Ana Hupe, na Galeria Massangana. O Museu do Homem do Nordeste constitui-se, hoje, num vasto campo de pesquisa histórico social, étnico cultural e étnico histórico.

Ficha técnica Nordeste Mix



Curadoria: Ciema Mello e Maximiliano Roger

Identidade visual: Pedro Henrique de Oliveira

Coordenação geral: Albino Oliveira

Montagem: Coordenadação de Museologia, Ação Educativa, Laborarte/Fundaj e MAR Projetos e Criações

Coordenadadora de exposições e difusão cultural: Simone Luizines | Equipe: Maria Carolina Chaves Madureira, Rafaela Carneiro e Marina Suassuna. Estagiários: Mirela Guimarães e João Brandão.

SERVIÇO



Exposição Nordeste Mix

Abertura: 21 de julho de 2017, às 17h

Visitação: 22 de julho de 2017 a 4 de fevereiro de 2018

Horário: terça a sexta, das 9h às 17h, sábados e domingos, das 13h às 17h

Local: Sala Mauro Mota (Museu do Homem do Nordeste, Av. 17 de Agosto, 2187, Casa Forte)

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