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399ª reunião do Seminário de Tropicologia

Publicado: Quarta, 05 de Abril de 2017, 15h06 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 814

Nesta terça (25), esteve em sessão o 399º Seminário de Tropicologia, na Sala Gilberto Freyre, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), de Casa Forte (avenida 17 de agosto, 2187). Desta vez, o tema se debruçou sobre "O conceito de cultura em Celso Furtado", que é uma pesquisa do jornalista e economista César Bolaño.

Na abertura do seminário, o presidente da Fundação, Luiz Otávio Cavalcanti, apresentou o conferencista, com “imensa satisfação”, e aproveitou, também, para anunciar um ciclo de palestras que terão como tema Celso Furtado, reforçando "a opção que a Fundação Joaquim Nabuco tem produzido e inaugurando um ciclo de palestras e de eventos sobre Celso Furtado”.

Fátima Quintas, coordenadora do Seminário, ao anunciar o início do evento, declarou a pluralização do leque cultural que o Seminário de Tropicologia propõe, atuando, como conceituava Gilberto Freyre, de “conciliador de contrários”, buscando sempre “interpretar o social”. Em poucas palavras, apresentou os conceitos a serem trabalhados: o conceito de economia criativa — atual e necessário, explicou, como advindo da memória, do legado histórico — e de autonomia e cultura — “essencial para a formação de uma civilização”.

César Bolaño, jornalista por formação, doutor em economia e inserido na área de economia política, da comunicação e da cultura, explicou a importância de estudar Celso Furtado: "a preocupação em estudar Furtado está dentro dessa trajetória e luta epistemológica do campo da comunicação", falou, pontuando, ainda, Furtado como gênesis do estruturalismo histórico e pensamento econômico latino-americano do século XX. Celso Furtado, adicionou Bolaño, comparando-o com Gilberto Freyre, “não herdou o conteúdo, mas o modelo de pensar a sociedade de uma perspectiva antropológica".

Celso Furtado, segundo Bolaño, estudava a cultura como um paralelo a economia, sua influência no tipo de sociedade e economia, que se desenvolve no Brasil. "A cultura como construção de identidade, de autonomia, sem a qual não é possível pensar o desenvolvimento", explicou o pesquisador. Em sua fala, ele fez dialogar, como alongamento do pensamento de Furtado, diferentes escolas de pensamento econômico, entre elas Karl Marx, com quem Bolanõ concorda, no sentido operacional da economia.

Finalizando, César Bolaño frisou a "autonomia cultural necessária para se pensar a cultura no eixo do desenvolvimento" e a importância de se pensar a trafegaria histórica do conceito de cultura, como tratado por Celso Furtado, significando os fatores econômicos.

No debate, que faz parte do Seminário de Tropicologia, pesquisadores da Fundaj, como Abraham Sicsu e Clóvis Cavalcanti, entre outros, opinaram com críticas, sugestões e elogios ao conferencista e sua pesquisa, questionando, dentre outras coisas, a perspectiva humanística da visão de Celso Furtado, a dinâmica da cultura e o conceito de "ciência social total".

 

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