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Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é tema do 14º evento homenageando o Dia Mundial do Meio Ambiente

Publicado: Quinta, 01 de Junho de 2017, 17h28 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 684

Para refletir sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, que é comemorado na próxima segunda-feira, dia 5 de junho, a Fundação Joaquim Nabuco/Fundaj, através do seu Centro de Estudos de Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) e da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), promoveu um evento alusivo ao dia, na manhã de hoje, dia 1, na sala Calouste Gulbenkian, em Casa Forte.

Dessa vez, o tema abordado é o da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A abertura foi feita pelo Presidente da Fundaj, Luíz Otávio Cavalcanti, às 9h.  A primeira mesa teve o objetivo de passar o panorama geral da agenda. A coordenadora do evento, Edneida Rabêlo Cavalcanti, resumiu alguns dos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 Metas correspondentes. “A agenda foca em vários assuntos, mas no geral ela busca construir uma parceria global que promova sociedades pacíficas, das quais todos os seres humanos possam desfrutar de vida próspera e realizar seu potencial de dignidade e igualdade, mas também coabitando com a biosfera considerando tanto as gerações presentes como as futuras”.

O Diretor do Departamento de Mobilização e Educação Cidadã (Demec) da Presidência da República, Sérgio Kelner, falou sobre o foco exclusivo na área de estudos e de elaboração de projetos. “É preciso se articular com a sociedade, terceiro setor, representantes e instituições que formam o governo. Além disso, é necessário desenvolver um debate em cima disso. Esse projeto envolve a Fundação Joaquim Nabuco, nossa parceira prioritária. Ela está presente no trabalho e em todo o processo”, pontuou o diretor.

Alessandra Nilo, Coordenadora do GT Sociedade Civil, finalizou a mesa do turno da manhã. De acordo com ela, haverá o lançamento de um relatório que o Brasil se ofereceu para apresentar nas Nações Unidas no mês de julho. O documento mostra o olhar da sociedade civil sob os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “É muito importante que todo mundo tenha acesso e leia esse documento. O Brasil que queremos construir depende de várias questões, mas o foco de tudo é um desenvolvimento sustentável”, finaliza Alessandra.

Tarde

Com o tema Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) promoveu nesta quinta-feira o 14º Evento Comemorativo ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Realizado na Sala Calouste Gulbenkian, que estava repleta de estudantes secundaristas e pesquisadores, a mesa da tarde focou no tema Água na Agenda 2030. Foram convidados para o debate Telma Rocha, gerente do programa regional do acesso a água da Fundação Avina, André Monteiro, pesquisador da Fiocruz, e Ricardo Braga, presidente da Associação Águas do Nordeste (ANE).

O pesquisador da Fiocruz, André Monteiro, trouxe à tona algumas avaliações das metas dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). Embora 147 países tenham conseguido atingir o objetivo relacionado ao melhoramento do acesso a água potável, ainda é necessário fazer questionamentos sobre esse padrão. “Relacionado ao período de 2015, 663 milhões de pessoas ainda tinham acesso a fontes impróprias de água. Com relação ao esgotamento sanitário, a meta não foi atingida”, revelou.

Em relação a Pernambuco, o pesquisador trouxe dados ainda mais alarmantes. “Dentre os estados do Nordeste, Pernambuco é o que tem uma das estruturas mais precárias. Apenas 20% têm esgotamento sanitário.”

Na opinião do pesquisador, os principais fatores para a existência desses problemas são: os interesses políticos que atrapalham o desenvolvimento da região, a fragilidade das estruturas institucionais e a restrição financeira. “Na região rural, 79% das pessoas utilizam fontes impróprias de água. Já nove entre 10 defecam ao ar livre.”

Trazendo o tema para o âmbito regional, o presidente da ANE, Ricardo Braga, focou na questão hídrica em si. O pesquisador acredita que a redução da vulnerabilidade hídrica está diretamente ligada à questão financeira e tecnológica.

“Acredito que depende da capacidade econômica. Se você tem dinheiro, consegue comprar um caminha pipa particular. Sem dinheiro é possível ter uma cisterna, mas com dinheiro é possível construir uma adutora.”

O evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente continua na sexta-feira com a mesa “Experiências de Governança, Participação e Comunicação na Perspectiva da Agenda 2030”.

Dia 02/06

Dá-se continuidade, na manhã do dia 2, ao evento Comemorativo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, com a mesa 3 – Experiências de Governança, Participação e Comunicação na Perspectiva da Agenda 2030. Solange Coutinho, geógrafa e pesquisadora da Fundaj, coordena a manhã de trabalhos e revela que o evento pretende "contribuir para a necessidade de conhecimento e compreender essa agenda e esses objetivos do desenvolvimento sustentável". Problematiza, ainda, a comemoração ao Dia do Meio Ambiente (segunda, dia 1 de junho), questionando se há o que comemorar, tendo em vista a situação atual das políticas de questões ambientais. Cada pesquisador da mesa falou um pouco sobre a instituição com os quais estão envolvidos e como ela se relaciona a proposta da mesa de governança e participação.

Ângelo Lima, biólogo pela UFRJ, apresenta a palestra "Construção do OGA Brasil, interfaces e pontos de elaboração com os ODS". O pesquisador fala sobre experiência em construir um observatório da governança das águas e dá um panorama geral na discussão do tema, pontuando como o observatório pode ajudar nos ODS. "Esse espaço é fundamental para tentar fazer a gestão das bacias, precisando pensar em novas formas de diálogos para que isso tenha resultado", completa, visando um retrato hídrico de todos os sistemas nacionais e estaduais.

Rafael Santos, pedagogo e consultor ambiental, apresentou, na sequência, um pouco da rede onde trabalha, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que propõe uma conversa com o semiárido. O pedagogo procurou dialogar com os principais ODS e focou seu discurso no que os povos do semiárido têm a ensinar sobre água e em o que é o semiárido viável. "É preciso que faltasse água em São Paulo para se dar atenção. Por enquanto, é uma pauta menor", lamentou.

Ricardo Lima, tecnologista, fala sobre as contribuições do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Procura explicar como a INSA articula a estrutura de pesquisa na região semiárida, apresentando o aplicativo digital "Olho n'Água", site que traz visibilidade às informações dos açudes e águas da região semiárida. "Informação é a base do empoderamento e da governança", justifica Lima, que recebe salva de palmas pela iniciativa do projeto.

Por fim, a psicológica Telma Rocha traz os pilares da instituição "Aliança pela Água", articulação de organizações e cidadãos. A pesquisadora apresenta pela coordenadora do “Aliança pela Água”, Marussia Whately, que não pode estar presente no evento. Telma explana a proposta de disseminar "uma nova cultura da água", frente à crise hídrica testemunhada em São Paulo, em 2014, que culminou na criação da instituição mencionada.

O evento continua pela parte da tarde, com foco maior no tema do observatório das águas. O lugar muda: às 14h, os pesquisadores e interessados agora se encontrarão na Fundaj – Apipucos (Sala Gilberto Osório, Rua Dois Irmãos, 92, Apipucos.).


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