Fundaj entrega donativos a desabrigados
Maria Luciana da Silva, 42, está há mais de 20 dias vivendo em um abrigo com os familiares. Moradora do Distrito de Cucaú, no município de Rio Formoso, na Mata Sul do estado, perdeu a casa na enchente. A família perdeu tudo. E no abrigo improvisado na Casa da Juventude, a comida e a água que chega por meio de doações têm que ser divididas com outras cinco famílias. Para melhorar a situação dessas e de outras centenas de vítimas da enchente, a Fundação Joaquim Nabuco levou os donativos arrecadados no Forró Solidário para a cidade. Confira as fotos na nossa página do Facebook.

“Foi uma bênção. Vamos passar um São João mais em paz. Com comida, água e roupa”, disse Maria. A distribuição das doações foi realizada com a ajuda da Defesa Civil de Pernambuco. Após a entrega no abrigo o volume restante de donativos foi descarregado no depósito da MKS, local de estoque das várias doações que a cidade vem recebendo, de onde serão encaminhadas para os abrigos necessitados.
Segundo o Capitão Menezes, que está atuando pela Defesa Civil no município, em Rio Formoso cerca de 7 mil pessoas foram atingidas pelas chuvas. Dessas, quase 500 estão em cinco abrigos, montados em escolas e pontos cedidos por usinas. Houve ocorrência de 36 casos de deslizamento de barreiras.
Assim como Maria, os demais desabrigados que estão alocados na Casa da Juventude receberam as doações de braços abertos, ressaltando o quanto perderam com as enchentes — "A enchente levou nossas camas, os guarda-roupas. Venha ver meu quarto como é agora", exclama Gianilson Silva, 48 anos — e como as doações são importantes para sua qualidade de vida.
Bruna e Talita da Silva, ambas com 5 anos, comemoraram a chegada de brinquedos. Também comemoram ao avistar lençóis junto aos donativos. “Eba, lençol!", diz Talita, acrescentando que tudo que tinha a enchente levou —desde então dorme desconfortável.
A comunidade foi vítima da enchente provocada pelas fortes chuvas do final de maio deste ano, que levou ao transbordamento de vários rios da região, entre eles o Sirinhaém, localizado que atingiu Rio Formoso. O estado de calamidade foi tão severo que muitos dos moradores do abrigo não têm casa para voltar, mesmo depois da água ter baixado. Tiveram as moradias destruídas pela força da água ou condenadas pela Defesa Civil.

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