Seminário II do Ciclo de Seminários dos Programas Institucionais acontece no dia 09 de maio
Deu início na manhã de hoje, 9, o Ciclo de Seminários dos Programas Institucionais da Fundação Joaquim Nabuco. O Seminário II, aconteceu na sala Calouste Gulbenkian, na Fundaj-Casa Forte.
O primeiro projeto apresentado, que começou às 11h, foi coordenado pela Prof. Dra. Dalila Andrade (UFMG) e apresentado pela convidada Ana Maria Clementino (UFMG), que também integra a equipe e é uma das sub-coordenadoras da pesquisa.
De acordo com Ana Maria Clementino, o projeto foi fruto de uma articulação entre a Univerdiade Federal de Minas Gerais, Fundação Joaquim Nabuco, Universidade Rural de Pernambuco, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal de Pelotas, Universidade de Strasbourg e Universidade de Lisboa e liderada pelo Gestrado/UFMG (Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente).
A pesquisa visa analisar as transformações recentes no Ensino Médio no Brasil a partir de um estudo comparativo que permita identificar as influências internacionais sobre as políticas de ampliação da sua oferta, de orientação das suas finalidades e dos resultados nas principais avaliações, com o intuito de subsidiar medidas que visem a sua melhoria.Tratar dos efeitos das políticas educativas na reestruturação da profissão docente frente aos processos de globalização que determinam, cada vez mais, a agenda internacional da educação.
Ainda segundo Ana Maria Clementino, o estudo apresentado se concentra em três linhas temáticas. "Ensino Médio (currículo e avaliação); Formação Docente (inicial e continuada) e Políticas educativas e profissão docente (carreira, salário e condições de trabalho)", finalizou a convidada.
O segundo projeto apresentado no Seminário II foi coordenado por Cátia Lubambo, pesquisadora em políticas públicas da Fundaj, e apresentado pelo convidado Marco Aurélio Costa, coordenador do INCT políticas públicas e desenvolvimento territorial, teve como tema a experiência da Rede IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de Pesquisa: Governança Metropolitana no Brasil.
O palestrante comentou a importância do auxílio financeiro e dos bons parceiros para o desenvolvimento de um projeto. “O interesse em comum tem que ficar muito claro para os envolvidos na pesquisa. Além disso, uma boa coordenação e participação acrescentam no estudo”, concluiu Marco Audrélio.
Dando continuidade ao 2º Seminário dos Programas Institucionais (PI’s) da Fundação Joaquim Nabuco, que possui o objetivo de ampliar e consolidar projetos institucionais de modo a potencializar frutos e ganhos das ações idealizadas, foi apresentada na tarde desta quarta-feira o PI 5. Coordenado pelo pesquisador Neison Freire, da Fundaj, o projeto CLIMAP- Mudanças Climáticas no Bioma Caatinga: Sensoriamento Remoto, Meio Ambiente e Políticas Públicas foi apresentado ao público que compareceu à Sala Caloueste Gulbenkian.
Com o objetivo de ampliar as pesquisas de campo pelos próximos três anos, tempo que a pesquisa irá durar, através de imagem de satélite (sensoriamento remoto), o projeto analisou algumas unidades de conservação do bioma Caatinga ao longo do Brasil. Foram visitadas 14 unidades, ou seja, apenas 1% da totalidade do único bioma exclusivamente brasileiro. A intenção é mapear os outros 99%.
Durante a palestra, que começou por volta das 14h45, o coordenador do projeto, Neison Freire, explicou como uso da tecnologia da geoinformação foi importante para a análise do bioma estudado. “Quando a gente trabalha com sensoriamento remoto, conseguimos gerar imagens que não são visíveis ao olho humano. Com o computador, eu consigo ter enormes variações fitofisionomiais. Podemos trabalhar com muita qualidade com esses dados”, afirmou.
Já Valdemar Rodrigues, diretor de desenvolvimento rural sustentável de combate à desertificação do Ministério do Meio Ambiente, que também participou do debate, explicou como o governo está trabalhando para aumentar as unidades de recuperação das áreas degradadas e reduzir a vulnerabilidade climática na região semiárida brasileira.
O objetivo do projeto é aumentar a capacidade adaptativa da Caatinga e diminuir a desertificação, principal problema na opinião do diretor. “A Caatinga conservada sempre foi adaptada ao clima seco. O principal problema é a desertificação, mas ainda não está claro se a atitude do homem é a principal causa disso.”
A região, que tem cerca de 850 mil km² de extensão, é a que possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. A Caatinga também é a mais ameaçada pelas mudanças climáticas.
Após o encerramento do seminário, aconteceu o pré-lançamento do videodocumentário “Caatingas em Risco’’, dirigido e roteirizado por Augusto Amorim. O vídeo aproveitou as imagens colhidas por Neison Freire ao longo da pesquisa apresentada durante o debate. A intenção foi mostrar o olhar do pesquisador sobre as 14 unidades de conservação visitadas.
A expectativa é a de entender quais são os principais conflitos, problemas e evoluções em cada local visitado. A previsão é que o lançamento oficial do videodocumentário aconteça na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no dia 29 de maio, Dia do Geógrafo.

Redes Sociais