Engenho Massangana investe no lúdico com espetáculo e formação de grupo teatral
Aconteceu hoje, dia 6 de junho, às 14h, no Engenho Massangana, no município de Cabo de Santo Agostinho/PE, a peça teatral “O pirata Tubarão e o índio Xavante”, do autor Rubem Rocha Filho.
Dirigida por José Francisco, a atividade pretende iniciar as relações do espaço histórico com o teatro: o Engenho Massangana também anunciou, em parceria com o diretor da peça, a formação de um grupo teatral, que terá lugar no próprio engenho. A ação é um convite à ludicidade, procurando agregar não só o alunado, mas, principalmente, a vizinhança do Massangana. A primeira turma já tem data marcada para esta quinta-feira, no dia 8 de junho.
A coordenadora geral do Museu do homem do Nordeste, Silvana Barbosa Lira de Araújo, comentou sobre o sucesso do evento na comunidade. “O objetivo é aproximar as pessoas e trazer a vizinhança para conhecer o engenho Massangana. Estamos utilizando o teatro para alcançarmos esse objetivo. A peça foi um grande sucesso e recebemos pessoas de diversos lugares e idades”, disse a coordenadora.
Ainda de acordo com Silvana, cerca de cem pessoas marcaram presença na peça. “Incrível como o evento foi aceito. As oficinas de teatro serão realizadas pela manhã, de 9h às 11h, sempre nas terças e quintas. O grupo tem duração de seis meses e as vagas são limitadas a 30 pessoas (jovens e adultos)”, completou Silvana.
As oficinas de teatro têm início no dia 8 de junho, pela manhã, de 9h as 11h, e, após formação da turma, passam a acontecer sempre nas terças e quintas, nesse mesmo horário. O grupo tem duração de seis meses e as vagas são limitadas a 30 pessoas (jovens e adultos).
De acordo com José Francisco, as oficinas irão focar em uma preparação do grupo para o meio teatral, perpassando por noções iniciais de teatro, jogos dramáticos e história do teatro. A presença de diretores e atores do meio teatral também é prometida pelo diretor, bem como atividades de campo no Recife para que os alunos assistam a peças teatrais.
A proposta é que, ao final do curso, os alunos possam montar um espetáculo para apresentação no Engenho. "Eles vão ter noções teóricas e práticas sobre ser ator, terão jogos dramáticos para testar a dinâmica de grupo e motivar o jovem para que ele ponha para fora suas dificuldades e reivindicações, sejam elas interpretação, criação, texto teatral, ou todos os componentes de uma encenação", desenvolve o diretor, que completa 50 anos de teatro neste ano.
As atividades da relação do Engenho com o teatro não param por aí: em setembro, José Francisco também apresenta o espetáculo "O Suplício de Frei Caneca", com texto de Cláudio Aguiar. "Queremos valorizar o Engenho Massangana, visibilizá-lo, e, além disso, queremos deixar um grupo de teatro formado na comunidade do Engenho. Estamos plantando uma semente que pode germinar em uma coisa fantástica", encoraja José Francisco.
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