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Cineasta Tizuka Yamazaki assina termo de compromisso no Cinema do Museu

Publicado: Quinta, 04 de Mai de 2017, 09h13 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 921

Do encontro, nos anos 80, em Olinda, entre a cineasta a Tizuka Yamazaki, a produtora Andréa Mota e o jornalista e escritor Paulo Santos, nasceria, trinta anos depois, um projeto que comemora o bicentenário da Revolução de 1817, em Pernambuco. Este projeto foi celebrado hoje (5), no Cinema do Museu, da Fundação Joaquim Nabuco. Trata-se da assinatura, do termo de cooperação técnica, da cineasta com a Fundação Roquette Pinto/TV Escola, do MEC, para ela gravar, no Estado, o documentário "1817, a Revolução Esquecida", baseado no livro "A Noiva da Revolução", do escritor Paulo Santos. A produção, de 50 minutos, irá abrir a série História da TV Escola.

Foi durante a filmagem de Paraíba Mulher Macho, em Pernambuco, que Tizuka Yamazaki conheceu Paulo Santos e Andréa Mota, que será uma das produtoras do novo projeto da cineasta. Ambos estiveram no evento de assinatura do termo de cooperação.

Tizuka Yamazaki falou que, “foi há dois anos que o Paulo Santos me mandou o seu livro “A Noiva da Revolução”, me sugerindo que a sua obra daria um filme. Eu achei interessante a história, que eu não conhecia, confesso, tanto a dos dois personagens principais do enredo, o Domingos José Martins e a Teodora, quanto o fato da Revolução de 1817, aqui em Pernambuco”.

A cineasta disse que para conseguir captar recursos neste período de crise, ela levaria uns dez anos para fazer o filme, que ficaria até com um orçamento baixo, de cerca de 10 milhões de Reais. “E chegamos a um consenso, eu e o meu sócio, o de que ficaria melhor fazer um documentário, um filme meio realidade, meio ficção, um docudrama, pois trata de uma história de amor dentro de uma Revolução”, comentou ela. “Neste meio tempo, Paulo Santos liga pra mim e diz que havia uma comissão responsável pelas comemorações do bicentenário de 1817 e que esta, e o governo do estado de Pernambuco, poderiam financiar o filme. Contudo, o governo recuou do apoio e aí eu mesma fui procurar parceiros e pensei no Ministério da Cultura, naquele tempo em que o MinC havia se fundido ao MEC, e acabei fazendo uma confusão”.

Tizuka contou que quando telefonou para Mendonça, na realidade pensava que estava ligando para o Ministério da Cultura, porque precisava de recursos para realizar o seu projeto: “Quando dei por conta, estava ligando pro MEC e aí pensei, marquei com o ministro da educação uma audiência, e o que vou dizer a ele? Depois, vi que não poderia desmarcar e decidi manter o encontro, que, no final, foi melhor do que eu poderia imaginar”, relembrou Tizuka.

A confusão foi explicada pelo próprio ministro do MEC José Mendonça Filho, também presente ao evento, e que apoiou o projeto, pretendendo com a produção, apoiar o mercado audiovisual e exibir as obras nos dois canais públicos da instituição, a TV Escola e a TV INES (que exibe programas em  linguagem dos sinais). Houve também participação, na mesa do evento, do presidente da Fundação Roquette Pinto, Fernando Veloso, do jornalista e escritor Paulo Santos, do historiador Leonardo Dantas e do presidente da Fundaj, Luiz Otávio Cavalcanti.

Mendonça Filho lembrou da confusão/ encontro que teve com a cineasta, quando esta lhe ligou, pedindo uma audiência para falar sobre o projeto. Ela lhe apresentou o projeto do docudrama. Explicou Mendonça Filho: “no Ministério da educação ela foi acolhida, pois há sensibilidade no MEC para a cultura e os valores históricos, e quando ela me contou como era o seu projeto, aquilo me tocou o coração, pois era a história de Pernambuco, a formação dos nossos valores democráticos, a formação da nossa Pátria”. E comentou: “para compreender o presente e o futuro, temos que nos reportar ao passado. Agora, interessante foi o fato de um livro sobre a nossa história, de um fato com uma dimensão histórica tão grandiosa, poder ser levado às telas também na forma de um relacionamento de amor, um mix muito interessante”.

O ministro disse, ainda, que “ajudou bastante levar a ideia adiante, porque tenho ao meu lado na TV Escola um jornalista como Fernando Veloso, que abrigou com dedicação o projeto, que, inclusive, irá abrir a série História da TV Escola, uma coisa muita importante, pois será exibido para todos os estudantes do país”.

Novos projetos para a série serão examinados pelo Comitê de Seleção do Banco de Projetos, da TV Escola.

 

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